Urologista Dr. Guimarães

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Mestre em Terapia Experimental pela Universidade Estadual de Nova York
Doutor em Urologia pela USP
Fellow pelo Instituto Roswell Park - Bufflalo
Professor de Urologia da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná
Médico Urologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Médico Chefe do Serviço de Urologia do Hospital da Polícia Militar do Paraná
25 anos de experiência

urologia

Urologia é a especialidade médica que estuda as alterações do aparelho urinário e do aparelho genital masculino. Dessa forma o urologista atende homens e mulheres de todas as idades.

  • Rins
  • Ureteres
  • Bexiga
  • Uretra
  • Pênis
  • Próstata
  • Testículos

doenças

  • Câncer de próstata
  • Câncer de bexiga
  • Câncer de rim
  • Infecção urinária
  • Cálculos
  • Impotência

Urologia Geral

A Urologia é possivelmente a especialidade que mais progresso alcançou nas últimas décadas. O avanço tecnológico facilitou muito o diagnóstico e diminuiu de forma acentuada o volume de cirurgias. Isto tudo favorece o paciente que se torna muito menos agredido, sendo diagnosticado e tratado com métodos menos invasivos.

Porém, esta tecnologia necessita de um bom piloto, ou seja - de um Urologista experiente e atualizado com os novos procedimentos.

Com a expansão da Urologia várias interfaces com outras especialidades (Uroneurologia, Uroginecologia, Uropediatria, Ultra-som urológico,...) tem feito com que alguns colegas dediquem-se apenas a uma subespecialidade. Na prática diária, vários pacientes apresentam problemas que não se encaixam nestas subespecialidades e ficam a mercê de profissionais fora da Urologia. Poderíamos citar algumas enfermidades como exemplo:

  • Infecção urinária: principalmente as cistites nas mulheres, que na maioria das vezes fica sem diagnóstico etiológico;
  • DST: apesar de toda divulgação em relação à prevenção, as doenças sexualmente transmissíveis, vem aumentando sua incidência;
  • Traumatismos: desde os mais simples (pênis, escroto,...) até os mais graves (rins, bexiga, uretra,...) fazem parte da vida do urologista geral e para tal ele deve estar preparado.

Portanto, quando você tiver algum sintoma na área urológica, deve lembrar-se que o Urologista é o profissional preparado para examina-lo e fornecer o melhor diagnóstico e conseqüentemente o melhor tratamento!

Doenças da Próstata

A próstata é um órgão masculino que fica abaixo da bexiga e à frente do reto. A uretra ao sair da bexiga para o exterior passa pelo meio da próstata e é neste segmento, a uretra prostática, que entra o canal ejaculador, trazendo o líquido espermático. A próstata tem como função fabricar quase que a totalidade do líquido espermático, que alimentará e conduzirá o espermatozóide até o óvulo. Portanto, doenças que atingem a próstata interferem muito na reprodução humana.

As doenças da próstata interferem de forma muito intensa na qualidade de vida e devem ser tratadas rapidamente, para além de se resolver o problema médico, também solucionarmos os aspectos social e econômico.

As doenças mais comuns da próstata são:

  • Prostatite 2%
  • Câncer 18%
  • Hipertrofia Benigna 80%

Hipertrofia Benigna da Próstata

Como o próprio nome diz, é uma doença benigna que começa a incomodar o homem a partir dos quarenta anos e se torna muito importante a partir dos sessenta.

Os sintomas são denominados genericamente de prostatismo e interferem com a micção:

  • Nictúria = levantar muitas vezes a noite
  • Polaciúria = urinar muitas vezes durante o dia
  • Jato urinário fraco e interrompido
  • Gotejamento no final da micção
  • Incontinência urinária

O maior problema é que a cultura popular aceita estes sintomas como normais para a idade! Quando estes sintomas, em todo ou em parte, atingirem o homem, ele deve procurar o Urologista para a realização de exames que se fazem necessários, tais como: exame clínico (toque retal), laboratorial, ultra-sonográfico, urodinâmico, endoscópico ou radiológico.

O Urologista saberá indicar o exame necessário para o perfeito diagnóstico e o melhor tratamento.
Os tratamentos são inúmeros e relacionados para cada caso individualmente:

  • Clínico: várias medicações hoje se encontram a disposição do paciente.
  • Métodos Não Invasivos: Geralmente não curam, mas diminuem os sintomas, melhorando a qualidade de vida.
  • Cirúrgico: É o tratamento mais eficaz! Apesar de mais agressivo é o que realmente cura o paciente. Pode ser utilizada a via endoscópica ou aberta.

Câncer de Próstata

É o câncer mais freqüente no homem acima dos cinqüenta anos.

