Ejaculação rápida: como evitar?

Confira as dicas para evitar a ejaculação rápida

Considerado um tabu por muitos homens e mulheres, a ejaculação rápida é a ocorrência de um orgasmo mais cedo do que o previsto durante o ato sexual. Quando a situação acontece eventualmente, não muitas vezes, não é considerado um real problema, mas quando tende a se repedir consideravelmente, pode se caracterizar como um problema.

Segundo o Portal Minha Saúde, a ejaculação rápida é uma condição comum e atinge um em cada três homens. No Brasil, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Urologia aponta que até 40% das queixas nos consultórios são sobre esta temática.

Na prática clínica, a denominação sobre ejaculação precoce, chamada hoje no meio médico ejaculação rápida, para fugir do estigma, não estabelece um tempo determinado e considerado normal para o orgasmo masculino. Os estudos médicos definem como a não tolerância em um nível alto de excitação sexual, chegado o homem à ejaculação num tempo em que a parceira não tenha ainda atingido o orgasmo. Biologicamente, para um casal heterossexual, interessado na procriação, o fundamental é que ocorra a ejaculação intra-vaginal, necessária à fecundação. Por isso, antes de começar qualquer tratamento, o ideal é procurar um profissional médico para acompanhar todo o procedimento.

Antes da indicação de drogas para o tratamento, há algumas atividades que ajudam a evitar o problema e melhorar o desempenho sexual. Um dos primeiros pontos é a ansiedade, comum nos portadores da ejaculação rápida. Para isso, uma avaliação psicológica é fundamental, possivelmente o principal pilar do tratamento. Ainda, a tensão muscular, que está ligada diretamente à ejaculação rápida. Para ajudar a administrar a situação, vale investir em atividades que aliviem o quadro, como ioga, alongamento e a prática de exercício físico em geral.

Além disso, o autoconhecimento do corpo é fundamental para o controle emocional e mental durante a relação sexual, que influência no quadro de ejaculação rápida. A masturbação faz parte de uma série de exercícios usados para ajudar o controle. Durante o processo deve-se estimular até o limiar do orgasmo e na sequência parar, antes da ejaculação. O exercício ajuda o corpo e a mente a prologarem a fase de excitação e ainda aumentar o processo de autoconfiança do homem. Praticada essa etapa, o passo seguinte é a masturbação na presença da parceira, já que ela vai precisar entender e participar dessa técnica de dessensibilização.

Outra etapa é a masturbação do homem praticada pela própria parceira, utilizando-se a mesma estratégia: suspender o ato antes da ejaculação. Nesse treinamento, acho ainda fundamental a parceira praticar também uma auto-estimulação, inclusive na presença e a participação do homem, partindo da premissa que por muitas vezes a parceira tem dificuldade ela própria de atingir o orgasmo somente com o coito tradicional vaginal.

Lembrar ainda que, na fisiologia feminina a mulher, diferentemente do homem, é multi-orgásmica. Esse fato deve ser utilizado como adjunto ao tratamento, retirando do paciente portador de ejaculação rápida toda a responsabilidade do sucesso da atividade sexual. A outra parte tem um papel fundamental para o resultado satisfatório do tratamento.

Outro fator que pode fazer diferença é a posição sexual na hora do ato. Algumas posições do coito podem deixar o indivíduo mais tenso, principalmente os movimentos dos os membros superiores, aumentando a velocidade da ejaculação. Opte por posicionamento que alivie a tensão como a parceira por cima. Além de melhorar a qualidade sexual do casal, essas dicas ajudam a evitar a ejaculação rápida.

Caso o tratamento psicológico e essas atividades descritas acima não ajudem e a ejaculação rápida seja recorrente, o ideal é procurar um profissional médico para analisar e buscar alternativas para melhorar a qualidade da vida sexual. Há uma farta quantidade de medicamentos que ajudam sobremaneira promovendo um controle adequado e o sucesso do tratamento.

