Incontinência urinária e a cirurgia de sling

O tratamento cirúrgico da incontinência urinária em mulheres 

A incontinência urinária atinge cerca de 8 milhões de brasileiros, sendo as mulheres o gênero mais afetado. A doença pode aparecer em todas as fases da vida, mas é mais comum entre pessoas acima de 60 anos, no qual estudos apontam que 30 a 60% podem ser diagnosticados com o problema.

O primeiro passo no tratamento da doença é a conscientização que a incontinência urinária não é normal e tem tratamento. Ninguém deve ou precisa viver com a perda involuntária de urina. A condição gera profundo incômodo por parte do paciente e seus familiares ou cuidadores, pois afeta diretamente a autoestima e o convívio social, tornando-se um transtorno para si e para os outros.

Os principais fatores que influenciam na continência urinária nas mulheres são: infecções urinárias ou vaginais; efeitos colaterais de medicamentos; intestino preso; fraqueza dos músculos perineais; doenças que afetam os nervos ou músculos como diabetes, Parkinson, doenças vasculares cerebrais, e ainda alguns tipos de cirurgia ginecológica, e nos homens obstrução da uretra pelo aumento da próstata e hoje, sequelas das cirurgias ou radioterapia para o tratamento do câncer da próstata.

De uma maneira simples, podemos dividir esses casos em incontinência de esforço, quando a perda de urina ocorre por tosse, espirro, subir escada, ou qualquer outro movimento que aumente a pressão intra-abdominal.  Ambos, homens e mulheres, podem ainda ser acometidos do que se chama bexiga hiperativa e a consequente incontinência por urgência, que é quando a pessoa sente o desejo e não consegue um controle adequado, perdendo então o conteúdo da bexiga de maneira involuntária, total ou parcialmente.

Para o tratamento da incontinência urinária, o mais importante é definir a causa. Os casos de bexiga hiperativa são tratados com medicamentos. Há hoje uma variedade de novas medicações que têm ajudado sobremaneira esses pacientes, homens ou mulheres.

Para as causas de incontinência aos esforços nas mulheres, uma das técnicas cirúrgicas mais indicadas é a utilização de “slings” uretrais. Podem ser usados para isso tanto um material autólogo, isto é, do próprio paciente, na maioria aquilo que chamamos fáscia muscular. Outra maneira é a utilização de “slings” sintéticos, usando as chamadas “telas”, material inerte que possibilita uma cirurgia micro invasiva, reduzindo não só o tempo cirúrgico, mas também a hospitalização, desconforto pós-operatório e tempo de recuperação.

A cirurgia de “sling” é praticada há mais de 30 anos, e conta hoje com uma grande variedade de técnicas, usando conformações e tamanhos diversos, principalmente nos tratamentos de incontinência urinária das mulheres. Os bons resultados na cura da doença, chegam a apontar índices de 70% a 85% em dez anos.

O médico envolvido nesses casos, urologista ou não, deve acompanhar atentamente o diagnóstico e o tratamento da incontinência urinária, que certamente vai em muito impactar na qualidade de vida da pessoa afetada.

Sangue na urina ou hematúria

Como o sangue na urina pode expor doenças graves no organismo

A hematúria, popularmente conhecida como sangue na urina, é um dos principais motivos para a consulta de urgência em um urologista. A presença de células sanguíneas na urina é sinal comum em mais de uma centena de doenças ou de condições sistêmicas, sendo muito frequente entre adultos e crianças. É considerado, em muitos casos, como o primeiro alerta clínico.

A definição clínica de hematúria se dá pela presença de cinco ou mais hemácias por campo da análise microscópica do sedimento urinário, confirmada em pelo menos duas amostras. A presença de sangue na urina pode ser classificada como macroscópica, quando há perda visível de grande quantidade de sangue, ou microscópica, quando apenas há perda de pequena quantidade de sangue, não havendo alteração da cor da urina.

No caso das hematúrias macroscópicas, o sangue na urina se dá por uma manifestação clínica de grande significado, sendo, em alguns casos, relacionado a doenças graves do trato urinário, como câncer de bexiga, câncer renal, malformação vascular renal, cálculos urinários, trauma renal ou até adenoma de próstata, entre outros.

