Tratamento para Câncer de Próstata com Lutécio radioativo

Estudos e testes revelam uma diminuição da metástase em pacientes que fizeram o tratamento para Câncer de Próstata com essa substância.

No Brasil, o Câncer de Próstata é o segundo mais frequente em homens e o quarto tipo mais comum no geral. A busca por sua cura é constante e, dessa forma, um grupo de cientistas desenvolveu um outro tipo de tratamento para Câncer de Próstata que reduz a metástase.

Considerado uma doença da terceira idade, já que a maioria dos casos ocorre em homens acima de 65 anos, o Câncer de Próstata se caracteriza pelo aumento anormal da glândula próstata, responsável por parte da produção do sêmen.

Alguns tumores podem crescer de forma rápida, podendo espalhar para outros órgãos, o que coloca em risco a vida do paciente. Por isso, o tratamento com Lutécio radioativo foi a nova esperança para controlar essa situação.

A PSMA é uma proteína encontrada em células saudáveis da próstata. Porém, ela é encontrada em grandes quantidades quando há câncer. Como é um ótimo alvo para diagnóstico, o Dr. Matthias Eder, do Centro de Pesquisa do Câncer da Alemanha, montou um grupo de pesquisa com outros sete médicos e professores da área e juntos, eles desenvolveram uma mólecula (PSMA-617), que é capaz de se conectar especificamente com a PSMA, podendo levar substâncias radioativas, chamadas de radionuclídeos.

Quando anexada ao gálio-68, ela pode ser usada para visualizar até pequenas formações de células cancerígenas, que não aparecem em exames. Dessa forma, os médicos podem detectar tumores em outros órgãos.

Ao longo da pesquisa, os doutores desenvolveram uma conexão da PSMA-617 com o 177Lutércio-Octreotato. Através de testes, descobriram que esta substância é absorvida por células cancerígenas e as destrói de dentro para fora, sendo assim, um tratamento promissor, especialmente para o Câncer de Próstata resistente a hormônio, que é mais difícil de tratar.

 

Fontes:

https://www.dkfz.de/en/presse/pressemitteilungen/2015/dkfz-pm-15-26-Award-winning-agent-developed-for-prostate-cancer-diagnosis-and-treatment.php

https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/exames-tratamentos/terapia-lutecio-octreotato

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata

Prevenção do HIV com medicamento chega ao SUS

O Sistema Único de Saúde, SUS, irá incorporar um medicamento para prevenção do HIV. Mas, seu consumo não descarta o uso de preservativos.

O Ministério da Saúde, através do Sistema Único de Saúde (SUS), vai distribuir no Brasil todo, até o final do ano, medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de infecção pelo vírus da AIDS antes da exposição a ele. Esse tipo de prevenção do HIV será ofertado primeiramente em 12 cidades (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto) para, depois, ser estendido às demais.

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste na utilização do antirretroviral (truvada) antes da exposição ao vírus, ou seja, em pessoas que não são infectadas pelo HIV e que têm relações sexuais de risco com maior frequência. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a oferta de PrEP para os seguintes grupos de risco:

  • Casais soro diferentes, gays;
  • Homens que fazem sexo com outros homens;
  • Profissionais do sexo;
  • Pessoas transgêneros (travestis e transexuais).

No Brasil, estima-se que 7 mil pessoas farão uso da PrEP nesse primeiro ano de implantação. O tratamento é contínuo, isto é, o usuário precisa tomar o medicamento todos os dias para a prevenção do HIV ser efetiva. Além disso, a prevenção deve ser combinada – não basta apenas tomar o medicamento, é preciso, também, um conjunto de ações preventivas, tais como:

  • Testagem regular;
  • Profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP);
  • Teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que possui o vírus em seu organismo;
  • Redução de danos para uso de drogas;
  • Testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais;
  • Uso de preservativo masculino e feminino.

Atualmente, 498 mil brasileiros estão em tratamento devido à AIDS e ao vírus HIV (dados de dezembro de 2016). Por isso, enfatizar a importância da prevenção combinada faz com que as pessoas, principalmente as mais jovens, se conscientizem quanto ao uso do preservativo, uma vez que o medicamento não protege 100% o indivíduo.