Bexiga hiperativa e suas causas

Como identificar os sintomas da bexiga hiperativa?

A bexiga hiperativa é a contração involuntária do músculo desse sofisticado reservatório, caracterizada pela a presença de alguns sintomas como desejo imperioso de urinar, o que os médicos chamam de urgência miccional, e ainda aumento na frequência miccional durante o dia ou á noite e ainda a inconveniente incontinência de urgência. O primeiro passo para identificar a doença, é o médico urologista afastar como causa a infecção urinária e ainda condições metabólicas como a poliúria do diabetes e outras enfermidades que possam disfarçar o quadro clínico do paciente.

Um dos principais sintomas da bexiga hiperativa é a súbita vontade de urinar, por vezes acompanhada de dor. Se você não consome líquidos em excesso e que justifique o aumento na quantidade de urina, você deve prestar atenção nos sintomas para identificar possíveis problemas no trato urinário.

Para pessoas que bebem cerca de dois litros de líquidos por dia, o normal é urinar de seis a oito vezes entre a manhã e a madrugada. Caso ultrapasse essa quantidade de idas ao banheiro, vale a preocupação e procurar um profissional especialista no sistema urinário para identificar a causa, podendo ser ou não bexiga hiperativa.

A bexiga hiperativa é um distúrbio mais comum entre as mulheres e chega a atingir 40% do sexo feminino acima dos 60 anos. As mulheres chegam a sofrer duas vezes mais do que os homens provavelmente devido à fraca estruturação do canal urinário, comum na anatomia feminina. Já os homens sofrem com a doença com menos frequência e por vezes está ligado ao pós-operatório das cirurgias de próstata, como por exemplo as cirurgias à laser.

Alguns estudos médicos apontam fatores que justificam o aparecimento da bexiga hiperativa, como a obesidade, gravidez, parto e a própria genética propensa ao distúrbio. Entre os tratamentos disponíveis, os urologistas indicam os exercícios fisioterapêuticos diários, para fortalecer o assoalho pélvico e em alguns casos só são revertidos após o procedimento cirúrgico. A última opção, no caso, só é indicada após a prática do exercício durante um a três meses.

A operação para o tratamento da perda urinária é indicada quando a bexiga hiperativa está associada à incontinência de esforço (casos mistos). Incontinência por esforço é quando a perda ocorre durante a tosse, espirro, ou outro motivo que leve a um aumento da pressão abdominal. A cirurgia nesses casos é um procedimento de baixo risco e se dar pela colocação de uma “tipoia” embaixo da uretra, no canal urinário. A cirurgia é indicada quando nem a fisioterapia e nem as medicações fazem efeito para melhorar a qualidade do trato urinário, o que acontece em 30% dos casos diagnosticado. Para evitar transtornos futuros, o ideal é procurar um urologista assim que identificar mudanças no sistema urinário.

Incontinência urinária e a cirurgia de sling

O tratamento cirúrgico da incontinência urinária em mulheres 

A incontinência urinária atinge cerca de 8 milhões de brasileiros, sendo as mulheres o gênero mais afetado. A doença pode aparecer em todas as fases da vida, mas é mais comum entre pessoas acima de 60 anos, no qual estudos apontam que 30 a 60% podem ser diagnosticados com o problema.

O primeiro passo no tratamento da doença é a conscientização que a incontinência urinária não é normal e tem tratamento. Ninguém deve ou precisa viver com a perda involuntária de urina. A condição gera profundo incômodo por parte do paciente e seus familiares ou cuidadores, pois afeta diretamente a autoestima e o convívio social, tornando-se um transtorno para si e para os outros.

Os principais fatores que influenciam na continência urinária nas mulheres são: infecções urinárias ou vaginais; efeitos colaterais de medicamentos; intestino preso; fraqueza dos músculos perineais; doenças que afetam os nervos ou músculos como diabetes, Parkinson, doenças vasculares cerebrais, e ainda alguns tipos de cirurgia ginecológica, e nos homens obstrução da uretra pelo aumento da próstata e hoje, sequelas das cirurgias ou radioterapia para o tratamento do câncer da próstata.

