Oncofertilidade? O que é?

Oncofertilidade: alternativa para preservar a fertilidade de pessoas com câncer

Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2015, revelou que neste ano o país diagnosticará 596 mil novos casos da doença e apontou fatores como: o aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização para explicar esse crescimento. Dentro do turbilhão de emoções de receber o diagnóstico de câncer, a medicina desenvolveu uma subespecialidade que realiza a intersecção reprodutiva para explorar as opções de preservação e manutenção da fertilidade para pacientes que passarão por tratamentos oncológicos: a oncofertilidade.

O tratamento oncológico, na maioria das vezes, pode gerar alguns efeitos colaterais nos pacientes, como a diminuição na qualidade da fertilidade, gerando, nos casos mais graves, até a infertilidade. A oncofertilidade vem com o objetivo de garantir a homens e mulheres com câncer a possibilidade de terem filhos no futuro.  Vale ressaltar que a preocupação principal nos tratamentos contra o câncer é com a saúde do paciente e depois com a preservação fértil.

Durante o acompanhamento, o médico deverá direcionar o paciente aos profissionais especialistas em oncofertilidade para orientar durante todo o processo do tratamento oncológico. Dentro deste contexto, a American Society for Radiation Oncology (ASTRO) revelou que apenas 40% dos raditerapeutas, 45% dos clínicos e 46% dos cirurgiões encaminham frequentemente seus pacientes nos Estados Unidos para um especialista. Já no Brasil, esses dados são menores ainda. Ou seja, mais da metade dos pacientes envolvidos nem sequer sabem da possibilidade de preservar a fertilidade antes dos tratamentos.

 

Há algumas maneiras de preservar a fertilidade dos homens e mulheres em pré-tratamento médico e a oncofertilidade vem com esse intuito. A mulher, em média, leva de 10 a 15 dias para preservar a sua fertilidade, através da técnica de criopreservação de óvulos ou embriões. Para os homens, na maioria das vezes, o procedimento é mais fácil. Em até cinco dias, podem ser escolhidos e armazenados dois ou três amostras de sémen, que permite uma boa reserva produtiva. Dentro do processo, deve-se escolher o método mais adequado e em tempo hábil, sem prejudicar a saúde do paciente.

Para ter uma efetividade no processo de oncorfertilidade, o ideal é fazer o congelamento de óvulos, espermatozoides, embriões ou tecido ovariano e testicular, antes do início do tratamento contra o câncer. É de extrema importância que a decisão sobre a preservação dos gametas, masculinos ou femininos, deve ser feita em conjunto com o médico responsável pelo tratamento do câncer – oncologista, mastologista hematologistas ou urologista – e o especialista em reprodução assistida.

 

 

Referência:

– Portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Problemas com ereção?

Saiba como superar os problemas com ereção

Seja relacionada a complicação de uma doença já existente ou a transtornos psicológicos, os problemas com ereção podem acontecer em qualquer idade e, segundo os especialistas, podem também estar associados a esses dois fatores. Existem diversos motivos que podem ocasionar a disfunção erétil, seja por causas orgânicas ou psicológicas, como depressão, estresse, diabetes, aterosclerose ou deficiência hormonal, por exemplo.

A ereção é um processo que envolve alterações de músculos, nervos e vasos sanguíneos do órgão genital masculino. Na maioria das vezes, os problemas com ereção acontecem pela não chegada do sangue suficiente ao pênis ou quando vem, não fica o tempo bastante para que a rigidez necessária à atividade sexual aconteça.

Muitos homens procuram um urologista quando começam a sentir-se incomodados com a situação, principalmente quando a própria companheira passa a reclamar. O ideal é a participação da parceira em todo o processo do diagnóstico e tratamento, já que em muitos casos, quando há essa participação da outra parte envolvida, a situação tende a ser mais fácil.

