Um caminho novo na presença de doença metastática

O urologista norte-americano James Eastham tem pesquisado o papel da cirurgia da próstata na presença de doença metastática.

Pude encontrar algumas semanas atrás, no VIII Congresso Internacional de Uro-oncologia, o Dr. James Eastham, urologista do Memorial Sloan Katering Cancer Center, de Nova York. Sua pesquisa clínica é focada na melhoria dos resultados pós-cirúrgicos do câncer de próstata, incluindo o controle da doença e a restauração das funções urinárias e sexuais.

Sua equipe também está começando a investigar o papel do tratamento local, por cirurgia ou radiação, em pacientes com câncer de próstata metastático de baixo volume – o que significa que o câncer se espalhou por um número limitado de outros locais. Esses homens tradicionalmente têm sido tratados apenas com terapia hormonal. E agora a equipe do Dr. Eastham está investigando o uso de tratamentos sistêmicos, como quimioterapia e cirurgia local.

A meta é prolongar a sobrevivência dos pacientes e, finalmente, curar o câncer. Com a maximização do tratamento local e sistêmico possivelmente haja ganho na sobrevivência global. Dados referentes a 20 pacientes iniciais foram publicados no J Clin Oncol 33, em 2015, com resultados que mostram que o tratamento foi bem tolerado. O ganho real, incluindo uma melhor qualidade de vida e sobrevida global ainda devem, no entanto, ser comprovadas em estudos mais abrangentes.

Fontes:

https://www.mskcc.org/cancer-care/doctors/james-eastham 

Câncer: erros em processo natural são os principais causadores

Estudo aponta que erros aleatórios, naturais no processo de duplicação do DNA, são responsáveis por mais de 60% das mutações que causam câncer.

Muito se discute sobre os causadores dos diferentes tipos de câncer. Publicado recentemente na conceituada revista Science, um estudo desenvolvido por cientistas americanos da Universidade Johns Hopkins, apontou que cerca de 66% das mutações em células que causam câncer, são provenientes de erros aleatórios e sem previsão, decorrentes do processo natural de duplicação do DNA.

Para chegar a este resultado, foram analisadas sequências de DNA de mais de 30 tipos de tumores, associados a dados epidemiológicos de bases de dados de 69 países. Além de todos os tipos de câncer apresentarem na média, dois terços de mutações provenientes de erros imprevisíveis e naturais do processo de divisão celular, 29% das alterações foram atribuídas a fatores ambientais e 5% a hereditários.

Os cientistas avaliam que em tumores da próstata, dos ossos ou do cérebro, mais de 95% das alterações estão ligadas a erros aleatórios na duplicação do DNA. Já em casos de câncer no pulmão, por exemplo, 65% das mutações são provenientes de fatores ambientais, sendo o cigarro o principal deles.

Segundo um dos líderes da pesquisa, Bert Vogelstein, a maior parte dos erros na duplicação do DNA não resultam em danos. Porém, eventualmente, algum defeito interfere no gene que controla a multiplicação celular, resultando no câncer.

Apesar do estudo apontar que a maioria dos casos de câncer são causados por erros provenientes de um processo natural do organismo, os pesquisadores reforçam a importância de campanhas e programas de conscientização, visando a esquiva de agentes ambientais e hábitos de consumo, que potencializam as chances de mutações resultantes em câncer.

Vogelstein ainda pontua que, a necessidade de novos métodos detectores de todos os tipos de câncer precocemente é urgente, uma vez que, em fases iniciais, as chances de cura são extremamente superiores.

 

http://science.sciencemag.org/

 

Mudando o paradigma da Cirurgia Renal – ligadura do hilo renal “em bloco” na nefrectomia

A primeira nefrectomia (retirada do rim) descrita em humanos foi em 1869, por Gustav Simon. A técnica usada até hoje é feita com a ligadura da artéria e da veia renal separadamente. Trabalho de revisão publicado recentemente (Win Shun Lai, janeiro 2017, J Urol), mostrou que é possível a ligadura dos vasos renais em um tempo, a chamada ligadura “em bloco”. É fácil entender que essa ideia facilita procedimento sobre maneira. Uma preocupação que há nessa manobra simplificada, seria a formação de uma fístula entre a artéria e a veia. Porém, nesse estudo de metanálise, dos 595 paciente acompanhados por uma média de 26,5 meses, não foi descrito um só caso desse tipo de complicação. É o começo de uma possível nova era nessa desafiadora cirurgia. Num momento em que praticamos a cirurgia vídeo-laparoscópica, o uso de grampeadores cirúrgicos podem diminuir o tempo cirúrgico significativamente.