Grande parte das patologias do trato urinário pode provocar sangue na urina com caráter grave, mas cerca de 2/3 destes quadros são causados por três patologias principais: processos inflamatórios ou infecciosos vesicais, tumores vesicais e hiperplasia prostática benigna. Em até 40% dos pacientes com Hematúria intensa assintomática (não acompanhada de dor miccional), encontramos tumores uroteliais. Destes, 35% apresentam a lesão na bexiga.

Em caso menos graves, a presença de sangue na urina pode ter causas muito simples, transitórias e fisiológicas, como menstruação, exercícios físicos e atividade sexual, entre outras motivações. Em todo caso, é de extrema importância a consulta de um médico especializado em sistema urinário, para identificação da causa do sangramento.

Na alimentação, por exemplo, existem muitas substâncias que podem provocar uma coloração avermelhada ou alaranjada da urina e que se pode confundir com a presença de sangue na urina. Confira a relação:

Sangue na urina

Implante peniano: como funciona a cirurgia?

Mitos e verdades sobre a cirurgia de implante peniano

O primeiro questionamento feito sobre o procedimento está ligado diretamente na nomenclatura da operação. Há um vício muito grande em nomear a cirurgia de “prótese peniana”, sem levar em consideração o conceito de substituição de uma parte do corpo, o que não é o caso, já que a cirurgia de implante peniano está diretamente ligada aos implantes que são colocados por dentro do pênis, ficando completamente internos e sendo altamente estéticos e é óbvio, funcionais.

A cirurgia de implante peniano, devido as causas orgânicas, se torna uma opção mais viável para os tratamentos que não obtiveram sucesso com os medicamentos via oral, bomba de vácuo – pouco aceita no nosso meio – e as injeções intra-cavernosas. A alteração causada pelo procedimento cirúrgico se dá pela aplicação do implante no órgão, fazendo com que o paciente volte a ter relações sexuais satisfatórias, com ejaculação e orgasmos normais.

Vale ressaltar que a cirurgia de implante peniano deve ser tratada com muita delicadeza entre o médico urologista responsável e o paciente. O procedimento, às vezes, não é recomendado em casos de alto nível de ansiedade, depressão ou com baixa autoestima, devido à condição psicológica. Em casos de dúvida, uma avaliação psicológica ajuda e muito.

Atualmente, na cirurgia de implante peniano, são utilizados dois tipos de próteses: semirrígida e infláveis. No último caso, ainda existe dois modelos, dois volumes e três volumes, que variam de acordo a composição dos materiais. Essa escolha se dá pela condição de cada paciente e a situação orgânica do órgão reprodutor de cada caso.

A cirurgia de implante peniano com a prótese semirrígida pode ser realizada com vários modelos e fabricantes, mas todas compostas por uma camada de silicone firme que reveste uma outra de silicone macio (gel), ambas envolvendo uma cordoalha de prata ou aço que permite uma boa rigidez na ereção e dá ao implante uma maleabilidade satisfatória. Recentemente, apareceu no mercado a prótese articulada, a qual não tem a “memória” das próteses semirrígidas tradicionais, e tem o propósito de oferecer conforto e adaptabilidade superiores ao paciente.

No caso do implante peniano com próteses infláveis, o primeiro relato sobre o uso clínico foi feito em 1973, por Scott e Bradley. De lá para cá, o aperfeiçoamento dos mecanismos de inflação e deflação permitiram que os índices de confiabilidade mecânica dessas próteses sejam superiores a 90% em período de cinco anos.

Prostatectomia radical para pacientes portadores de câncer da próstata oligo-metastático

Dr. KarimPudemos discutir no Congresso Sul Brasileiro de Urologia, ocorrido aqui em Curitiba, semanas atrás, um estudo ousado e inovador publicado em 2014 no Journal of Urology, com um dos autores desse trabalho, o Dr. Karim Touijer, de Nova York (J Urol April 2014 Volume 191, Issue 4, Supplement, Page e765).

A ideia foi estudar como a cirurgia da próstata poderia impactar a evolução desses tumores, conhecidos por serem oligo-metastáticos. O tratamento clássico desses pacientes é o tratamento sistêmico. No levantamento, foram estudados vinte homens com idade média de 61 anos. Dezessetes deles com metástases ósseas e desses sete, com metástases em linfonodos. No fim, 85% dos pacientes operados estavam continentes depois de 3,3 meses.  Do total dos pesquisados, quatorze pacientes receberam radioterapia.