De uma maneira simples, podemos dividir esses casos em incontinência de esforço, quando a perda de urina ocorre por tosse, espirro, subir escada, ou qualquer outro movimento que aumente a pressão intra-abdominal.  Ambos, homens e mulheres, podem ainda ser acometidos do que se chama bexiga hiperativa e a consequente incontinência por urgência, que é quando a pessoa sente o desejo e não consegue um controle adequado, perdendo então o conteúdo da bexiga de maneira involuntária, total ou parcialmente.

Para o tratamento da incontinência urinária, o mais importante é definir a causa. Os casos de bexiga hiperativa são tratados com medicamentos. Há hoje uma variedade de novas medicações que têm ajudado sobremaneira esses pacientes, homens ou mulheres.

Para as causas de incontinência aos esforços nas mulheres, uma das técnicas cirúrgicas mais indicadas é a utilização de “slings” uretrais. Podem ser usados para isso tanto um material autólogo, isto é, do próprio paciente, na maioria aquilo que chamamos fáscia muscular. Outra maneira é a utilização de “slings” sintéticos, usando as chamadas “telas”, material inerte que possibilita uma cirurgia micro invasiva, reduzindo não só o tempo cirúrgico, mas também a hospitalização, desconforto pós-operatório e tempo de recuperação.

A cirurgia de “sling” é praticada há mais de 30 anos, e conta hoje com uma grande variedade de técnicas, usando conformações e tamanhos diversos, principalmente nos tratamentos de incontinência urinária das mulheres. Os bons resultados na cura da doença, chegam a apontar índices de 70% a 85% em dez anos.

O médico envolvido nesses casos, urologista ou não, deve acompanhar atentamente o diagnóstico e o tratamento da incontinência urinária, que certamente vai em muito impactar na qualidade de vida da pessoa afetada.

Sangue na urina ou hematúria

Como o sangue na urina pode expor doenças graves no organismo

A hematúria, popularmente conhecida como sangue na urina, é um dos principais motivos para a consulta de urgência em um urologista. A presença de células sanguíneas na urina é sinal comum em mais de uma centena de doenças ou de condições sistêmicas, sendo muito frequente entre adultos e crianças. É considerado, em muitos casos, como o primeiro alerta clínico.

A definição clínica de hematúria se dá pela presença de cinco ou mais hemácias por campo da análise microscópica do sedimento urinário, confirmada em pelo menos duas amostras. A presença de sangue na urina pode ser classificada como macroscópica, quando há perda visível de grande quantidade de sangue, ou microscópica, quando apenas há perda de pequena quantidade de sangue, não havendo alteração da cor da urina.

No caso das hematúrias macroscópicas, o sangue na urina se dá por uma manifestação clínica de grande significado, sendo, em alguns casos, relacionado a doenças graves do trato urinário, como câncer de bexiga, câncer renal, malformação vascular renal, cálculos urinários, trauma renal ou até adenoma de próstata, entre outros.

Grande parte das patologias do trato urinário pode provocar sangue na urina com caráter grave, mas cerca de 2/3 destes quadros são causados por três patologias principais: processos inflamatórios ou infecciosos vesicais, tumores vesicais e hiperplasia prostática benigna. Em até 40% dos pacientes com Hematúria intensa assintomática (não acompanhada de dor miccional), encontramos tumores uroteliais. Destes, 35% apresentam a lesão na bexiga.

Em caso menos graves, a presença de sangue na urina pode ter causas muito simples, transitórias e fisiológicas, como menstruação, exercícios físicos e atividade sexual, entre outras motivações. Em todo caso, é de extrema importância a consulta de um médico especializado em sistema urinário, para identificação da causa do sangramento.

Na alimentação, por exemplo, existem muitas substâncias que podem provocar uma coloração avermelhada ou alaranjada da urina e que se pode confundir com a presença de sangue na urina. Confira a relação:

Sangue na urina

Implante peniano: como funciona a cirurgia?