Câncer de próstata pode recidivar tardiamente após a cirurgia

É sabido que o câncer da próstata pode recidivar muitos anos após a cirurgia curativa, a prostatectomia radical. Estudo de mais de 10 mil casos publicado em janeiro desde 2017, no Journal of Urology, por Lea Liesenfeld e cols., da Alemanha, mostrou que a taxa de recorrência foi de 34,3% após 10 anos, 44% após 15 anos e 52,7% após 20 anos depois da cirurgia. Fatores relacionados com um pior prognóstico foram a idade ao diagnóstico (quanto mais jovem o paciente, maior o risco); o valor do PSA ao diagnóstico (quanto maior o valor, maior o risco), o escore de Gleason (quanto maior o escore, maior o risco) e finalmente o estadiamento tumoral (quanto maior o estadiamento, maior o risco). É óbvio que esses pacientes necessitam então um acompanhamento longo e possivelmente um tratamento adjuvante à cirurgia realizada anteriormente.

Cirurgia dos linfonodos renais no câncer de rim

Há tempos se discute sobre a necessidade ou não de retirar os linfonodos relacionados com o rim, na cirurgia do câncer de rim.
Matéria publicada Boris Gershman e Cols no J Urol de março de 2017 relata um estudo sobre essa assunto. Foram estudados 305 pacientes com câncer renal metastático, nos quais a chamada cirurgia citoredutiva foi usada como parte do tratamento. Desses pacientes, 188 (62%) tiveram os linfonodos removidos no ato cirúrgico. O que ficou comprovado é que não houve benefício em realizar a cirurgia estendida para os linfonodos. No entanto, os pacientes que tiveram  comprovado o comprometimento desses linfonodos, tiveram  uma evolução menos favorável do que os demais pacientes. Esse trabalho pode evitar as complicações relacionadas ao tratamento  dos linfonodos e ainda abreviar o tempo cirúrgico.

Orquite causada por caxumba

Temos vivenciado um aumento nos casos de caxumba no nosso meio. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, o número de casos notificados no primeiro semestre de 2016 foi de 613 pessoas infectadas. Quase o mesmo número de casos registrados em todo o ano anterior, que somou 675 casos. Como o urologista é chamado a medicar os casos de orquite por caxumba, gostaria de esclarecer o leitor sobre esse assunto.

A caxumba é uma doença causada por um vírus chamado paramyxovirus, um RNA vírus, é contagiosa, que frequentemente resulta em um aumento doloroso das glândulas parótidas, febre, dor à mastigação. Outras glândulas além das parótidas, “em forma de cacho” também podem ser afetadas. Daí se deriva o nome caxumba.
Não há tratamento para a causa específica, mas desde a década de 90 há vacina específica para a caxumba . As crianças brasileiras recebem gratuitamente essa vacina, chamada MMR, em duas doses: a primeira aos doze meses e a segunda entre 4 e 6 anos. A MMR protege ainda contra o sarampo e a rubéola.
A orquite viral, inflamação do testículo, é raramente vista em meninos com menos de 10 anos. Porém, é a mais comum complicação da caxumba em homens após a puberdade, afetando 20% a 30% dos casos
Chega a acometer os dois testículos em 10% a 30% dos casos.A orquite aparece usualmente entre uma e duas semanas após a parotidite.
A inflamação testicular pode levar a uma atrofia desse órgão em 30% a 50% dos casos, porém raramente leva à infertilidade. Pode, no entanto, contribuir para a sub-fertilidade em até 13% dos pacientes. Nos casos mais graves e bilaterais, esse número pode chegar a até 87%, segundo Casella (J Urol, 1997).
O diagnóstico é geralmente clínico. Após o quadro de parotidite, o testículo torna-se rapidamente aumentado em volume, doloroso, endurado, e a pele do escroto pode ficar avermelhada e edemaciada. O tratamento da orquite é o que os médicos chamam de suportivo e sintomático: Repouso no leito com o escroto elevado, suspensório escrotal ou cueca justa, aliado à medicação anti-inflamatória. A maioria dos casos resolve-se em 3 a 10 dias.