O bloqueio androgênico foi utilizado por 8,5 meses em 11 pacientes e continuamente em 4 pacientes. Concluiu-se que a cirurgia pode ser utilizada em casos selecionados de pacientes com metástases ao diagnóstico inicial de câncer da próstata. Esse caminho proporciona um estadiamento patológico definitivo e ajuda a estabelecer um prognóstico mais adequado. O tratamento foi bem tolerado e pode ser benéfico para esses pacientes, apesar do estudo ser pequeno e necessitar de uma análise de longo prazo.

 

Manoel Guimarães – Urologista

Telefone: (41) 3242.5353

www.drguimaraes.com.br

Cirurgia de aumento de pênis

Como funciona a faloplastia, a cirurgia de aumento de pênis

Uma das principais críticas entre os homens, nos consultórios, é sobre o tamanho do órgão genital e como a cirurgia de aumento de pênis pode ajudar a enfrentar tal problema. Estima-se que 0,6% dos homens sofram de síndrome do micropênis, com órgãos com dimensões inferiores à média, ou seja, entre os 12 e os 15 centímetros.

Tal síndrome pode ser provocado por diversos fatores, como a obesidade, durante o período da adolescência. Os homens que se deparam com a situação tendem a procurar métodos, como a própria cirurgia de aumento de pênis, como alternativa para melhorar o condicionamento sexual.

A faloplastia, popularmente conhecida como cirurgia de aumento de pênis, consiste na secção dos ligamentos que unem a parte interna do pênis ao osso pubiano. O órgão possui uma parte interna de sete a dez centímetros, chamada crura, que é unida através do ligamento ao osso pubiano, localizado na região pélvica dos homens.

A cirurgia de aumento de pênis é realizada por meio de uma incisão pouco acima da base do pênis. Na ocasião, o procedimento libera cerca de dois a quatro centímetros da parte pendular do órgão. O processo cirúrgico tem resultado diferenciado para cada paciente, devido a variação do desenvolvimento do órgão, por isso não existe um padrão fixo.

Um ponto extremamente discutido nos consultórios médicos, é que, muitas vezes, a queixa dos homens sobre o tamanho do pênis vai em confronto a realidade das medidas tidas como normais para o homem adulto. Em alguns casos, o paciente é diagnosticado com obesidade, com o pênis parcialmente coberto pela gordura pré-púbica, ou pessoas altas, com pênis proporcionalmente pequenos.

A cirurgia de aumento de pênis é indicada nos casos em que pequenos ganhos no comprimento do órgão podem resultar em melhor capacidade funcional ao paciente. A proposta de aumento peniano como procedimento cosmético no pênis normal deve ser encarada como uma técnica experimental, realizada em pacientes selecionados e em centros de pesquisa credenciados de acordo com as normas de pesquisa envolvendo seres humanos estabelecidas pela resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e pela resolução 1478/97 do Conselho Federal de Medicina.

No caso de estética, a cirurgia de aumento de pênis não é a primeira opção dada ao paciente. Os profissionais da saúde destacam a necessidade de ajuda em relação a aspectos funcionais, como uma prótese, um urologista é a melhor indicação. Para tirar maiores dúvidas, procure um urologista e tenha maiores informações sobre as alternativas de tratamentos.

Crise no Sistema Único de Saúde

A corrupção é o principal fator para a atual crise no Sistema Único de Saúde

Em 14 anos foram exatos R$ 4.555.960.367,85 desviados e direcionados à corrupção no País, segundo o levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU). O principal ator atingido pela crise no Sistema Único de Saúde (SUS) é o próprio brasileiro, que se submete a situações críticas em hospitais públicos em todo o Brasil.

Mas como o País chegou nessa situação? Para responder este questionamento, foi realizado, em maio, a palestra sobre atual situação da Saúde no Brasil, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, com o médico Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, presidente do Conselho Federal de Medicina.

O evento reuniu diversos profissionais da área, que discutiu sobre a crise no Sistema Único de Saúde nacional, ressaltando os problemas do atendimento à população brasileira e que cresce gradativamente em todos os estados.

A crise do Sistema Único de Saúde é reflexo das inúmeras irregularidades identificadas, tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela CGU, em mais de 5 mil casos. Tal situação, ressaltou a importância na instauração de uma Tomada de Contas Especial (TCE), instrumento de que dispõe a administração pública para ressarcir-se de eventuais prejuízos causados por irregularidade em convênios, fraudes no pagamento de pessoal e danos ao patrimônio.