Este é o motivo de se fazer exames periódicos para o diagnóstico precoce e conseqüentemente o tratamento curativo.

Todo homem acima dos 45 anos deve fazer anualmente seu exame clínico e laboratorial!

Prostatite

A prostatite é a doença que clinicamente menos afeta o homem. Porém, os exames patológicos demonstram que durante a vida, a maioria dos homens tem formas sub-clínicas de infecção na próstata.

Ela é classificada em:

  • Prostatite Bacteriana Aguda
  • Prostatite Bacteriana Crônica
  • Prostatite Abacteriana
  • Prostatodínea

Na Prostatite Aguda os sintomas são mais evidentes e o diagnóstico é feito de forma mais rápida. Já na forma Crônica, os sintomas podem ser vagos e necessita-se da realização de exames para a comprovação da patologia, o que nem sempre é possível.

Uma coisa muito importante a ser salientada, é que o PSA (Antígeno Específico da Próstata) - exame de sangue marcador para o Câncer de Próstata, pode estar elevado na prostatite. Geralmente se normaliza após uso de antibiótico.

Seu tratamento é individualizado para cada caso e deve ser orientado pelo Urologista!

Calculose Urinária

A calculose urinária (pedra nos rins, bexiga e ureter) é uma doença muito freqüente do trato urinário, tendo incidência de aproximadamente 10 % na população.

Vários fatores propiciam seu aparecimento, sendo a herança genética um dos mais importantes fatores de aparecimento.

Apresentam etiologia múltipla, podendo ser: orgânicos, infecciosos e inorgânicos (cálcicos), sendo estes últimos os mais freqüentes.

Os sintomas dependem do tamanho e localização do cálculo, apresentando a clássica dor lombar em cólica somente aqueles que cursam com obstrução do rim e/ou ureter. Existem, ainda, aqueles que não produzem sintomas e outros que se apresentam com infecções do trato urinário de repetição.

O tratamento também depende do tamanho e da localização do cálculo, podendo ser:

  • Expectante no caso de cálculos pequenos e pouco sintomáticos, que são a maioria.
  • Em situações com necessidade de intervenção, utilizando:
    • litotripsia extracorpórea (máquina de quebrar "pedras")
    • endourologia:
      • cirurgia percutânea
      • ureteroscópica
      • cirurgia aberta, em casos raros

Disfunção Erétil

Definição:

Disfunção erétil é a incapacidade de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória.

Sua freqüência aumenta com a idade, atingindo 25 % dos homens aos 65 anos.

Ereção Normal

A ereção é bastante complexa, dependendo de uma interação de vários sistemas: hormonal (hormônios), neurológico (nervos) e vascular (artérias e veias), além do componente emocional. A ereção ocorre devido ao enchimento do pênis com sangue tornando-o rígido.

Qualquer alteração de um ou mais destes mecanismos poderá levar ao aparecimento da disfunção erétil.

Causas de Disfunção Erétil

Podem ser orgânicas ou psicogênicas.

Principais causas orgânicas: doenças vasculares (ex: arteriosclerose), diabetes, cirurgias pélvicas radicais, traumas da coluna, medicamentos, álcool e drogas. O fumo também pode atrapalhar o processo de ereção. Aproximadamente 80% dos casos de disfunção erétil são de causa orgânica.

Principais causas psicogênicas: ansiedade, depressão, tensão, stress, problemas no relacionamento do casal e medo de falha no ato sexual.

Em muitos casos ambos os fatores agem simultaneamente no aparecimento ou manutenção do quadro da disfunção.

Diagnóstico

A avaliação é individualizada, podendo ser diferente em cada caso.

O primeiro objetivo da investigação diagnóstica é a distinção entre impotência orgânica e psicogênica. Listamos abaixo a seqüência de investigação utilizada em nosso serviço:

História e Exame Físico: Dados sobre a atividade sexual passada e atual do paciente, data do inicio dos sintomas, progressão, presença ou ausência de ereções noturnas, ereção masturbatória, relacionamento conjugal, doenças anteriores e seus tratamentos ou cirurgias, medicamentos em uso.

Realiza-se um exame físico geral, incluindo genitais, onde se pesquisam sinais de doenças que poderiam ocasionar a disfunção erétil.

Exames Laboratoriais: São solicitados exames laboratoriais, como: glicemia, testosterona, prolactina e outros que o médico julgue necessários em cada caso.

Avaliação Psicológica: Sempre é importante uma avaliação psicológica inicial independente da causa da disfunção.

Teste de Ereção Fármaco-Induzida: Consiste em aplicar uma injeção no pênis que provocará ereção independente da vontade do paciente. Dependendo da qualidade da ereção, do tempo de demora para ela aparecer e desaparecer, podem ser obtidas informações importantes sobre o funcionamento peniano, as causas da disfunção erétil e seu tratamento.