Pedra no rim: formação, sintomas e tratamento

A avaliação metabólica completa é necessária logo no surgimento da pedra no rim?

 

Cálculo ou litíase renal, também conhecida como pedra no rim, é uma patologia causada pela cristalização de sais minerais presentes na urina. Estes cristais podem ser de cálcio (70% dos casos), cistina, estruvita e ácido úrico (7% dos casos).

A FORMAÇÃO

Para o surgimento da pedra no rim, a quantidade de água na urina deve ser insuficiente para dissolver os sais presentes. E isso pode se dar pelo excesso de sais a serem desfeitos ou pela baixa ingestão de água para fazer a diluição, sendo este último o fator mais comum nos casos da doença.

Além de não atingir a quantidade diária indicada de ingestão de água, o surgimento da pedra no rim pode estar ligado a outras causas, que também envolvem o excesso de sal. Como histórico familiar, reincidência em quem já apresentou alguma vez a doença, adultos acima de 40 anos (apesar de poder surgir em qualquer idade), obesidade, doenças digestivas, cirurgias que alterem o processo de digestão e absorção, e dietas ricas em proteínas ou açúcares.

Também, homens são mais propensos a desenvolver pedra no rim, assim como pessoas que vivem em regiões de calor intenso e altas temperaturas.

OS SINTOMAS

Cálculos que estão dentro do rim não costumam apresentar sintomas. O incômodo surge com a movimentação para saírem do órgão, obstruindo o ureter – canal por onde a urina passa, que liga a pelve do rim à bexiga. Além de crises extremamente doloridas, podemos associar aos sintomas de pedra no rim o aumento na vontade de urinar, mas expelindo pouca ou nenhuma urina. Além de náuseas, vômitos, ardência ao mictar e sangue no líquido.

O TRATAMENTO

Para o tratamento são levados em conta os sintomas, o tamanho da pedra no rim e em que região ela está localizada. Cálculos considerados pequenos, isto é, com aproximadamente 3 mm, podem ser expelidos pela urina sem muitas complicações. Diferente de pedras maiores, que exigem procedimentos mais invasivos como cirurgias, ondas de choque e inserção de um tubo na Uretra para a retirada (Ureteroscopia).

Muito se discute sobre uma avaliação metabólica completa logo no primeiro episódio de pedra no rim. A não adoção da prática, é defendida pela dificuldade de coletar urina neste período, deixando para este início uma investigação básica, com exames físicos e anamnese detalhada sobre todos os sintomas e alterações sentidas. Juntamente com uma investigação laboratorial e de imagens, objetivando identificar a presença ou não de infecções, além de avaliar as funções renais.

Após os períodos de crise, a avaliação metabólica completa é bastante importante para determinar o fator formador dos cálculos renais, para que então possam ser tomadas medidas visando a prevenção do surgimento de novos.

O mais adequado, independente de como tenha sido descoberta a presença de pedra no rim é procurar um urologista. Além disso, o cuidado com a alimentação, principalmente com a ingestão de sal, e o consumo indicado de água, é fundamental tanto para melhora no quadro, quanto para prevenção.

Câncer de próstata: cirurgia robótica ou aberta?

Saiba qual tipo de cirurgia escolher no tratamento do câncer de próstata

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que a partir dos 50 anos, homens avaliem a saúde da próstata através do exame de sangue do antígeno prostático específico (PSA) e do exame do toque. A idade de alerta cai para 40 a 45 anos, para homens afrodescendentes ou que possuam histórico familiar de câncer de próstata. O acompanhamento deve ser anual, uma vez que, em sua fase inicial, onde as chances de cura são altas, a doença não apresenta nenhuma alteração ao paciente, ao urinar ou mesmo dor.

A maior parte dos pacientes com câncer de próstata localizado passa por cirurgia, mas a radioterapia e a chamada vigilância ativa também são alternativas.

De um modo geral, os casos menos agressivos de câncer de próstata são manejados com a vigilância ativa, e quando a expectativa de vida é superior a 10 anos, adota-se o tratamento cirúrgico

Dentre os tipos de procedimentos cirúrgicos, estão o convencional – chamado também de cirurgia aberta – laparoscópica e o robótico.

Independentemente do método, a cirurgia para o tratamento do câncer de próstata é a mesma. Se retira toda a próstata, as vesículas seminais localizadas atrás do órgão e os gânglios linfáticos da região pélvica. Como a uretra masculina passa por dentro da próstata, o médico precisa refazer a sutura da bexiga com a uretra.

A cirurgia aberta tem como pontos negativos um maior tempo de recuperação, maior tempo de internação e maiores chances de sangramento. Já como pontos positivos, o método cirúrgico para tratar o câncer de próstata apresenta baixo custo. O que é impactante no nosso meio.

O procedimento robótico tem como seu principal ponto negativo o alto custo e complexidade. Além de um tempo de hospitalização menor, fazendo com que o retorno às atividades seja mais rápido, também tem como pontos positivos o menor uso de analgésicos.

A cirurgia laparoscópica evoluiu muito nos últimos dez anos e é uma alternativa simplificada ao uso do robô. Tem apresentado também menos sangramento, menos dias de hospitalização e menos uso de analgésicos no pós-operatório, em comparação com a cirurgia aberta

Em resumo, nenhum dos três métodos cirúrgicos para tratar o câncer de próstata mostrou um controle superior à doença oncológica ou das complicações, impotência ou incontinência. Temos indicado o que de melhor pode ser aplicado em cada caso.

O mais importante é que não haja negligência por parte dos homens adiando o acompanhamento médico, já que o câncer de próstata em seu início, não apresenta sintomas. Mas caso eles já estejam presentes, é indispensável o acompanhamento médico especializado para sanar dúvidas e definir o melhor tratamento.

Dores na Bexiga? Você pode ter cistite intersticial e não sabe!

Muito confundida com outras doenças, que têm dores na bexiga como sintoma, o diagnóstico errado só retarda melhoras.

Cistite intersticial ou síndrome da bexiga dolorosa é uma doença que se caracteriza principalmente por desconforto e dores na bexiga, caso seja aguçado quando ela está cheia. Isto é, piora com a repleção vesical. É uma doença inflamatória, onde a inflamação corresponde à uma lesão no urotélio – tecido responsável pelo revestimento interno da bexiga. Este epitélio também desempenha função protetora, não permitindo a aderência de bactérias e outros fatores irritativos presentes na urina.

É uma doença crônica, ou seja, as dores na bexiga e outros sintomas, devem ser persistentes a pelo menos seis meses. Suas causas não são totalmente confirmadas e infelizmente a doença não tem um tratamento específico de sua causa. Mas recebendo o diagnóstico e tratamento corretos, pode haver uma melhora considerável.

Além das dores na bexiga, ela também pode se estender à região lombar, à região supra-púbica ou abdômen baixo, uretra, testículos, vagina, bolsa testicular ou durante a atividade sexual, principalmente no sexo feminino. A dificuldade ao urinar – seja por dor ou por pressão – urgência urinária e aumento na frequência de urinar durante o dia e à noite, são outros sintomas frequentes.

Por conta desses, a doença muitas vezes é confundida com a cistite bacerirna simples – inflamação da mucosa da bexiga – tendo antibióticos e outros medicamentos receitados para o tratamento, desnecessariamente. Esse falso diagnóstico, além de não permitir um entendimento correto e adequado, prolonga o sofrimento e altera a qualidade de vida. Já que além das dores na bexiga, o(a) paciente lida com outras alterações associadas como irritabilidade e perda da qualidade do sono, por acordar várias vezes à noite para urinar.

Homens e mulheres podem sofrer da cistite intersticial, mas sabe-se que ela é mais frequente no sexo feminino, o que corresponde a 80% dos casos, aproximadamente. Não existe um exame específico para diagnosticar a síndrome da bexiga dolorosa, por isso, a dificuldade em se obter um diagnóstico preciso. Porém, exames endoscópicos, biópsias e o estudo urodinâmico, podem auxiliar para o norte nessa que, é por vezes uma doença diagnosticada por exclusão de outros tipos de cistite.

O mais importante para o tratamento é descobrir agentes que aumentam ou pioram as dores na bexiga e os outros sintomas. Alguns alimentos específicos, podem interferir diretamente nas manifestações dos mesmos, como por exemplo sucos ácidos, frutas como abacaxi, limão, laranja e outros cítricos. Estresse, bebidas alcoólicas e tabaco são outros fatores.