O presidente do Conselho Federal de Medicina destacou a relevância em priorizar a saúde, apontando a importância dos atuais governantes em levar o tema com a significância necessária para encarar a corrupção e não agravar ainda mais a crise do Sistema Único de Saúde.

A situação do país é alarmante, a ponto de tais análises apontar um índice escandaloso de corrupção que ultrapassa as camadas políticas e atinge a assistência médica, que segundo a Constituição Nacional, é direito de todo o cidadão. Os dados expõem um sistema que atinge o Brasil desde 2002, segundo CGU, com um montante de pelo menos 30% dos recursos federais desviados, oriundos da área da saúde.

De um total de R$ 15,9 bilhões desviados, um terço veio do Ministério da Saúde, por meio de superfaturamento, omissões nas prestações de contas e burlas em contratos e convênios. A crise no Sistema Único de Saúde deve enfrentar inúmeras investigações, principalmente no cenário político atual, que vem com um planejamento de cortes que atingem diretamente os brasileiros.

Além de toda a discussão sobre a crise no Sistema Único de Saúde, o presidente, que é clínico geral e atua na medicina há mais de 40 anos, recebeu a homenagem de colegas, durante o encontro, pela prestação de serviços relevantes à comunidade médica.

Caroço no testículo pode ser câncer

Caroço no testículo? Confira algumas causas para o aparecimento desses nódulos

Muitas vezes, no autoexame, já é possível identificar qualquer alteração fora do normal no corpo humano. Diferente do sexo feminino, que sofre um bombardeio de informações sobre os toques nas mamas, para identificação de anomalias, os homens não possuem essa orientação de forma adequada. O autoexame ajudaria no diagnóstico precoce, no caso do sexo masculino, em identificar caroço no testículo, por exemplo, frequentemente ligado a doenças como câncer.

No caso dos nódulos, são identificados pelo próprio paciente ou sua parceira, de forma espontânea. O volume do tumor, ou caroço no testículo, pode variar desde poucos milímetros – tamanho de um grão de arroz – até vários centímetros, podendo envolver todo o órgão.  As massas testiculares podem ser um sinal eminente da presença de células cancerígenas, principalmente em homens entre 20 e 35 anos. O câncer do testículo é o mais comum câncer do homem jovem, mas não se assuste. O caroço no testículo pode indicar uma série de doenças, que variam de gravidade. As causas do aparecimento dos nódulos podem ser divididas em duas categorias:

 

Se o nódulo for doloroso:

– Traumatismo local (bolada, chute)

– Orquiepididimite

– Orquite pós-caxumba

– Torção de testículo

– Torção do apêndice testicular

 

Se pelo contrário, for indolor:

– Câncer

– Hidrocele, ou “água nos testículos”

– Hérnia

– Varicocele

– Cistos de epidídimo

– O próprio epidídimo sem representar uma doença

 

O ideal é após a identificação do caroço no testículo, o paciente procurar um profissional da saúde, especializado neste tipo de órgão, como um urologista. Vale ressaltar, que o diagnóstico precoce é fundamental para que os índices de incidência pela doença no Brasil possam ser reduzidos.

 

Câncer no testículo

Mesmo tendo um baixo número de casos, o câncer no testículo pode ser diagnosticado através do autoexame e, na maioria das vezes, com a identificação de um nódulo, tumoração, ou caroço no testículo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de testículo é um tumor pouco frequente, mas com o agravante de ter maior incidência em homens jovens em idade produtiva.

Por atingir com maior incidência pessoas mais jovens e sexualmente ativa, tende-se ser confundido ou até mesmo mascarado por orquiepididimites – inflamações dos testículos e dos epidídimos, geralmente transmitidas sexualmente.

Comparado com outros cânceres que atingem os homens, como o câncer de próstata, o câncer nos testículos apresenta um baixo índice de mortalidade. Na realidade mais de 90% de todos os casos são curados

 

Autoexame

O autoexame no testículo deve ser realizado mensalmente, sempre após um banho quente, pois o calor relaxa o escroto e facilita a observação de anormalidade. Durante o procedimento, deve-se procurar caroço no testículo ou qualquer alteração em seu tamanho, sensação de peso no escroto, dor imprecisa em abdômen inferior ou na virilha, derrame escrotal – caracterizado por líquido no escroto – e dor ou desconforto no testículo ou escroto.

Confira o vídeo a seguir e veja como fazer o procedimento de forma adequada:

 

Por fim, para ajudar a tornar a atividade mais eficaz, o INCA criou um passo a passo para realizar o autoexame, dividido em três fases. Confira:

De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto.