Avaliação Vascular: O raio X ou eco-doppler das artérias penianas estão indicados apenas em uma pequena parcela dos pacientes.

Outros Exames: Podem ser necessários em casos selecionados, sendo infreqüente sua utilização.

Tratamento:

Psicoterapia:

Está indicada nos casos psicogênicos e como tratamento auxiliar nos casos orgânicos.

Medicação Oral:

Atualmente são duas as drogas orais mais utilizadas para o tratamento da disfunção erétil: Sildenafil (Viagra) e Apomorfina (Uprima).

O Sildenafil pode ser utilizado por quase todos os pacientes, com exceção dos cardiopatas que fazem uso de medicações á base de nitrato. Seus efeitos colaterais são leves e pouco freqüentes, sendo os mais comuns: dor de cabeça, rubor facial, náusea e congestão nasal.

A Apomorfina é de uso sublingual não apresentando contra-indicações para seu uso. Os efeitos colaterais mais freqüentes foram: dor de cabeça, náusea e tontura.

A Fentolamina e Yoimbina também podem ser utilizados na forma oral, apesar de seu efeito ser menos intenso. Têm indicação nos casos orgânicos leves e psicogênicos.

O uso de hormônios somente está indicado nos casos comprovados de deficiência hormonal.

Injeção Intracavernosa

Utilizada quando a medicação oral falhou ou está contra-indicada.

Consiste na aplicação de uma injeção no pênis pelo próprio paciente. Sua principal complicação é uma ereção muito prolongada (acima de 4 horas), necessitando drenagem do sangue do pênis.

Supositório Uretral:

Consiste na colocação de um pequeno supositório de prostaglandina dentro da porção inicial da uretra. Sua grande vantagem é a facilidade de uso, mas pode causar irritação uretral ou vaginal.

Vacuoterapia:

É a aplicação de um aparelho de vácuo que promove o enchimento peniano por sucção. Fornece uma ereção menos rígida que a obtida por outros métodos, e pode ser mantida por no máximo 30 minutos.

Prótese Peniana:

Está indicada na falha de outros tratamentos. O modelo mais utilizado no Brasil consiste em 2 cilindros de silicone com uma haste metálica flexível no centro. Sua colocação pode ser realizada até com anestesia local e sua principal complicação é a infecção, que pode levar a retirada da prótese. A principal desvantagem da prótese é que após sua colocação não é possível usar qualquer outro tipo de tratamento, mesmo após sua retirada.

Uroginecologia

Hoje sabemos que os problemas urinários e genitais da mulher devem ser tratados de maneira interdisciplinar, fazendo surgir a partir desta conscientização a Urologia Feminina ou Uroginecologia.

As patologias urológicas mais freqüentes no sexo feminino são:

  • Refluxo vésico-ureteral
  • Infecção do trato urinário
  • Litíase coraliforme
  • Cistite Intersticial

Além destas patologias, existem aquelas que acometem exclusivamente o sexo feminino, como:

  • Incontinência urinária de esforço
  • Fístulas urogenitais

O desenvolvimento desta subdivisão da Urologia levou-nos ao aperfeiçoamento do conhecimento sobre a anatomia da pelve e da uretra feminina, modificando conceitos da fisiopatologia da micção e descobrindo o efeito de novas substâncias sobre o trato urogenital feminino. Estes fatores associados propiciaram um melhor diagnóstico e um tratamento mais eficaz das patologias urogenitais femininas.

Infertilidade

A infertilidade conjugal acomete aproximadamente 14% dos casais. O fator masculino é responsável isoladamente por 30% das causas e está associado ao fator feminino em mais de 20% das causas.

A investigação de um casal infértil é recomendada apenas após 1 ano de relações sexuais bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual, sem uso de contraceptivos e na ausência de gravidez.

Além da história e de um exame físico pormenorizado, o espermograma é o exame de rotina na pesquisa dos casos de infertilidade conjugal. Dosagens hormonais, provas funcionais, imunológicas, exames por imagem e até biópsia testicular são alguns dos métodos utilizados na investigação do homem infértil.

Hoje em dia o tratamento é focado a partir do distúrbio causador (infecção do trato genital, distúrbios ejaculatórios, endocrinopatias,...).

A ausência total de espermatozóides no ejaculado (azoospermia) pode ter causa obstrutiva, tratada por método cirúrgico ou por manipulação de gametas.

As causas de azoospermia não obstrutivas são tratadas com métodos de recuperação de espermatozóides, abaixo discriminados:

TESE
biópsia testicular;
TESA
aspiração percutânea dos testículos
PESA
aspiração percutânea do epidídimo
MESA
aspiração microcirúrgica do epidídimo.

