Resultados atuais de cistectomia para o tratamento do câncer de bexiga

Técnica da robótica usada para a realização da cistectomia traz melhorias e inovação para o tratamento do câncer de bexiga.

Publicação do mês de junho de 2017, no renomado Journal of Urology, pelo autor Ahmed A. Hussein e colaboradores, reporta estudo multicentrico para o tratamento cirúrgico de câncer, a cistectomia radical com lifadenectomia, usando a robótica.
Foram 1.894 pacientes operados em 23 diferentes hospitais, de 11 países, em busca de recidivas precoces da doença. Do total, 305 (22%) pacientes apresentaram recidivas, dos quais 220 (16%) doença à distância e 154 (11%) recurrência local, 17 (1%) com recidiva no peritôneo (parede interna do abdômen) e 5 (0,4%) nos portais de acesso ao sítio cirúrgico.
As recidivas de 2006 foram de 10% e de 2015 foram de 6%, mostrando uma clara evolução técnica. Fatores preditivos de uma evolução menos favorável foram o estádio do câncer, e a extensão da doença  nos linfonodos, bem como as complicações associadas à cirurgia.
Ficou comprovado, então, que houve uma melhora dos resultados com o aperfeiçoamento da técnica, sendo o resultado final desfavorável, muito mais ligado à gravidade da doença do que à técnica robótica utilizada. No nosso meio ainda não se utiliza o robô, mas a cirurgia laparoscópica pode parear esses resultados satisfatórios, nessa grave patologia.

Câncer de Bexiga – Novos conceitos para a tradicional ressecção trans-uretral

Um dos mais importantes pilares do tratamento do Câncer de Bexiga á a tradicional ressecção trans-uretral. Conceitos já sedimentodos e novo sparadigmas foram publicados na edição OnLine de Fevereiro de 2014, no Journal of Urology por Kyle A. Richards e cols.

Técnica refinada e a experiência do cirurgião mostraram-se fundamentais para a qualidade do procedimento. Ainda mais, o uso da anestesia regional e a re-ressecção nos tumores estádi o T1 mostraram-se importantes ferramentas na condução dessa doença frequente em pacientes idosos e tabagistas.

Os autores concluem que avanços recentes na técnica da ressecção endoscópica de tumores de bexiga facilitaram e aperfeiçoaram o diagnóstico e melhoraram o tratamento do câncer não invasivo da bexiga.

Imagem: Shutterstock/Piotr_pabijan