 

 

Fontes:
Agência Saúde
http://www.alagoas24horas.com.br/1062802/medicamento-como-prevencao-para-hiv-sera-incorporado-sus/#

 

 

 

Diminuição da libido e disfunção erétil em pacientes tratados para hiperplasia da próstata

Homens portadores do aumento benigno da próstata necessitam passar por tratamentos com remédios que podem levar a efeitos indesejáveis.

O tratamento para homens portadores do aumento benigno da próstata progrediu muito nos últimos anos. Medicações conhecidas como inibidores da enzima 5-Alfa-Redutase (Finasterida, Dutasterida) e também outra categoria, os bloqueadores alfadrenérgicos (Doxazosina, Tansulosina, entre outros) têm sido usados exclusivamente ou em associação.

Um estudo publicado em 2016 por um grupo italiano (Favilla V; Aging Male 2016; 19: 175–181) analisou os efeitos dessas medicações sobre a libido e ereção, tanto em separado como em associação. Os autores compilaram várias publicações que incluíram mais de 6.000 pacientes. A taxa de disfunção erétil foi maior no grupo que usou as duas medicações, no total 7,9% dos pacientes. A taxa de diminuição da libido foi maior também nesse mesmo grupo, somando 3,7%.

Considerando os benefícios que o tratamento traz, com melhora da micção e da qualidade de vida relacionada, a que se balancear entre o custo e o benefício do tratamento clínico. Portanto, mesmo que nem sempre soe bem, a melhor alternativa para esses casos é a cirurgia!

Exame de toque retal e o perigo do preconceito

Segundo pesquisa, 38% dos homens com mais de 60 anos, ‘grupo de risco’ para câncer de próstata, consideram o exame de toque retal desnecessário.

Não é de hoje que se conhece as inúmeras piadas com homens que atingem a idade em que se deve fazer exame de toque retal. Todo esse constrangimento criado em cima do exame faz com que muitos não procurem um médico, ignorando os perigos que isso pode trazer.

O Câncer de Próstata é o segundo mais comum no sexo masculino. É indicado que a partir dos 45 anos o homem comece a frequentar um urologista para a prevenção. Homens com mais de 50 anos possuem maiores chances de ter a doença, sendo os acima de 60 anos considerados como ‘grupo de risco’.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), realizada pelo Datafolha, entrevistou 1.062 homens acima de 40 anos nos últimos três meses. Destes, 38% não frequentam o urologista e 32% desconhecem os sintomas de câncer de próstata.

A doença, que se desenvolve lentamente, tem suas primeiras fases assintomáticas. Alguns sinais, como sensação de que a bexiga não esvazia completamente, problemas ao urinar e sangue na urina, já indicam um estágio avançado do câncer. O diagnóstico precoce é essencial para se ter êxito no tratamento e, por isso, o exame de toque retal é tão importante.

Segundo o presidente da SBU, Archimedes Nardozza, o exame é simples, leva apenas alguns segundos e não precisa ser feito em todas as consultas. Porém, é o suficiente para haver brincadeiras e preconceito, o que acaba intimidando os homens a cuidar de sua saúde.

Outros dados da pesquisa revelam que 21% dos entrevistados acham que o exame de toque retal “não é coisa de homem” e 48% afirmam claramente que não fazem por machismo. De acordo com Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, hoje, mais de 60% dos casos de câncer de próstata são descobertos quando a doença já está muito avançada.

Por isso, deixe o preconceito e os medos de lado. A sua saúde importa mais! Agende consultas em um urologista uma vez por ano e faça os exames necessários.

(41) 3242-5353 | (41) 9925-9999 | (41) 9977-6688

Av. Vicente Machado, 2322 – Batel

 

 

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/08/1906321-em-pesquisa-21-dizem-que-exame-de-toque-retal-nao-e-coisa-de-homem.shtml

https://www.andrologia.com.br/saiba-como-prevenir-o-cancer-de-prostata/

 

 

 

 

 

Resultados atuais de cistectomia para o tratamento do câncer de bexiga

Técnica da robótica usada para a realização da cistectomia traz melhorias e inovação para o tratamento do câncer de bexiga.