Nos últimos anos, as técnicas de reprodução assistida (reprodução na ausência de coito, associando-se intervenção médica e laboratorial) desenvolveram-se muito, chegando a proporcionar certeza de fertilidade para muitos casais tidos como inférteis, sendo elas:

IIU
inseminação intra-uterina com sêmen do parceiro
IAD
inseminação intra-uterina com sêmen de doador
FIV
fertilização in vitro e transferência intra-uterina de pré-embriões
ICSI
injeção intracitoplasmática de espermatozóide no ócito
ZIFT
transferência intratubária de zigoto
TET
transferência intratubária de pré-embrião

Infecções Urinária

O trato urinário é um dos locais mais comuns de infecção bacteriana, particularmente em mulheres; 10 a 20% das mulheres contraem uma infecção urinária em alguma época de suas vidas e um número significante apresenta infecções recidivantes.

As infecções bacterianas geralmente são adquiridas por via ascendente, da uretra para a bexiga, e podem atingir os rins.

As infecções ascendentes do trato urinário são comumente causadas por bacilos Gram-negativos como E. coli (figura abaixo), embora outros membros das Enterobacteriacea e também estejam envolvidos. Proteus mirabilis está freqüentemente associado a cálculos urinários, provavelmente porque este organismo produz uma potente urease que degrada na uréia com produção de amônia, tornando a urina alcalina; Klebsiella, Enterobacter, Serratia sp e Pseudomonas aeruginosa são organismos mais freqüentemente encontrados em infecções adquiridas em hospitais (a resistência destes organismos aos antibióticos favorece a infecção em pacientes hospitalizados).

Entre as bactérias Gram-positivas, o Staphylococcus saprophyticus parece ter uma propensão peculiar para causar infecções em mulheres jovens, sexualmente ativas, enquanto que Staphylococcus epidermidis e algumas espécies de Enterococcus estão mais freqüentemente associadas a infecções urinárias em pacientes hospitalizados.

Fatores Predisponentes à Infecção

Os fatores mecânicos são importantes e qualquer evento que venha a interromper o fluxo urinário normal ou o esvaziamento completo da bexiga, ou ainda, facilitar o acesso de organismos à bexiga, predispõe o indivíduo a infecções. A uretra feminina, por ser mais curta do que a masculina, torna a bexiga mais acessível a germes, favorecendo infecções. As relações sexuais facilitam o movimento dos micróbios até a uretra, particularmente nas mulheres, de maneira que a incidência de infecções urinárias nas mulheres sexualmente ativas é mais alta do que nas menos ativas, mas talvez o aspecto mais importante seja a colonização bacteriana prévia da área periuretral da vagina. As infecções urinárias em crianças são mais comuns nos meninos não circuncidados e estão associadas com colonização da uretra e do lado interno do prepúcio, por organismos fecais.

Infecção do Trato Urinário Inferior

As infecções agudas do trato urinário inferior são caracterizadas por uma rápida manifestação de disúria, urgência e freqüência da micção. No entanto, as infecções urinárias nas pessoas idosas e naquelas com cateteres in situ são, geralmente, assintomáticos.

A urina tem aspecto turvo devido à presença de pus (piúria) e bactérias (bacteriúria), e pode ainda conter sangue (hematúria). O exame laboratorial de amostras da urina é essencial para confirmar o diagnóstico. Pacientes com infecções do trato urinário (lesões vaginais ou uretrite por clamídia) podem apresentar sintomas semelhantes.

A piúria, na ausência de culturas positivas de urina, pode ser devida a infecção por clamídia ou tuberculose e também é observada em pacientes submetidos a antibioticoterapia para infecções urinárias; as bactérias são inibidas ou destruídas pelo agente antibacteriano antes de a resposta inflamatória desaparecer.

Diagnóstico Laboratorial das Infecções do Trato Urinário

Uma característica-chave é a detecção de bacteriúria significante.

Bacteriúria Significante

Nos indivíduos saudáveis o trato urinário é estéril, embora a região distal da uretra seja colonizada por organismos comensais, incluindo os organismos fecais e periuretrais. Durante a coleta da urina, normalmente em frascos estéreis, as amostras podem se tornar contaminadas com a flora periuretral. A infecção pode ser distinguida da contaminação por métodos quantitativos de cultura.

A bacteriúria é definida como significante quando uma amostra de urina, de fluxo intermediário, adequadamente colhida, contém >105 organismos por mL. A urina infectada via de regra contém uma única espécie bacteriana.