Examine cada testículo com as duas mãos. Posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar. Revolva o testículo entre os dedos; você não deve sentir dor ao realizar o exame. Não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior, e numa posição mais alta que o outro, isto é normal.

Ache o epidídimo – pequeno canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma. Se você se familiarizar com esta estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita. Os tumores malignos são frequentemente localizados dentro do testículo, um tumor duro, de superfície irregular.

 

Referência:

Portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Oncofertilidade? O que é?

Oncofertilidade: alternativa para preservar a fertilidade de pessoas com câncer

Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2015, revelou que neste ano o país diagnosticará 596 mil novos casos da doença e apontou fatores como: o aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização para explicar esse crescimento. Dentro do turbilhão de emoções de receber o diagnóstico de câncer, a medicina desenvolveu uma subespecialidade que realiza a intersecção reprodutiva para explorar as opções de preservação e manutenção da fertilidade para pacientes que passarão por tratamentos oncológicos: a oncofertilidade.

O tratamento oncológico, na maioria das vezes, pode gerar alguns efeitos colaterais nos pacientes, como a diminuição na qualidade da fertilidade, gerando, nos casos mais graves, até a infertilidade. A oncofertilidade vem com o objetivo de garantir a homens e mulheres com câncer a possibilidade de terem filhos no futuro.  Vale ressaltar que a preocupação principal nos tratamentos contra o câncer é com a saúde do paciente e depois com a preservação fértil.

Durante o acompanhamento, o médico deverá direcionar o paciente aos profissionais especialistas em oncofertilidade para orientar durante todo o processo do tratamento oncológico. Dentro deste contexto, a American Society for Radiation Oncology (ASTRO) revelou que apenas 40% dos raditerapeutas, 45% dos clínicos e 46% dos cirurgiões encaminham frequentemente seus pacientes nos Estados Unidos para um especialista. Já no Brasil, esses dados são menores ainda. Ou seja, mais da metade dos pacientes envolvidos nem sequer sabem da possibilidade de preservar a fertilidade antes dos tratamentos.

 

Há algumas maneiras de preservar a fertilidade dos homens e mulheres em pré-tratamento médico e a oncofertilidade vem com esse intuito. A mulher, em média, leva de 10 a 15 dias para preservar a sua fertilidade, através da técnica de criopreservação de óvulos ou embriões. Para os homens, na maioria das vezes, o procedimento é mais fácil. Em até cinco dias, podem ser escolhidos e armazenados dois ou três amostras de sémen, que permite uma boa reserva produtiva. Dentro do processo, deve-se escolher o método mais adequado e em tempo hábil, sem prejudicar a saúde do paciente.

Para ter uma efetividade no processo de oncorfertilidade, o ideal é fazer o congelamento de óvulos, espermatozoides, embriões ou tecido ovariano e testicular, antes do início do tratamento contra o câncer. É de extrema importância que a decisão sobre a preservação dos gametas, masculinos ou femininos, deve ser feita em conjunto com o médico responsável pelo tratamento do câncer – oncologista, mastologista hematologistas ou urologista – e o especialista em reprodução assistida.

 

 

Referência:

– Portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Problemas com ereção?

Saiba como superar os problemas com ereção

Seja relacionada a complicação de uma doença já existente ou a transtornos psicológicos, os problemas com ereção podem acontecer em qualquer idade e, segundo os especialistas, podem também estar associados a esses dois fatores. Existem diversos motivos que podem ocasionar a disfunção erétil, seja por causas orgânicas ou psicológicas, como depressão, estresse, diabetes, aterosclerose ou deficiência hormonal, por exemplo.

A ereção é um processo que envolve alterações de músculos, nervos e vasos sanguíneos do órgão genital masculino. Na maioria das vezes, os problemas com ereção acontecem pela não chegada do sangue suficiente ao pênis ou quando vem, não fica o tempo bastante para que a rigidez necessária à atividade sexual aconteça.

Muitos homens procuram um urologista quando começam a sentir-se incomodados com a situação, principalmente quando a própria companheira passa a reclamar. O ideal é a participação da parceira em todo o processo do diagnóstico e tratamento, já que em muitos casos, quando há essa participação da outra parte envolvida, a situação tende a ser mais fácil.