Publicação do mês de junho de 2017, no renomado Journal of Urology, pelo autor Ahmed A. Hussein e colaboradores, reporta estudo multicentrico para o tratamento cirúrgico de câncer, a cistectomia radical com lifadenectomia, usando a robótica.
Foram 1.894 pacientes operados em 23 diferentes hospitais, de 11 países, em busca de recidivas precoces da doença. Do total, 305 (22%) pacientes apresentaram recidivas, dos quais 220 (16%) doença à distância e 154 (11%) recurrência local, 17 (1%) com recidiva no peritôneo (parede interna do abdômen) e 5 (0,4%) nos portais de acesso ao sítio cirúrgico.
As recidivas de 2006 foram de 10% e de 2015 foram de 6%, mostrando uma clara evolução técnica. Fatores preditivos de uma evolução menos favorável foram o estádio do câncer, e a extensão da doença  nos linfonodos, bem como as complicações associadas à cirurgia.
Ficou comprovado, então, que houve uma melhora dos resultados com o aperfeiçoamento da técnica, sendo o resultado final desfavorável, muito mais ligado à gravidade da doença do que à técnica robótica utilizada. No nosso meio ainda não se utiliza o robô, mas a cirurgia laparoscópica pode parear esses resultados satisfatórios, nessa grave patologia.

Estudo releva maior eficácia em tratamento para câncer de próstata

O Tratamento Anti-androgênico medicamentoso foi superior à orquiectomia para o bloqueio androgênico no tratamento do câncer de próstata metastático.

Sabemos desde a década de 40 que o bloqueio androgênico é eficaz no tratamento do Câncer de Próstata Metastático. Na década de 90 surgiu a castração bioquímmica, com os análogos do LHRH, e mais recentemente antagonistas do LHRH.
Um artigo publicado no J Urol, de Junho de 2017 por Ostergreen et al, mostra, pela primeira vez, a superioridade da castração bioquímica quando comparada à castração cirúrgica.
Nesse estudo, os autores estudaram 58 pacientes e utilizaram a triptorelina injetável e a orquiectomia (castração cirúrgica) e os níveis de castração, os quais devem ser os mais baixos possíveis. Os pacientes tratados com a medicação tiveram  valores menores do que os pacientes tratados com a cirurgia.
Aguardemos para ver os desdobramentos clínicos desse interessante estudo.

Um caminho novo na presença de doença metastática

O urologista norte-americano James Eastham tem pesquisado o papel da cirurgia da próstata na presença de doença metastática.

Pude encontrar algumas semanas atrás, no VIII Congresso Internacional de Uro-oncologia, o Dr. James Eastham, urologista do Memorial Sloan Katering Cancer Center, de Nova York. Sua pesquisa clínica é focada na melhoria dos resultados pós-cirúrgicos do câncer de próstata, incluindo o controle da doença e a restauração das funções urinárias e sexuais.

Sua equipe também está começando a investigar o papel do tratamento local, por cirurgia ou radiação, em pacientes com câncer de próstata metastático de baixo volume – o que significa que o câncer se espalhou por um número limitado de outros locais. Esses homens tradicionalmente têm sido tratados apenas com terapia hormonal. E agora a equipe do Dr. Eastham está investigando o uso de tratamentos sistêmicos, como quimioterapia e cirurgia local.

A meta é prolongar a sobrevivência dos pacientes e, finalmente, curar o câncer. Com a maximização do tratamento local e sistêmico possivelmente haja ganho na sobrevivência global. Dados referentes a 20 pacientes iniciais foram publicados no J Clin Oncol 33, em 2015, com resultados que mostram que o tratamento foi bem tolerado. O ganho real, incluindo uma melhor qualidade de vida e sobrevida global ainda devem, no entanto, ser comprovadas em estudos mais abrangentes.