Coleta do Material

A amostra usual, submetida a exame microbiológico, é a urina de fluxo intermediário (MSU), que deve ser coletada em frasco estéril e de boca larga, após lavagem cuidadosa dos lábios ou da glande com água sabonada (não anti-séptico) e água, depois do escoamento do primeiro jato de urina (isto auxilia a eliminação dos contaminantes da uretra inferior).

A obtenção de amostras de MSU de bebês e crianças maiores é obviamente difícil. A urina em bolsa pode ser coletada pela colocação de uma bolsa plástica das meninas e no pênis dos meninos, mas estas amostras freqüentemente estão densamente contaminadas com organismos fecais.

Transporte do Material

As amostras de urina devem ser transportadas ao laboratório com um mínimo de demora porque a urina é um bom meio de cultura para muitas bactérias e a multiplicação dos organismos na amostra, entre a coleta e a cultura, provocará distorções nos resultados.

Investigações Laboratoriais

As amostras de urina devem ser examinadas macroscópica e microscopicamente, e devem ser cultivadas com métodos quantitativos e semiquantitativos.

Detecção de Bacteriúria Significante

Conforme discutido acima, o diagnóstico laboratorial da bacteriúria significante exige a quantificação das bactérias na amostra de urina.

A interpretação do significado dos resultados da cultura está sujeito a várias condições:

  • Coleta - a coleta do material deve ser feita de maneira adequada;
  • Estocagem - a urina deve ser semeada no intervalo de 1 hora da coleta ou mantida a 4oC por não mais de 18 horas antes da semeadura;
  • Antibióticos - num paciente submetido a antibioticoterapia números reduzidos de organismos podem ser significantes e podem representar uma população emergente. Existem métodos laboratoriais para a detecção de substâncias antibacterianas na urina;
  • Ingestão de líqüidos - a ingestão de maior ou menor quantidade de líqüido influencia nitidamente o resultado quantitativo.

Oncologia

Todos os órgãos do trato urogenital são sede potenciais de Tumores Malignos. A incidência e o tipo variam de órgão para órgão. Alguns, como os tumores de uretra, são muito raros; porém outros, como os tumores de próstata têm uma incidência preocupante. Saiba mais sobre cada tumor maligno do trato urogenital neste setor.

  • Rim
  • Vias Excretoras
  • Bexiga
  • Próstata
  • Pênis
  • Uretra
  • Testículo
Tumor de Rim

Tumor no adulto: Existem vários tumores renais, tanto benignos (adenoma, angiomiolipo-ma,...) quanto malignos.

O mais freqüente e portanto mais importante é o Adenocarcinoma Renal. Ele corresponde a 3% de todos os casos de cânceres, sendo mais comum em indivíduo idoso. O seu diagnóstico tem aumentado devido ao maior uso de exames de imagem, principalmente o ultra-som. O tratamento em tumores localizados é a cirurgia radical; podendo em tumores menores ser utilizado a nefrectomia parcial ou enucleação.

O tumor metastático não tem, até o momento tratamento eficaz.

Tumor na criança: O Tumor de Wilms atinge oito em cada milhão de criança, sendo que em 75% dos casos manifesta-se antes dos cinco anos, sendo igual a incidência em ambos os sexos. O tratamento deste tumor melhorou muito com a criação dos grupos cooperativos nos Estados Unidos e mais recentemente no Brasil, associando-se à cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.

Extraído do Manual de Normalização em Cancêr Urológico Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Tumor das Vias Excretoras

Incluímos aqui o tumor de pélvis renal e de ureter. São tumores raros (cerca de 1% dos tumores urogenitais), atingindo pessoas mais idosas (acima de 60 anos) e sendo mais comum em homens (3 : 1).

É muito importante estarmos atentos a sangramento urinário em pessoas idosas e sempre suspeitar deste tipo de tumor.

O tratamento é cirúrgico na maioria dos casos e a evolução dependerá do tipo histológico e do estadiamento.

Estes pacientes devem ser acompanhados; pois, tem a possibilidade de recidiva, como nos tumores da bexiga.

Extraído do Manual de Normalização em Cancêr Urológico Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Tumor de Bexiga

O tumor de bexiga vem aumentando a sua incidência, tendo no fumo a causa mais importante. É a 4ª causa de câncer no homem e a oitava na mulher, atingindo-os principalmente a partir da quinta década de vida.

É um tumor agressivo e que deve ser tratado rapidamente e ser muito bem acompanhado. O tratamento depende do grau histológico e do estadiamento.

A primeira medida terapêutica é a Ressecção Transuretral (RTU), que nos possibilita saber o grau histológico e também se existe infiltração muscular. Com isto podemos classifica-los em tumores superficiais e profundos. A partir daí, definimos o tratamento. Sendo conservador para os tumores superficiais e radicais para os tumores profundos localizados. Quando o tumor ultrapassou o limite da cirurgia radical (musculatura da bexiga), podemos oferecer o tratamento radioterápico ou quimioterápico.

