Câncer deve atingir mais de 295 mil homens em 2016, diz levantamento

No Brasil, já foram registradas mais de 180 mil mortes por câncer em 2013, segundo o último levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Entre os homens, são esperados mais de 295 mil novos casos, neste ano, no qual os mais incidentes serão os de próstata (61.200), pulmão (17.330), cólon e reto (16.660), estômago (12.920), cavidade oral (11.140), esôfago (7.950), bexiga (7.200), laringe (6.360) e leucemias (5.540).

No dia 4 de fevereiro é comemorado o dia que simboliza a conscientização para evitar o câncer. O INCA criou a campanha “Nós podemos. Eu posso”, com dicas de atitudes que podem evitar o aparecimento de doenças graves, como o câncer. São seis pontos para melhorar a qualidade de vida que podem ser seguidos diariamente. Confira aqui.

Neste contexto, é importante dar atenção aos sintomas que o organismo emite e que facilita o diagnóstico precoce da doença. Há uma discussão entre os profissionais da saúde que apontam alguns fatores que podem contribuir para o aparecimento de câncer, como o álcool, por exemplo, que está entre os um dos fatores externos que funcionam como predisponentes.

De fato, existe poucas informações que crie uma relação direta entre a doença e o consumo de bebidas alcoólicas. Já é bem aceito que o abuso do álcool aumenta as chances de tumores como esôfago, estômago e mesmo o fígado. E mais, a revista European Journal of Cancer, em 2010, publicou um artigo sobre o risco de câncer e o consumo de álcool entre homens na Finlândia. Na ocasião, foi identificado uma relação linear entre a ingestão de álcool e o aparecimento de câncer – os homens com maior nível de consumo de álcool apresentaram um risco maior do que os homens com menor nível de consumo. Os valores foram ajustados para fatores como idade, consumo de cigarro, consumo de calorias e capacidade cardiorrespiratória.

Pode-se afirmar que existe uma relação, por menor que seja, que contribui para o aumentar o risco da doença. A recomendação, aceita como segura, para consumo de álcool, segundo a Organização Mundial da Saúde, é de 15 g para mulheres e 30g para homens, o equivalente a três copos de chopes ou apenas uma dose de uísque, por dia.

É importante compreender, que além dos fatores genéticos, que influenciam para o aparecimento de câncer, as atitudes diárias são fundamentais para evitar e combater diversas doenças graves. Manter atividades físicas regularmente, uma alimentação saudável, evitar ambientes poluídos, evitar o tabagismo e cultivar um estilo de vida mais saudável, são dicas básicas que ajudam nessa caminhada. Outro fator fundamental, são as avaliações médicas periódicas, que identificam qualquer anomalia e agiliza no diagnóstico precoce.

Fique atento a qualquer mudança em seu corpo e se tiver algum desconforto procure seu médico!

 

Referência:

– Portal INCA

– Revista European Journal of Cancer

Vigilância ativa para o câncer da próstata

Muitos homens portadores de câncer da próstata, aqueles de baixo potencial agressivo, são hoje manejados de um modo expectante, a chamada vigilância ativa. Alguns hoje oferecem essa conduta para todos os pacientes portadores de câncer da próstata Gleason 6. Estudo publicado no Journal of Urology desse mês de setembro de 2015, Vol 194, (610), por Stephen Overholser, da Universidade do Texas, e colaboradores relata dados do chamado Early Detection Research Network do National Cancer Institute, numa população de 3828 homens. Aproximadamente dois terços dos pacientes acometidos foram manejados com vigilância ativa na época do diagnóstico. Desse grupo, aqueles que optaram por operar, ao invés de aguardar, um terço se mostrou com estádio clínico ou patológico maior que o inicialmente classificado. Esses dados são compatíveis com o que já há hoje publicado e pode orientar a decisão de cada paciente individualmente. É mais uma peça no quebra-cabeça dessa doença comum entre os homens que tem mais de 50 anos de idade

 

Fonte de pesquisa:

Active Surveillance for Prostate Cancer

Men diagnosed with prostate cancer were analyzed in a study from the Early Detection Research Network of the National Cancer Institute ( page 680).5 Two-thirds of men qualified for active surveillance at the time of diagnosis and of those who qualified but chose surgery, a third had pathological upgrading or up staging of the tumors. These findings are in line with prior investigations and add interesting information to the debate about the role of active surveillance for prostate cancer. The Journal of Urology

Volume 194, Issue 3, September 2015, Pages 609–610