Fontes:

https://www.mskcc.org/cancer-care/doctors/james-eastham 

Câncer: erros em processo natural são os principais causadores

Estudo aponta que erros aleatórios, naturais no processo de duplicação do DNA, são responsáveis por mais de 60% das mutações que causam câncer.

Muito se discute sobre os causadores dos diferentes tipos de câncer. Publicado recentemente na conceituada revista Science, um estudo desenvolvido por cientistas americanos da Universidade Johns Hopkins, apontou que cerca de 66% das mutações em células que causam câncer, são provenientes de erros aleatórios e sem previsão, decorrentes do processo natural de duplicação do DNA.

Para chegar a este resultado, foram analisadas sequências de DNA de mais de 30 tipos de tumores, associados a dados epidemiológicos de bases de dados de 69 países. Além de todos os tipos de câncer apresentarem na média, dois terços de mutações provenientes de erros imprevisíveis e naturais do processo de divisão celular, 29% das alterações foram atribuídas a fatores ambientais e 5% a hereditários.

Os cientistas avaliam que em tumores da próstata, dos ossos ou do cérebro, mais de 95% das alterações estão ligadas a erros aleatórios na duplicação do DNA. Já em casos de câncer no pulmão, por exemplo, 65% das mutações são provenientes de fatores ambientais, sendo o cigarro o principal deles.

Segundo um dos líderes da pesquisa, Bert Vogelstein, a maior parte dos erros na duplicação do DNA não resultam em danos. Porém, eventualmente, algum defeito interfere no gene que controla a multiplicação celular, resultando no câncer.

Apesar do estudo apontar que a maioria dos casos de câncer são causados por erros provenientes de um processo natural do organismo, os pesquisadores reforçam a importância de campanhas e programas de conscientização, visando a esquiva de agentes ambientais e hábitos de consumo, que potencializam as chances de mutações resultantes em câncer.

Vogelstein ainda pontua que, a necessidade de novos métodos detectores de todos os tipos de câncer precocemente é urgente, uma vez que, em fases iniciais, as chances de cura são extremamente superiores.

 

http://science.sciencemag.org/

 

Mudando o paradigma da Cirurgia Renal – ligadura do hilo renal “em bloco” na nefrectomia

A primeira nefrectomia (retirada do rim) descrita em humanos foi em 1869, por Gustav Simon. A técnica usada até hoje é feita com a ligadura da artéria e da veia renal separadamente. Trabalho de revisão publicado recentemente (Win Shun Lai, janeiro 2017, J Urol), mostrou que é possível a ligadura dos vasos renais em um tempo, a chamada ligadura “em bloco”. É fácil entender que essa ideia facilita procedimento sobre maneira. Uma preocupação que há nessa manobra simplificada, seria a formação de uma fístula entre a artéria e a veia. Porém, nesse estudo de metanálise, dos 595 paciente acompanhados por uma média de 26,5 meses, não foi descrito um só caso desse tipo de complicação. É o começo de uma possível nova era nessa desafiadora cirurgia. Num momento em que praticamos a cirurgia vídeo-laparoscópica, o uso de grampeadores cirúrgicos podem diminuir o tempo cirúrgico significativamente.

Câncer de próstata pode recidivar tardiamente após a cirurgia

É sabido que o câncer da próstata pode recidivar muitos anos após a cirurgia curativa, a prostatectomia radical. Estudo de mais de 10 mil casos publicado em janeiro desde 2017, no Journal of Urology, por Lea Liesenfeld e cols., da Alemanha, mostrou que a taxa de recorrência foi de 34,3% após 10 anos, 44% após 15 anos e 52,7% após 20 anos depois da cirurgia. Fatores relacionados com um pior prognóstico foram a idade ao diagnóstico (quanto mais jovem o paciente, maior o risco); o valor do PSA ao diagnóstico (quanto maior o valor, maior o risco), o escore de Gleason (quanto maior o escore, maior o risco) e finalmente o estadiamento tumoral (quanto maior o estadiamento, maior o risco). É óbvio que esses pacientes necessitam então um acompanhamento longo e possivelmente um tratamento adjuvante à cirurgia realizada anteriormente.