Mitos e verdades sobre a cirurgia de implante peniano

O primeiro questionamento feito sobre o procedimento está ligado diretamente na nomenclatura da operação. Há um vício muito grande em nomear a cirurgia de “prótese peniana”, sem levar em consideração o conceito de substituição de uma parte do corpo, o que não é o caso, já que a cirurgia de implante peniano está diretamente ligada aos implantes que são colocados por dentro do pênis, ficando completamente internos e sendo altamente estéticos e é óbvio, funcionais.

A cirurgia de implante peniano, devido as causas orgânicas, se torna uma opção mais viável para os tratamentos que não obtiveram sucesso com os medicamentos via oral, bomba de vácuo – pouco aceita no nosso meio – e as injeções intra-cavernosas. A alteração causada pelo procedimento cirúrgico se dá pela aplicação do implante no órgão, fazendo com que o paciente volte a ter relações sexuais satisfatórias, com ejaculação e orgasmos normais.

Vale ressaltar que a cirurgia de implante peniano deve ser tratada com muita delicadeza entre o médico urologista responsável e o paciente. O procedimento, às vezes, não é recomendado em casos de alto nível de ansiedade, depressão ou com baixa autoestima, devido à condição psicológica. Em casos de dúvida, uma avaliação psicológica ajuda e muito.

Atualmente, na cirurgia de implante peniano, são utilizados dois tipos de próteses: semirrígida e infláveis. No último caso, ainda existe dois modelos, dois volumes e três volumes, que variam de acordo a composição dos materiais. Essa escolha se dá pela condição de cada paciente e a situação orgânica do órgão reprodutor de cada caso.

A cirurgia de implante peniano com a prótese semirrígida pode ser realizada com vários modelos e fabricantes, mas todas compostas por uma camada de silicone firme que reveste uma outra de silicone macio (gel), ambas envolvendo uma cordoalha de prata ou aço que permite uma boa rigidez na ereção e dá ao implante uma maleabilidade satisfatória. Recentemente, apareceu no mercado a prótese articulada, a qual não tem a “memória” das próteses semirrígidas tradicionais, e tem o propósito de oferecer conforto e adaptabilidade superiores ao paciente.

No caso do implante peniano com próteses infláveis, o primeiro relato sobre o uso clínico foi feito em 1973, por Scott e Bradley. De lá para cá, o aperfeiçoamento dos mecanismos de inflação e deflação permitiram que os índices de confiabilidade mecânica dessas próteses sejam superiores a 90% em período de cinco anos.

Prostatectomia radical para pacientes portadores de câncer da próstata oligo-metastático

Dr. KarimPudemos discutir no Congresso Sul Brasileiro de Urologia, ocorrido aqui em Curitiba, semanas atrás, um estudo ousado e inovador publicado em 2014 no Journal of Urology, com um dos autores desse trabalho, o Dr. Karim Touijer, de Nova York (J Urol April 2014 Volume 191, Issue 4, Supplement, Page e765).

A ideia foi estudar como a cirurgia da próstata poderia impactar a evolução desses tumores, conhecidos por serem oligo-metastáticos. O tratamento clássico desses pacientes é o tratamento sistêmico. No levantamento, foram estudados vinte homens com idade média de 61 anos. Dezessetes deles com metástases ósseas e desses sete, com metástases em linfonodos. No fim, 85% dos pacientes operados estavam continentes depois de 3,3 meses.  Do total dos pesquisados, quatorze pacientes receberam radioterapia.

O bloqueio androgênico foi utilizado por 8,5 meses em 11 pacientes e continuamente em 4 pacientes. Concluiu-se que a cirurgia pode ser utilizada em casos selecionados de pacientes com metástases ao diagnóstico inicial de câncer da próstata. Esse caminho proporciona um estadiamento patológico definitivo e ajuda a estabelecer um prognóstico mais adequado. O tratamento foi bem tolerado e pode ser benéfico para esses pacientes, apesar do estudo ser pequeno e necessitar de uma análise de longo prazo.