Os problemas com ereção estão relacionados a causas orgânicas ou psicológicas. No primeiro caso, pode estar ligado à aterosclerose – acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias, causando obstrução -; diabetes de longo prazo e ou descontrolada; problemas com os nervos relacionados à ereção, como as lesões após acidentes com fraturas pélvicas; obesidade; síndrome metabólica; deficiência hormonal ou até consequência de cirurgia ou radioterapia para o tratamento de próstata ou outro câncer pélvico. Assim, vale ressaltar que acontecem geralmente em pacientes mais idosos, por se tratar de um reflexo de uma situação acumulativa.

Já os distúrbios psicológicos, atingem homens mais jovens, a partir de 18 anos, e estão relacionados a outras doenças, como: depressão, estresse elevado e autoestima baixa, conflitos religiosos ou educacionais. O urologista é o profissional mais adequado para identificar as causas dos problemas com ereção, facilitando as formas de tratamentos.

Após o diagnóstico, o ideal é cumprir rigorosamente a forma de tratamento, de acordo com a origem dos problemas com ereção. Vale destacar que a prática de uma vida saudável, como a dieta rica em legumes, cereais, frutas e verduras, a suspenção do uso de tabaco e o excesso de álcool e a inclusão de atividades físicas no cotidiano, são fatores que auxiliam para o bem-estar dos pacientes.

Nos casos de origem orgânica, existem intervenções com comprimidos orais, como: Sildenafila, Tadalafila, Vardenafila, Udenafila e Lodenafila, e, nos diagnósticos mais graves, a aplicações de injeções no pênis com substâncias vasodilatadoras como a Papaverina, Fentolamina e Alprostadil.

Em casos de pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso, a cura definitiva só será possível com a realização da cirurgia, no qual é colocado uma prótese peniana e o homem passa a ter ereção 100% do tempo. Hoje em dia, três tipos de prótese são usadas: as semirrígidas, as articuladas e as infláveis.

Quando as causas são psicológicas, nestes casos, é de extrema importância respeitar as particularidades de cada um, o ideal é fazer um acompanhamento psicológico com o paciente, através de entrevistas e avaliações, para identificar as causas dos problemas.

Urologista para mulher

Urologista para mulher: o profissional pode cuidar de problemas urinários

O médico especialista em urologia não é um profissional exclusivo para o gênero masculino. Com conhecimento no gênito-urinário, o urologista para mulher é indicado para o tratamento de doenças que atingem rins, ureteres, bexiga e uretra de adultas, idosas e crianças.

Algumas pessoas desconhecem o papel dos especialistas em urologia, tratando-os apenas como profissionais voltados para tratamentos de doenças ligadas aos homens. Patologias como tumores, cânceres, cálculo urinário, incontinência urinária, bexiga hiperativa e cistite, podem ser um dos problemas resolvidos pelo urologista para mulher.

Por outro lado, a presença das mulheres nos consultórios de urologia acontece, na maioria das vezes, pela indicação de profissionais de outras especialidades. Raramente encontra-se um caso de uma visita para fazer um check-up urológico, por livre e espontânea vontade. As mulheres que sofrem com problemas urinários devem fazer acompanhamento regular com um urologista.

Doenças no sistema urinário atingem cerca de 40% das grávidas e 35% daquelas que estão na pós-menopausa. As infecções urinárias, complicadas ou não, são muito frequentes nas mulheres, principalmente durante a vida reprodutiva. Isso ocorre devido a uretra feminina ser curta, se comparada com o homem e ainda estar localizada numa área potencialmente contaminada por bactérias, principalmente aquelas chamadas de Gram Negativas. O urologista para mulher também é responsável pelo tratamento de prolapso genital, quando os órgãos genitais internos são projetados para fora. Além disso, dados mostram que a incontinência urinária, por exemplo, afeta um grande número de mulheres e geralmente em sua fase produtiva. Trata-se de uma disfunção miccional, que atinge não somente o aspecto higiênico como também cria condições sociais bastante desfavoráveis.