Extraído do Manual de Normalização em Cancêr Urológico Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Tumor de Próstata

O tumor de próstata vem adquirindo cada vez mais importância, porque, com o aumento da idade média, os homens têm vivido mais e com isto torna-se maior a chance do aparecimento do tumor. Hoje ele já é a 4ª causa de câncer nos homens, sendo superado apenas pelos tumores de pulmão, estomago e cólon.

A descoberta do PSA, que é um exame de sangue específico da próstata, trouxe um dado mais importante no diagnóstico do câncer de próstata. Outro dado que deve ser enfatizado é o fato de que o tumor nos seus estados iniciais é assintomático e portanto o exame anual deve ser realizado a partir dos 45 anos de idade. Diagnóstico precoce é o melhor remédio.

Extraído do Manual de Normalização em Cancêr Urológico Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Tumor de pênis

O tumor de pênis é considerado uma doença de país subdesenvolvido, porque está intimamente ligado à higiene e ao grau cultural.

Cerca de 75% a 90% dos pacientes que apresentam câncer de pênis são portadores de fimose, enquanto que é praticamente zero a incidência naqueles que sofreram circun-cisão no período neonatal.

No Brasil ele representa 2% dos cânceres do homem e é cinco vezes mais freqüente nas regiões Norte, Nordeste do que no Sul e Sudeste.

O diagnóstico deve ser realizado o mais precoce possível, e o tratamento é sempre cirúrgico.

Dependendo do estadiamento tumoral, a cirurgia será mais ou menos agressiva.

Extraído do Manual de Normalização em Cancêr Urológico Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Tumor de Uretra

O tumor de uretra é um tumor raríssimo, mais comum em mulheres (4:1) e após os 50 anos de idade.

A maior incidência é o tumor do tipo epidermóide e com evolução ruim, disseminando-se por infiltração local ou por via linfática.

Extraído do Manual de Normalização em Cancêr Urológico Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Tumor de Testículo

É um tumor que sofreu um grande impacto na sua evolução depois de 1970, quando surgiram esquemas terapêuticos extremamente eficazes. Atinge pacientes com idade entre 15 e 35 anos (tumor de testículo no adulto).

A incidência aumenta 25 a 40 vezes em pacientes com criptorquidia (testículos retidos) e 6 vezes em testículos atróficos. É muito importante o diagnóstico precoce, um bom exame anatomopatológico; pois, a diferença entre tumor seminomatoso e não seminomatoso é de vital importância na escolha do tratamento.

O tratamento inicial é sempre orquiectomia total por via inguinal e posteriormente, dependendo da histologia, será realizado quimioterapia ou radioterapia.

O tumor de testículo na infância é diagnosticado no período neonatal e representa 1% dos tumores sólidos na infância.

Ele tem um padrão histológico completamente diferente do adulto, sendo que 65% são tumores do saco vitelino (yolk sac).

Extraído do Manual de Normalização em Cancêr Urológico Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Uroneurologia

A Uroneurologia é um capítulo da Urologia que trata das patologias do trato urinário conseqüentes a distúrbios neurológicos.

Causas das Doenças Uroneurológicas:

  • Congênitas - Ex: mielomeningocele
  • Adquiridas - Ex: trauma raqui-medulares, acidente vascular-cerebral e diabetes
Quadro Clínico:

A principal queixa é a incontinência urinária. Porém outros sintomas, tais como: dificuldade de esvaziamento vesical associada ou não a incontinência urinária e sintomas irritativos decorrentes de infecção urinária também podem ser encontrados.

As principais complicações destes pacientes, infecção urinária recorrente e a insuficiência renal, podem ser causadas devido a presença de refluxo vésico-ureteral ou então por uma hiperatividade do músculo da bexiga (detrusor) decorrente da doença neurológica.

Diagnóstico:
  • História clínica detalhada
  • Exame Físico - atenção especial na observação da região da coluna lombo-sacra, onde se deve observar a presença de pelos, manchas ou pregas glúteas.
  • Exames Complementares - ultra-sonografia, urografia excretora, uretrocistografia miccional, além de tomografia computadorizada e ressonância magnética devem ser utilizadas quando necessárias.

Nesta área da Urologia, o estudo urodinâmico completo é um exame imprescindível para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento destes pacientes.

Tratamento:

O tratamento é escolhido especificamente para cada caso levando-se em consideração o objetivo que se pretende alcançar.