Os problemas com ereção estão relacionados a causas orgânicas ou psicológicas. No primeiro caso, pode estar ligado à aterosclerose – acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias, causando obstrução -; diabetes de longo prazo e ou descontrolada; problemas com os nervos relacionados à ereção, como as lesões após acidentes com fraturas pélvicas; obesidade; síndrome metabólica; deficiência hormonal ou até consequência de cirurgia ou radioterapia para o tratamento de próstata ou outro câncer pélvico. Assim, vale ressaltar que acontecem geralmente em pacientes mais idosos, por se tratar de um reflexo de uma situação acumulativa.

Já os distúrbios psicológicos, atingem homens mais jovens, a partir de 18 anos, e estão relacionados a outras doenças, como: depressão, estresse elevado e autoestima baixa, conflitos religiosos ou educacionais. O urologista é o profissional mais adequado para identificar as causas dos problemas com ereção, facilitando as formas de tratamentos.

Após o diagnóstico, o ideal é cumprir rigorosamente a forma de tratamento, de acordo com a origem dos problemas com ereção. Vale destacar que a prática de uma vida saudável, como a dieta rica em legumes, cereais, frutas e verduras, a suspenção do uso de tabaco e o excesso de álcool e a inclusão de atividades físicas no cotidiano, são fatores que auxiliam para o bem-estar dos pacientes.

Nos casos de origem orgânica, existem intervenções com comprimidos orais, como: Sildenafila, Tadalafila, Vardenafila, Udenafila e Lodenafila, e, nos diagnósticos mais graves, a aplicações de injeções no pênis com substâncias vasodilatadoras como a Papaverina, Fentolamina e Alprostadil.

Em casos de pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso, a cura definitiva só será possível com a realização da cirurgia, no qual é colocado uma prótese peniana e o homem passa a ter ereção 100% do tempo. Hoje em dia, três tipos de prótese são usadas: as semirrígidas, as articuladas e as infláveis.

Quando as causas são psicológicas, nestes casos, é de extrema importância respeitar as particularidades de cada um, o ideal é fazer um acompanhamento psicológico com o paciente, através de entrevistas e avaliações, para identificar as causas dos problemas.

Urologista para mulher

Urologista para mulher: o profissional pode cuidar de problemas urinários

O médico especialista em urologia não é um profissional exclusivo para o gênero masculino. Com conhecimento no gênito-urinário, o urologista para mulher é indicado para o tratamento de doenças que atingem rins, ureteres, bexiga e uretra de adultas, idosas e crianças.

Algumas pessoas desconhecem o papel dos especialistas em urologia, tratando-os apenas como profissionais voltados para tratamentos de doenças ligadas aos homens. Patologias como tumores, cânceres, cálculo urinário, incontinência urinária, bexiga hiperativa e cistite, podem ser um dos problemas resolvidos pelo urologista para mulher.

Por outro lado, a presença das mulheres nos consultórios de urologia acontece, na maioria das vezes, pela indicação de profissionais de outras especialidades. Raramente encontra-se um caso de uma visita para fazer um check-up urológico, por livre e espontânea vontade. As mulheres que sofrem com problemas urinários devem fazer acompanhamento regular com um urologista.

Doenças no sistema urinário atingem cerca de 40% das grávidas e 35% daquelas que estão na pós-menopausa. As infecções urinárias, complicadas ou não, são muito frequentes nas mulheres, principalmente durante a vida reprodutiva. Isso ocorre devido a uretra feminina ser curta, se comparada com o homem e ainda estar localizada numa área potencialmente contaminada por bactérias, principalmente aquelas chamadas de Gram Negativas. O urologista para mulher também é responsável pelo tratamento de prolapso genital, quando os órgãos genitais internos são projetados para fora. Além disso, dados mostram que a incontinência urinária, por exemplo, afeta um grande número de mulheres e geralmente em sua fase produtiva. Trata-se de uma disfunção miccional, que atinge não somente o aspecto higiênico como também cria condições sociais bastante desfavoráveis.

Tais doenças, dependendo da fase, podem influenciar a qualidade de vida e a autoestima das mulheres, aumentando a possibilidade de doenças depressivas.  Com isso, para evitar maiores consequências, o paciente deve procurar um especialista para começar o tratamento imediatamente. O conceito que a urologia está para o homem, como o ginecologista para a mulher, não é totalmente errado, já que o Urologista trata das afecções do aparelho genital masculino (próstata, pênis, vesículas seminais, testículos, escroto), mas vale ressaltar: há espaço ao urologista para mulher, sem timidez.