 

Manoel Guimarães – Urologista

Telefone: (41) 3242.5353

www.drguimaraes.com.br

Cirurgia de aumento de pênis

Como funciona a faloplastia, a cirurgia de aumento de pênis

Uma das principais críticas entre os homens, nos consultórios, é sobre o tamanho do órgão genital e como a cirurgia de aumento de pênis pode ajudar a enfrentar tal problema. Estima-se que 0,6% dos homens sofram de síndrome do micropênis, com órgãos com dimensões inferiores à média, ou seja, entre os 12 e os 15 centímetros.

Tal síndrome pode ser provocado por diversos fatores, como a obesidade, durante o período da adolescência. Os homens que se deparam com a situação tendem a procurar métodos, como a própria cirurgia de aumento de pênis, como alternativa para melhorar o condicionamento sexual.

A faloplastia, popularmente conhecida como cirurgia de aumento de pênis, consiste na secção dos ligamentos que unem a parte interna do pênis ao osso pubiano. O órgão possui uma parte interna de sete a dez centímetros, chamada crura, que é unida através do ligamento ao osso pubiano, localizado na região pélvica dos homens.

A cirurgia de aumento de pênis é realizada por meio de uma incisão pouco acima da base do pênis. Na ocasião, o procedimento libera cerca de dois a quatro centímetros da parte pendular do órgão. O processo cirúrgico tem resultado diferenciado para cada paciente, devido a variação do desenvolvimento do órgão, por isso não existe um padrão fixo.

Um ponto extremamente discutido nos consultórios médicos, é que, muitas vezes, a queixa dos homens sobre o tamanho do pênis vai em confronto a realidade das medidas tidas como normais para o homem adulto. Em alguns casos, o paciente é diagnosticado com obesidade, com o pênis parcialmente coberto pela gordura pré-púbica, ou pessoas altas, com pênis proporcionalmente pequenos.

A cirurgia de aumento de pênis é indicada nos casos em que pequenos ganhos no comprimento do órgão podem resultar em melhor capacidade funcional ao paciente. A proposta de aumento peniano como procedimento cosmético no pênis normal deve ser encarada como uma técnica experimental, realizada em pacientes selecionados e em centros de pesquisa credenciados de acordo com as normas de pesquisa envolvendo seres humanos estabelecidas pela resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e pela resolução 1478/97 do Conselho Federal de Medicina.

No caso de estética, a cirurgia de aumento de pênis não é a primeira opção dada ao paciente. Os profissionais da saúde destacam a necessidade de ajuda em relação a aspectos funcionais, como uma prótese, um urologista é a melhor indicação. Para tirar maiores dúvidas, procure um urologista e tenha maiores informações sobre as alternativas de tratamentos.

Crise no Sistema Único de Saúde

A corrupção é o principal fator para a atual crise no Sistema Único de Saúde

Em 14 anos foram exatos R$ 4.555.960.367,85 desviados e direcionados à corrupção no País, segundo o levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU). O principal ator atingido pela crise no Sistema Único de Saúde (SUS) é o próprio brasileiro, que se submete a situações críticas em hospitais públicos em todo o Brasil.

Mas como o País chegou nessa situação? Para responder este questionamento, foi realizado, em maio, a palestra sobre atual situação da Saúde no Brasil, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, com o médico Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, presidente do Conselho Federal de Medicina.

O evento reuniu diversos profissionais da área, que discutiu sobre a crise no Sistema Único de Saúde nacional, ressaltando os problemas do atendimento à população brasileira e que cresce gradativamente em todos os estados.

A crise do Sistema Único de Saúde é reflexo das inúmeras irregularidades identificadas, tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela CGU, em mais de 5 mil casos. Tal situação, ressaltou a importância na instauração de uma Tomada de Contas Especial (TCE), instrumento de que dispõe a administração pública para ressarcir-se de eventuais prejuízos causados por irregularidade em convênios, fraudes no pagamento de pessoal e danos ao patrimônio.