Tais doenças, dependendo da fase, podem influenciar a qualidade de vida e a autoestima das mulheres, aumentando a possibilidade de doenças depressivas.  Com isso, para evitar maiores consequências, o paciente deve procurar um especialista para começar o tratamento imediatamente. O conceito que a urologia está para o homem, como o ginecologista para a mulher, não é totalmente errado, já que o Urologista trata das afecções do aparelho genital masculino (próstata, pênis, vesículas seminais, testículos, escroto), mas vale ressaltar: há espaço ao urologista para mulher, sem timidez.

Fimose: como identificar e tratar?

Fimose e suas curiosidades

A fimose é a incapacidade de retrair a pele para expor a glande do pênis, popularmente conhecida como a “cabeça” do genital. No nascimento, é comum que os bebês tenham esse tipo de problema, denominado de fimose fisiológica, que na maioria dos casos, o próprio organismo se encarrega de descolar nos primeiros anos de vida. Porém esse desprendimento pode demorar até a adolescência para acontecer.

Quando não há esse descolamento e o prepúcio não é retrátil devido a uma alteração na pele, que geralmente provoca dores na região e o impedimento da higienização adequada do genital, o diagnóstico é classificado como fimose verdadeira. Na maioria das vezes, o paciente tem problemas ao urinar, além de inflamações e ardências.

Os tratamentos são baseados de acordo com a gravidade dos sintomas, sugerindo as seguintes opções:

Pomada

O tratamento é indicado para a fimose infantil e se dá pela aplicação de corticoide localmente, com o objetivo de melhorar a textura da pele do prepúcio, assim facilitando a movimentação e a higienização do pênis.

Exercício no prepúcio

Indicado pelos pediatras, tem o intuito de movimentar a pele do pênis lentamente, esticando e encolhendo o prepúcio sem força-lo! Com essa manobra, a mucosa prepucial tende a se desprender da glande, como deveria normalmente ter ocorrido até os 2 ou 3 anos de idade. Pretende-se assim resolver-se a questão da sinéquia ou aderência da mucosa prepucial à glande do pênis.

Cirurgia

É conhecida como circuncisão, ou postectomia, e se dá pela retirada do excesso de pele para facilitar a higiene do pênis, diminuir os riscos de infecções e possivelmente facilitar a atividade sexual daqueles homens portadores de fimose. O procedimento cirúrgico deve ser feito por um cirurgião, possivelmente urologista, ou cirurgião pediátrico, e tem duração de uma hora. Com as novas drogas anestésicas o autor dá, hoje, preferência à sedação, complementada com uma anestesia local.

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Colocação de anel plástico

Neste caso, o médico coloca um anel plástico em volta da glande e debaixo do prepúcio, preservando a ponta do pênis. O procedimento dura, em média, 10 a 30 minutos. No decorrer de alguns dias, o anel se desprende da pele, finalizando o processo. Durante todo a utilização do anel, é comum o genital ficar inchado e avermelhado, mas o processo da micção não se altera. O local é tratado com pomadas anestésicas e lubrificantes, para facilitar a recuperação.

 

Curiosidades

Há milênios, essa cirurgia é indicada e praticada em algumas religiões, como por exemplo a judaica, em que o procedimento é mencionado em livros sagrados. Algumas tribos africanas têm como ritual a retirada do prepúcio nos meninos pré-adolescentes.

A fimose quando não tratada pode causar complicações como inflamações urinárias, uma maior probabilidade de contagio de doenças sexualmente transmissíveis, infecções e câncer no pênis. Além disso, dores e sangramentos durante as relações sexuais.

Independentemente da fimose, é de extrema importância se fazer a higienização correta do pênis todos os dias com sabão e água, limpando toda a região sob a pele para que não acumule secreções, fungos e bactérias.

Lembre-se, qualquer desconfiança sobre o bem-estar do seu genital não hesite em procurar ajuda profissional, neste caso um urologista.

HPV nos homens e curiosidades

HPV: a doença cresce em todo mundo

Segundo o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Doenças do Papilomavírus Humano, ao redor do planeta, há em torno de 600 milhões de pessoas infectadas com HPV. A pesquisa revela que entre 75% e 80% da população adquirem um ou mais tipos da doença em algum momento da vida. A Organização Mundial da Saúde revela que as DSTs estão entre as dez principais causas de procura por serviços de saúde no mundo.

Devido ao crescimento da contaminação, as doenças sexualmente transmissíveis causam impacto individual e de saúde pública. No caso dos homens, na maioria das vezes, a doença se manifesta silenciosamente, transformando o portador em um transmissor do vírus aos parceiros através do contato íntimo. Em alguns casos, a doença se manifesta através do aparecimento de verrugas genitais.

Estudos revelam que 65% das infecções regridem espontaneamente, no qual 14% possuem um alto índice de recorrência e 45% dos pacientes tratados podem manter o vírus latente, ou seja, serem portadores.

O HPV é um vírus que se instala na pele ou em mucosas e afeta tanto homens quanto mulheres. A infecção acontece, na maioria das vezes, através da relação sexual não protegida, provocando diversas doenças, como as verrugas genitais, os cânceres de colo do útero, vagina, e nos homens, está associado ao desenvolvimento de câncer de ânus, pênis, língua, boca e garganta.

Utilizar preservativo nos atos sexuais diminui o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, mas não evita o contagio, que pode ser feito pelo contato pele com pele, pele com mucosas (revestimento úmido e interno de cavidades, por exemplo, vagina e canal anal) e entre mucosas. Não se pode descartar a possibilidade de contaminação por meio de roupas e objetos, apesar de menos provável.

A vacinação é defendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal forma de prevenção contra o HPV, já que o uso da camisinha ajuda, mas não garante proteção total contra o contágio. A vacinação protege contra o surgimento de verrugas genitais e câncer anal, devendo ser tomada por indivíduos que não estão infectados com o vírus HPV, com menos de 26 anos. A vacinação é especialmente indicada para homens que mantém relações sexuais com outros homens e em pacientes com HIV Positivo, mas todos os homens podem tomar esta vacina.

Existem diversos tratamentos que têm por objetivo reduzir ou eliminar as lesões causadas pela infecção, como as verrugas genitais e as alterações pré-cancerígenas no colo do útero. A forma de tratamento depende de fatores como a idade do paciente, o tipo, a extensão e a localização das lesões.

O ideal é procurar um médico com o aparecimento de lesões para que haja um acompanhamento profissional em busca de um diagnóstico especifico, assim evitando consequências mais grave durante o tratamento da doença.

Curiosidades

  1. O HPV pode demorar 20 anos para causar uma doença relacionada. Habitualmente, o HPV leva de dois a oito meses após o contágio para se manifestar, mas podem se passar diversos anos antes do diagnóstico de uma lesão pré-maligna ou maligna. Devido a essa dificuldade de diagnóstico, torna-se impossível determinar com exatidão em que época e de que maneira o indivíduo foi infectado.

 

  1. As verrugas genitais são muito comuns. Estima-se que aproximadamente 10% das pessoas (homens e mulheres) terão verrugas genitais ao longo de suas vidas. As verrugas genitais podem aparecer semanas ou meses após o contato sexual com uma pessoa infectada pelo HPV.

 

  1. As verrugas genitais podem desaparecer naturalmente, sem nenhum tipo de tratamento. Não há como saber se as verrugas genitais desaparecerão ou crescerão. Dependendo de seu tamanho e localização, existem várias opções de tratamento. O médico pode escolher a aplicação de um creme ou solução especial nas verrugas ou ainda remover algumas delas por congelamento, cauterização ou a laser. Se as verrugas genitais não responderem a esses tratamentos, o médico pode utilizar a cirurgia para removê-las. Em 25% dos casos, as verrugas são reincidentes, reaparecendo mesmo após o tratamento.

 

Referência:

Guia do HPV

– Portal Tua Saúde – HPV no homem – Como identificar e Tratar

Disfunção erétil atinge 59% dos homens

Disfunção erétil: o que fazer?