Além de evitar esses agentes, os exercícios físicos, as técnicas de relaxamento e os medicamentos podem aliviar os sintomas. As drogas medicinais podem atuar de diferentes formas, principalmente na reconstrução da camada protetora da bexiga, o que incide diretamente na inflamação ou nas dores na bexiga.

Cuidado com a automedicação! Alguns anti-inflamatórios ou aspirinas podem piorar a situação. Em todo caso, o mais indicado é procurar ajuda médica para tratar ou simplesmente tirar quaisquer dúvidas sobre o problema.

Ejaculação rápida: como evitar?

Confira as dicas para evitar a ejaculação rápida

Considerado um tabu por muitos homens e mulheres, a ejaculação rápida é a ocorrência de um orgasmo mais cedo do que o previsto durante o ato sexual. Quando a situação acontece eventualmente, não muitas vezes, não é considerado um real problema, mas quando tende a se repedir consideravelmente, pode se caracterizar como um problema.

Segundo o Portal Minha Saúde, a ejaculação rápida é uma condição comum e atinge um em cada três homens. No Brasil, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Urologia aponta que até 40% das queixas nos consultórios são sobre esta temática.

Na prática clínica, a denominação sobre ejaculação precoce, chamada hoje no meio médico ejaculação rápida, para fugir do estigma, não estabelece um tempo determinado e considerado normal para o orgasmo masculino. Os estudos médicos definem como a não tolerância em um nível alto de excitação sexual, chegado o homem à ejaculação num tempo em que a parceira não tenha ainda atingido o orgasmo. Biologicamente, para um casal heterossexual, interessado na procriação, o fundamental é que ocorra a ejaculação intra-vaginal, necessária à fecundação. Por isso, antes de começar qualquer tratamento, o ideal é procurar um profissional médico para acompanhar todo o procedimento.

Antes da indicação de drogas para o tratamento, há algumas atividades que ajudam a evitar o problema e melhorar o desempenho sexual. Um dos primeiros pontos é a ansiedade, comum nos portadores da ejaculação rápida. Para isso, uma avaliação psicológica é fundamental, possivelmente o principal pilar do tratamento. Ainda, a tensão muscular, que está ligada diretamente à ejaculação rápida. Para ajudar a administrar a situação, vale investir em atividades que aliviem o quadro, como ioga, alongamento e a prática de exercício físico em geral.

Além disso, o autoconhecimento do corpo é fundamental para o controle emocional e mental durante a relação sexual, que influência no quadro de ejaculação rápida. A masturbação faz parte de uma série de exercícios usados para ajudar o controle. Durante o processo deve-se estimular até o limiar do orgasmo e na sequência parar, antes da ejaculação. O exercício ajuda o corpo e a mente a prologarem a fase de excitação e ainda aumentar o processo de autoconfiança do homem. Praticada essa etapa, o passo seguinte é a masturbação na presença da parceira, já que ela vai precisar entender e participar dessa técnica de dessensibilização.

Outra etapa é a masturbação do homem praticada pela própria parceira, utilizando-se a mesma estratégia: suspender o ato antes da ejaculação. Nesse treinamento, acho ainda fundamental a parceira praticar também uma auto-estimulação, inclusive na presença e a participação do homem, partindo da premissa que por muitas vezes a parceira tem dificuldade ela própria de atingir o orgasmo somente com o coito tradicional vaginal.

Lembrar ainda que, na fisiologia feminina a mulher, diferentemente do homem, é multi-orgásmica. Esse fato deve ser utilizado como adjunto ao tratamento, retirando do paciente portador de ejaculação rápida toda a responsabilidade do sucesso da atividade sexual. A outra parte tem um papel fundamental para o resultado satisfatório do tratamento.

Outro fator que pode fazer diferença é a posição sexual na hora do ato. Algumas posições do coito podem deixar o indivíduo mais tenso, principalmente os movimentos dos os membros superiores, aumentando a velocidade da ejaculação. Opte por posicionamento que alivie a tensão como a parceira por cima. Além de melhorar a qualidade sexual do casal, essas dicas ajudam a evitar a ejaculação rápida.

Caso o tratamento psicológico e essas atividades descritas acima não ajudem e a ejaculação rápida seja recorrente, o ideal é procurar um profissional médico para analisar e buscar alternativas para melhorar a qualidade da vida sexual. Há uma farta quantidade de medicamentos que ajudam sobremaneira promovendo um controle adequado e o sucesso do tratamento.