O presidente do Conselho Federal de Medicina destacou a relevância em priorizar a saúde, apontando a importância dos atuais governantes em levar o tema com a significância necessária para encarar a corrupção e não agravar ainda mais a crise do Sistema Único de Saúde.

A situação do país é alarmante, a ponto de tais análises apontar um índice escandaloso de corrupção que ultrapassa as camadas políticas e atinge a assistência médica, que segundo a Constituição Nacional, é direito de todo o cidadão. Os dados expõem um sistema que atinge o Brasil desde 2002, segundo CGU, com um montante de pelo menos 30% dos recursos federais desviados, oriundos da área da saúde.

De um total de R$ 15,9 bilhões desviados, um terço veio do Ministério da Saúde, por meio de superfaturamento, omissões nas prestações de contas e burlas em contratos e convênios. A crise no Sistema Único de Saúde deve enfrentar inúmeras investigações, principalmente no cenário político atual, que vem com um planejamento de cortes que atingem diretamente os brasileiros.

Além de toda a discussão sobre a crise no Sistema Único de Saúde, o presidente, que é clínico geral e atua na medicina há mais de 40 anos, recebeu a homenagem de colegas, durante o encontro, pela prestação de serviços relevantes à comunidade médica.

Caroço no testículo pode ser câncer

Caroço no testículo? Confira algumas causas para o aparecimento desses nódulos

Muitas vezes, no autoexame, já é possível identificar qualquer alteração fora do normal no corpo humano. Diferente do sexo feminino, que sofre um bombardeio de informações sobre os toques nas mamas, para identificação de anomalias, os homens não possuem essa orientação de forma adequada. O autoexame ajudaria no diagnóstico precoce, no caso do sexo masculino, em identificar caroço no testículo, por exemplo, frequentemente ligado a doenças como câncer.

No caso dos nódulos, são identificados pelo próprio paciente ou sua parceira, de forma espontânea. O volume do tumor, ou caroço no testículo, pode variar desde poucos milímetros – tamanho de um grão de arroz – até vários centímetros, podendo envolver todo o órgão.  As massas testiculares podem ser um sinal eminente da presença de células cancerígenas, principalmente em homens entre 20 e 35 anos. O câncer do testículo é o mais comum câncer do homem jovem, mas não se assuste. O caroço no testículo pode indicar uma série de doenças, que variam de gravidade. As causas do aparecimento dos nódulos podem ser divididas em duas categorias:

 

Se o nódulo for doloroso:

– Traumatismo local (bolada, chute)

– Orquiepididimite

– Orquite pós-caxumba

– Torção de testículo

– Torção do apêndice testicular

 

Se pelo contrário, for indolor:

– Câncer

– Hidrocele, ou “água nos testículos”

– Hérnia

– Varicocele

– Cistos de epidídimo

– O próprio epidídimo sem representar uma doença

 

O ideal é após a identificação do caroço no testículo, o paciente procurar um profissional da saúde, especializado neste tipo de órgão, como um urologista. Vale ressaltar, que o diagnóstico precoce é fundamental para que os índices de incidência pela doença no Brasil possam ser reduzidos.

 

Câncer no testículo

Mesmo tendo um baixo número de casos, o câncer no testículo pode ser diagnosticado através do autoexame e, na maioria das vezes, com a identificação de um nódulo, tumoração, ou caroço no testículo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de testículo é um tumor pouco frequente, mas com o agravante de ter maior incidência em homens jovens em idade produtiva.

Por atingir com maior incidência pessoas mais jovens e sexualmente ativa, tende-se ser confundido ou até mesmo mascarado por orquiepididimites – inflamações dos testículos e dos epidídimos, geralmente transmitidas sexualmente.