Em 2014, o levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia analisou cerca de 1.500 pessoas, entre 40 e 69 anos, e revelou que 59% dos homens já sofreram algum problema de ereção. Do total, 12% convivem com a dificuldade de forma recorrente. Além do aspecto psicológico, por atingir a autoestima, a disfunção erétil pode ser o primeiro sinal para outras doenças do sistema circulatório e neurológico. A pesquisa avaliou a percepção masculina e feminina sobre a doença.

A ereção do pênis é responsabilidade dos sistemas vascular, nervoso e hormonal. O cérebro dispara mensagem do estimulo sexual e é transmitida através da medula espinal até as terminações nervosas, que chegam aos corpos cavernosos – estruturas de consistência esponjosa que ao se encher de sangue provocam a ereção do pênis.

Há alguns fatores que causam o mal funcionamento da ereção, a impotência, chamada pelos médicos de disfunção erétil. São eles a aterosclerose, o consumo de cigarro, excesso de álcool, diabetes, hipertensão arterial e hiperlipidemia, problemas hormonais como a falta de Testosterona e o excesso de Prolactina. A idade avançada não necessariamente é uma causa, já que pacientes saudáveis tem ereção normal mesmo com idade avançada.

Ainda dentro deste contexto, a depressão, bem como algumas medicações usadas para o tratamento, também podem ser um fator de risco que atinge a parte dos homens com impotência. Sentimentos como estresse, a ansiedade e o medo do fracasso, está entre as causas da disfunção erétil. As ditas causas psicogênicas são a maioria na população jovem, até os 40 anos de idade. Ao mesmo tempo, apenas apresentar disfunção erétil em consequência de causas físicas, orgânicas, pode ser deprimente ou provocar ansiedade.

Tanto a forma psicogênica, quanto a orgânica, relacionada a problemas neurológicos, vasculares e endócrinos, mais comum em pessoas com mais de 40 anos, a disfunção erétil tem tratamento e precisa apenas ser discutida de forma aberta. O diagnóstico correto é fundamental para identificação dos fatores que causam inadequação sexual para o homem ou com quem ele se relaciona.

Após o diagnóstico clinico, o tratamento da disfunção erétil pode ser realizado através de psicoterapias, reposição hormonal (em casos de homens acima dos 45 anos de idade), autoinjeção, próteses, géis e cremes, e enrijecimento por sucção. Além disso, a medicina disponibiliza medicamentos direcionados para a ereção peniana, chamados inibidores da Fosfodiesterase-5, que com o relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso, facilitam a ereção, como o Sildenafila, Tadalafila, Vardenafila, Udenafila, entre outros.

Somente o médico pode dizer qual o medicamento e forma de tratamento ideal para cada caso. Em caso de suspeita de disfunção erétil, não tenha vergonha e procure um médico. O diagnóstico é fundamental para o tratamento e melhora da performance sexual.

 

Referência:

– Sociedade Brasileira de Urologia

Câncer deve atingir mais de 295 mil homens em 2016, diz levantamento

No Brasil, já foram registradas mais de 180 mil mortes por câncer em 2013, segundo o último levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Entre os homens, são esperados mais de 295 mil novos casos, neste ano, no qual os mais incidentes serão os de próstata (61.200), pulmão (17.330), cólon e reto (16.660), estômago (12.920), cavidade oral (11.140), esôfago (7.950), bexiga (7.200), laringe (6.360) e leucemias (5.540).

No dia 4 de fevereiro é comemorado o dia que simboliza a conscientização para evitar o câncer. O INCA criou a campanha “Nós podemos. Eu posso”, com dicas de atitudes que podem evitar o aparecimento de doenças graves, como o câncer. São seis pontos para melhorar a qualidade de vida que podem ser seguidos diariamente. Confira aqui.

Neste contexto, é importante dar atenção aos sintomas que o organismo emite e que facilita o diagnóstico precoce da doença. Há uma discussão entre os profissionais da saúde que apontam alguns fatores que podem contribuir para o aparecimento de câncer, como o álcool, por exemplo, que está entre os um dos fatores externos que funcionam como predisponentes.

De fato, existe poucas informações que crie uma relação direta entre a doença e o consumo de bebidas alcoólicas. Já é bem aceito que o abuso do álcool aumenta as chances de tumores como esôfago, estômago e mesmo o fígado. E mais, a revista European Journal of Cancer, em 2010, publicou um artigo sobre o risco de câncer e o consumo de álcool entre homens na Finlândia. Na ocasião, foi identificado uma relação linear entre a ingestão de álcool e o aparecimento de câncer – os homens com maior nível de consumo de álcool apresentaram um risco maior do que os homens com menor nível de consumo. Os valores foram ajustados para fatores como idade, consumo de cigarro, consumo de calorias e capacidade cardiorrespiratória.

Pode-se afirmar que existe uma relação, por menor que seja, que contribui para o aumentar o risco da doença. A recomendação, aceita como segura, para consumo de álcool, segundo a Organização Mundial da Saúde, é de 15 g para mulheres e 30g para homens, o equivalente a três copos de chopes ou apenas uma dose de uísque, por dia.

É importante compreender, que além dos fatores genéticos, que influenciam para o aparecimento de câncer, as atitudes diárias são fundamentais para evitar e combater diversas doenças graves. Manter atividades físicas regularmente, uma alimentação saudável, evitar ambientes poluídos, evitar o tabagismo e cultivar um estilo de vida mais saudável, são dicas básicas que ajudam nessa caminhada. Outro fator fundamental, são as avaliações médicas periódicas, que identificam qualquer anomalia e agiliza no diagnóstico precoce.

Fique atento a qualquer mudança em seu corpo e se tiver algum desconforto procure seu médico!

 

Referência:

– Portal INCA

– Revista European Journal of Cancer

Existe relação entre a vasectomia e a impotência sexual?

Estima-se que mais de 30 milhões de vasectomia já foram realizadas em todo mundo e só no Brasil, este o número pode chegar a 500 mil operados. Apesar de existir um número alto de procedimentos cirúrgicos, algumas questões se tornaram peças-chave na discussão sobre a realização da cirurgia que interrompe a circulação de espermatozoides no sistema reprodutor masculino.

A maioria dos homens chegam aos consultórios com algum desconforto sobre tema, principalmente ligado aos efeitos colaterais. Ou pela falta de informação ou até mesmo por medo. As principais dúvidas são relacionadas a vasectomia e a impotência sexual masculina. Vale a pena ressaltar que o nervo relacionado a ereção não se localiza na mesma área a ser operada e por isso não há risco de lesão.

O fato concreto é que organicamente não existe nenhum prejuízo, nem mesmo vantagem na cirurgia, em relação a potência ou performance sexual. Uma possível vantagem psicológica, no entanto, pode ocorrer depois dos três meses da cirurgia, tempo necessário, em média, para que o controle da cirurgia se mostre efetivo, confirmada a segurança da contracepção. Como não há mais a preocupação com uma possível gestação indesejada, o homem fica mais confortável psicologicamente e pode então ter um melhor desempenho sexual. Além disso, pode haver uma melhora na libido do vasectomizado, devido a essa despreocupação.

 

Referências:

– Entrevista: Vasectomia – Sami Arap – Portal Drauzio Varella

– A vasectomia causa impotência? – Portal Médico Responde

– Portal do Urologia

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

O câncer de próstata, por ser o mais comum tumor sólido que afeta os homens, é uma das doenças que mais envolvem tabus para a população e, com isso, existem diversos mitos sobre a doença, exames e tratamentos. Para auxiliar separamos alguns mitos e verdades sobre o câncer de próstata que muitos pacientes possuem dúvidas.

A vasectomia traz risco de câncer de próstata. (MITO)

Nos anos 1990, foi publicado um estudo que fazia essa associação, logo criticada por muitos. Trabalhos posteriores comprovaram que não existe nenhuma ligação entra a vasectomia e o aparecimento do câncer de próstata, por isso a vasectomia é hoje uma prática muito comum.

Todo homem precisa fazer o exame de toque retal. (VERDADE)

Apesar do exame de sangue, o PSA, ter mais especificidade e sensibilidade, a associação desse exame de sangue com o toque retal aumenta em muito a acurácia do rastreamento. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que, a partir dos 50 anos, o exame deva ser feito todo ano.

O ritmo sexual elevado aumenta o risco de câncer de próstata? (MITO)

A doença está mais relacionada a outros fatores predisponentes, como, por exemplo, a raça negra. Quanto à frequência da atividade sexual não há comprovação de associação.

A única doença que atinge a próstata é o câncer. (MITO)

O câncer é a doença mais divulgada, mas existem outras doenças que podem afetar a próstata, como prostatite e hiperplasia benigna, doença mais comum que o câncer.

Nem todo tumor na próstata é câncer e precisa ser tratado. (VERDADE)

Alguns tumores de baixo potencial agressivo podem ser apenas acompanhados, o que se chama hoje de vigilância ativa. Isso é possível já que a doença atinge uma população já idosa e porque o tumor, de um modo geral, progride lentamente. Nesses casos o acompanhamento médico semestral, ou anual é fundamental.

Câncer de próstata é hereditário. (VERDADE)

Pacientes com parentes que tiveram câncer de próstata apresentam 2,5 vezes mais de chances de apresentar a doença e vai aumentando conforme o número de casos na família.

Após a biópsia da próstata o tumor pode se espalhar pelo corpo (“se mexer pode espalhar”) (MITO)

Está muito bem comprovado que a biópsia da próstata é muito segura nesse sentido, não havendo risco da doença “espalhar”. Se houver indicação, a biópsia deve ser realizada.

PSA que aumenta anualmente mais que 20% pode estar relacionado à câncer (VERDADE)

É o que se chama de velocidade do PSA. Se a cada ano consecutivo há um aumento progressivo de 20% ou mais, há uma chance razoável de a biópsia se fazer necessária

É possível reverter a vasectomia?

   A vasectomia é uma cirurgia que interrompe a circulação de espermatozóides produzidos pelo testículo, ao ligar dois canais que fariam esse transporte. Essa cirurgia, considerada um método definitivo, é usada como contraceptivo por mais de 30 milhões de casais em todo o mundo. O que acontece após a vasectomia é que o sêmen continua sendo produzido da mesma forma, mas  os espermatozóides encontram uma barreira ao seu livre fluxo, o líquido seminal não possui gametas, logo não é possível a fecundação. Importante ressaltar que o volume e as características físicas do ejaculado não mudam em nada após a vasectomia, apenas não há células reprodutivas.
  Porém, quando necessário, é possível sim reverter a vasectomia. Essa reversão pode ser realizada até vários anos após a cirurgia inicial, porém, após 8 anos, as taxas de sucesso diminuem notadamente, pois a medida que o tempo passa fica mais difícil os espermatozoides voltarem a fazer a circulação pelos microscópicos canais do epidídimo e canal deferente. Cirurgias feitas nesse prazo de 4 anos, possuem 90% de chances de sucesso, depois de  8 anos as chances caem para  72%. Os números são melhores em relação à potência do canal, e  consequente presença de espermatozóides no ejaculado.
  Para a reversão é preciso reconectar os dois canais que foram separados na primeira cirurgia, em uma microcirurgia, considerada pouco invasiva, que pode durar entre duas e quatro horas.
Após a microcirurgia, o paciente normalmente tem alta no mesmo dia, mas a recuperação total pode levar em média dez dias, precisando de repouso total nos três primeiros.
Concluindo, apesar de reversível, com taxas de sucesso consideradas boas, antes de ser submetido á vasectomia é importante uma crítica análise, e o entendimento que há métodos não definitivos, no caso de haver dúvidas quanto à fertilidade no futuro.