Conservador

  • Cateterismo Intermitente limpo
  • Estímulos ou manobras de esforço abdominal para o esvaziamento da bexiga
  • Medicações
  • Para aumentar ou diminuir a resistência infra-vesical
  • Para aumentar ou diminuir as contrações detrusoras
  • Neuromodulação

Cirúrgico

  • Ampliar a capacidade da bexiga
  • Aumentar ou diminuir a resistência infra-vesical
  • Construção de novas bexigas

Há algum tempo, a principal causa de óbito entre os pacientes neurourológicos era a Insuficiência Renal. Atualmente, com o advento da urodinâmica e exames complementares mais sensíveis, o diagnóstico passou a ser mais preciso e mais precoce, o que nos proporciona oferecer uma melhor escolha nas opções de tratamento, uma melhora na qualidade de vida do pacientes, diminuindo sensivelmente as taxas de morbimortalidade causadas pelas doenças uroneurológicas.

Uropediatria

O setor infantil na Urologia é muito importante porque é na área urogenital que se concentra 25% de todas as O avanço que foi proporcionado , pelo uso generalizado do ultra-som durante a gravidez, no diagnóstico e tratamento das malformações foi enorme. Ele permitiu que os urologistas passassem a entender melhor as doenças influenciando não só no melhor diagnóstico, mas principalmente em condutas terapêuticas menos agressivas.

Além das patologias congênitas, o trato urogenital também é afetado por muitas delas parecidas com as doenças dos adultos porém, muito diferente na maneira de fazer o diagnóstico, o tratamento e principalmente na evolução.

Como vimos, o trato urogenital é sede de uma gama enorme de doenças, sendo algumas muito raras e outras muito frequentes e que portanto tornam-se mais importantes. Estas serão catalogadas como problemas comuns em uropediatria.

Finalizada, é bom relembrar que a criança não é um adulto pequeno, devendo ser avaliada individualmente, com muito cuidado para se obter o melhor resultado.

Finalizada, é bom relembrar que a criança não é um adulto pequeno, devendo ser avaliada individualmente, com muito cuidado para se obter o melhor resultado.

Diálise

Sua função é a remoção dos produtos finais nitrogenados do metabolismo corpóreo e a correção dos distúrbios de sal, água e ácido-básico dos pacientes com Insuficiência Renal.

Indicação

Filtração glomerular < 10 ml/min/1,73 m2 área corporal

Tipos

Hemodiálise

O sangue do paciente é circulado através de membrana sintética extracorpórea (celulose) e retorna ao paciente. O lado oposto da membrana é lavado com solução eletrolítica (dialisado) contendo os constituintes normais do plasma.

A máquina contém uma bomba para circular o sangue pelo sistema, proporcionando pumps que misturam solução salina concentrada com água purificada por osmose reversa e/ou deionização para produzir o dialisado.

Peritoneal

Técnica pela qual infunde-se solução dialítica dentro da cavidade peritoneal por determinado tempo, com subseqüente drenagem.

Solutos e fluídos são trocados entre os capilares sanguíneos e o fluído intra-peritoneal, através da membrana biológica (peritônio).

CAPD (Continuous Ambulatory Peritoneal Dialysis)

Tratamento ambulatorial, que consiste de 4 a 5 trocas de 2 litros de dialisado por dia.

Acesso

Definitivo

Fístula Artério-venosa: Uma artéria é conectada a veia adjacente para prover um aumento do fluxo sanguíneo para o sistema venoso, dilatando-o e proporcionando facilidade de punção para hemodiálise.

Fístula artério-venosa radial cefálica:

Provisório

Cateter Venoso Central: Cateter de duplo-lúmen inserido na veia jugular interna utilizado temporariamente para hemodiálise.

Cateter Abdominal: Colocação intra-abdominal de cateter especial para realização de diálise peritoneal.

Insuficiência Renal Crônica

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é o estagio final de numerosas doenças renais.

Sintomas:

  • Náuseas
  • Vômitos
  • Falta de apetite
  • Fadiga
  • Perda da sensibilidade

Sinais:

  • Edema pulmonar refratário
  • Acidose metabólica
  • Atrito pericárdico
  • Asterixis
  • Foot ou wrist drop

Os seguintes meios são utilizados para manter a vida:

  • Tratamento dialítico crônico
    • Hemodiálise
    • Diálise peritoneal
  • Transplante renal

Transplante Renal

O Transplante Renal (Tx Renal) é uma importante opção terapêutica para o paciente com insuficiência renal crônica, tanto do ponto de vista médico, quanto social ou econômico. Ele está indicado quando houver insuficiência renal crônica em fase terminal, estando o paciente em diálise ou mesmo em fase pré dialética (pré-emptivo), considerando-se clearance de creatinina < 20 ml/min/1,73 m ² superfície corporal. O transplante renal pré-emptivo pode ser oferecido para todos os candidatos a transplante renal, mas particularmente para pacientes diabéticos (para reduzir a incidência de complicações vasculares, cardíacas, oculares e neurológicas próprias do diabetes) e em crianças com idade inferior a 10 anos (para evitar prejuízo no crescimento, osteodistrofia renal e principalmente pelas dificuldades dialéticas).

O Transplante Renal (Tx Renal) iniciou-se oficialmente em 1954 no Peter Bent Brigham Hospital em Boston EUA, quando os médicos Joseph E. Murry, John P. Merrill e J. Hartwell Harrison, realizaram com sucesso o primeiro Tx Renal entre gêmeos univitelinos.

Entretanto, o verdadeiro início do Tx Renal, está nos primórdios do século 20, com os trabalhos de anastomose vascular, de Alex Carrel em 1902 e o Tx de Rim de porco no braço de um homem com insuficiência renal, de Jaboulais em 1906.

Seqüencialmente autores notabilizaram-se escrevendo vários artigos nas áreas de técnica cirúrgica, imunologia, tipagem de tecidos, preservação de órgãos e imunossupressão (cinco deles receberam premio Nobel), artigos estes que foram moldando um sonho que se tornou realidade em 1954 em Boston.

Na verdade, o sucesso do primeiro Tx Renal entre gêmeos (que foi mantido em outros 6 casos), foi obtido porque aboliu-se o fator rejeição. A partir dai se intensificaram os estudos à procura de drogas e métodos que inibissem a reação do receptor ao órgão doado e permitisse transplantes com outros doadores.

Foram utilizados: radioterapia de todo o corpo, depressão linfocítica (drenagem do ducto torácico) timectomia e/ou esplenectomia, sem sucesso.

Em 1962 um homem que recebeu rim de cadáver, sobreviveu 1 ano com uma nova droga, a Azatioprina que associada ao corticóide vem sendo utilizada até hoje. Na década de oitenta uma nova droga, a Ciclosporina veio mudar a visão sobre a utilização de rins de doadores cadáveres e doadores vivos não aparentados, pois ela melhorou em muito a sobrevida destes enxertos.

Os progressos cirúrgicos, de preservação de órgãos (trabalhos de Collins e Belzer) e as novas drogas para tratamento de rejeição fizeram com que o Tx Renal se difundisse pelo mundo.

No Brasil, a Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da USP, sob o comando do Prof. Dr. Jerônimo Geraldo de Campos Freire, viu coroar de êxito em Janeiro de 1965, o trabalho de meses de preparo, realizando o primeiro Tx Renal, com doador vivo e com sucesso.

Isto serviu de estímulo e logo a seguir realizou-se em Ribeirão Preto o primeiro Tx Renal com doador cadáver do Brasil, na Faculdade de Medicina, tendo como responsável o Prof. Dr. _irúr Ciconelli. O serviço do Prof. Campos Freire, passou a formar transplantadores que foram divulgar a técnica em outras Universidades.

São José do Rio Preto, teve o privilégio de realizar o primeiro Tx Renal fora de um ambiente universitário. Em 03 de Dezembro de 1977 uma equipe composta por Urologistas e Nefrologistas realizou sob a chefia do Dr. Eliseu Denadai, no Hospital Beneficência Portuguesa, o Tx Renal intervivos, com sucesso. Desde então o Tx Renal passou a fazer parte da rotina cirúrgica em nossa cidade.

O Tx de Órgãos no Brasil foi regularizado nos últimos anos e recebeu apoio total do Ministério da Saúde, tanto financeiro como burocrático, montando através do Sistema Nacional de Transplante um esquema de retirada e transporte de órgãos assim como organizando a lista de espera. O transplante renal está indicado quando houver insuficiência renal crônica em fase terminal, estando o paciente em diálise ou mesmo em fase pré-dialítica (pré-emptivo). Nos dias de hoje, poucas são as contra-indicações para transplante renal. A idade do paciente não constitui mais contra-indicação, como ocorria até alguns anos atrás; pois, já foram realizados transplantes em recém nascidos, inclusive em prematuros, o que também ocorre em pacientes selecionados com idade superior a 70 anos.

Hoje são realizados mais de 3.000 Tx Renais por ano, mas a lista de espera conta com mais de 20.000 pacientes. É um trabalho difícil, de equipe, que está muito bem estruturado e melhorando cada vez mais fazendo com que o Brasil coloque-se como um dos países que melhor trata o seu renal crônico.

Com a melhora no pagamento aos hospitais, aos profissionais envolvidos, a atualização constante do sistema e o empenho dos transplantadores vemos com muito otimismo o futuro do Transplante de Órgãos no Brasil.

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