Comparado com outros cânceres que atingem os homens, como o câncer de próstata, o câncer nos testículos apresenta um baixo índice de mortalidade. Na realidade mais de 90% de todos os casos são curados

 

Autoexame

O autoexame no testículo deve ser realizado mensalmente, sempre após um banho quente, pois o calor relaxa o escroto e facilita a observação de anormalidade. Durante o procedimento, deve-se procurar caroço no testículo ou qualquer alteração em seu tamanho, sensação de peso no escroto, dor imprecisa em abdômen inferior ou na virilha, derrame escrotal – caracterizado por líquido no escroto – e dor ou desconforto no testículo ou escroto.

Confira o vídeo a seguir e veja como fazer o procedimento de forma adequada:

 

Por fim, para ajudar a tornar a atividade mais eficaz, o INCA criou um passo a passo para realizar o autoexame, dividido em três fases. Confira:

De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto.

Examine cada testículo com as duas mãos. Posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar. Revolva o testículo entre os dedos; você não deve sentir dor ao realizar o exame. Não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior, e numa posição mais alta que o outro, isto é normal.

Ache o epidídimo – pequeno canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma. Se você se familiarizar com esta estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita. Os tumores malignos são frequentemente localizados dentro do testículo, um tumor duro, de superfície irregular.

 

Referência:

Portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Oncofertilidade? O que é?

Oncofertilidade: alternativa para preservar a fertilidade de pessoas com câncer

Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2015, revelou que neste ano o país diagnosticará 596 mil novos casos da doença e apontou fatores como: o aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização para explicar esse crescimento. Dentro do turbilhão de emoções de receber o diagnóstico de câncer, a medicina desenvolveu uma subespecialidade que realiza a intersecção reprodutiva para explorar as opções de preservação e manutenção da fertilidade para pacientes que passarão por tratamentos oncológicos: a oncofertilidade.

O tratamento oncológico, na maioria das vezes, pode gerar alguns efeitos colaterais nos pacientes, como a diminuição na qualidade da fertilidade, gerando, nos casos mais graves, até a infertilidade. A oncofertilidade vem com o objetivo de garantir a homens e mulheres com câncer a possibilidade de terem filhos no futuro.  Vale ressaltar que a preocupação principal nos tratamentos contra o câncer é com a saúde do paciente e depois com a preservação fértil.

Durante o acompanhamento, o médico deverá direcionar o paciente aos profissionais especialistas em oncofertilidade para orientar durante todo o processo do tratamento oncológico. Dentro deste contexto, a American Society for Radiation Oncology (ASTRO) revelou que apenas 40% dos raditerapeutas, 45% dos clínicos e 46% dos cirurgiões encaminham frequentemente seus pacientes nos Estados Unidos para um especialista. Já no Brasil, esses dados são menores ainda. Ou seja, mais da metade dos pacientes envolvidos nem sequer sabem da possibilidade de preservar a fertilidade antes dos tratamentos.

 

Há algumas maneiras de preservar a fertilidade dos homens e mulheres em pré-tratamento médico e a oncofertilidade vem com esse intuito. A mulher, em média, leva de 10 a 15 dias para preservar a sua fertilidade, através da técnica de criopreservação de óvulos ou embriões. Para os homens, na maioria das vezes, o procedimento é mais fácil. Em até cinco dias, podem ser escolhidos e armazenados dois ou três amostras de sémen, que permite uma boa reserva produtiva. Dentro do processo, deve-se escolher o método mais adequado e em tempo hábil, sem prejudicar a saúde do paciente.

Para ter uma efetividade no processo de oncorfertilidade, o ideal é fazer o congelamento de óvulos, espermatozoides, embriões ou tecido ovariano e testicular, antes do início do tratamento contra o câncer. É de extrema importância que a decisão sobre a preservação dos gametas, masculinos ou femininos, deve ser feita em conjunto com o médico responsável pelo tratamento do câncer – oncologista, mastologista hematologistas ou urologista – e o especialista em reprodução assistida.

 

 

Referência:

– Portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA)