Escore de Gleason: 3 + 3 é câncer de próstata?

Tumores da próstata apresentam diferentes graus de agressividade – que são analisados de acordo com o escore de Gleason. Entenda melhor sobre o processo no artigo.

Por ser um dos tumores mais comuns entre a população masculina, diversos são os procedimentos que precisam ser feitos no paciente – incluindo o escore de Gleason, uma classificação criada por Donald Gleason, anátomo-patologista norte-americano, para diferenciar os graus de agressividade presentes nos tumores de próstata.

Essa classificação é realizada de acordo com as características das células que compõem o tumor. Portanto, as que são mais parecidas com as da próstata normal possuem grau 1; já as que destoam das células saudáveis possuem grau 5. Muitas vezes, porém, o câncer de próstata tem áreas com diferentes graus – e, essas, normalmente são classificadas a partir das duas áreas que formam a maior parte do câncer. O primeiro número é o grau mais comum do tumor e, o segundo, o menor. Portanto, caso o escore de Gleason seja de 3 + 4 = 7, significa que a maior parte do tumor é de grau 3 e, a menor, de grau 4.

Com relação à somatória 3 + 3 = 6, há evidências científicas que mostram que esse tumor não representaria um verdadeiro câncer, tanto por razões clínicas, do comportamento do tumor, quanto por aspectos estruturais, da cito-genética celular. Um artigo publicado online em junho de 2018, no Journal of Urology, mostra mais sobre esse tema atual e, de certa forma, um pouco controverso.

Os autores, do Johns Hopkins, avaliaram mais de sete mil peças anatômicas obtidas nas cirurgias realizadas entre 2005 e 2016. Em 4% dos casos, mostrou-se doença fora da próstata de uma maneira focal e, em 2,4% dos casos, de maneira não-focal. Desses, em apenas um foi notado a presença de invasão da vesícula seminal, fato que piora o prognóstico. Por conta desses resultados, os autores concluem que a doença deva, sim, continuar a ser nominada câncer.

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Fontes:

Feixe vásculo-nervoso: qual o efeito em mantê-lo na cirurgia do câncer de próstata?

A preservação do feixe vásculo-nervoso durante a cirurgia do câncer de próstata é de suma importância – entenda o porquê.

A próstata é uma glândula localizada logo abaixo da bexiga e que produz parte da substância que compõe o esperma. Ela é a glândula que desenvolve o principal tipo de tumor sólido nos homens – popularmente conhecido como câncer de próstata, condição tratada, na maioria das vezes, por meio de cirurgia (que pode ou não preservar o feixe vásculo-nervoso da região).

Muitos indivíduos diagnosticados com a doença ficam receosos quanto às consequências que ela pode trazer – como a incontinência urinária e a impotência. Em primeiro lugar, a cirurgia do câncer de próstata sempre vai almejar três pontos: o controle do câncer, a preservação da ereção e também da continência urinária. É por isso que, durante o procedimento, a preservação do feixe-vásculo nervoso da região da próstata é muito importante, uma vez que é um cordão por onde passam os nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela ereção.

Atualmente, muitos trabalhos e estudos estão sendo desenvolvidos sobre essa questão, como o CEASAR, um estudo prospectivo, populacional e observacional com pacientes diagnosticados com a doença e tratados cirurgicamente entre 2011 e 2012. No momento da operação, foi observado a preservação ou não de um ou ambos feixes vásculo-nervosos da próstata de 91 homens e, a partir disso, constatou-se que tanto a função sexual como a continência urinária foram preservadas quando os dois feixes vásculo-nervosos foram mantidos.

A prevenção do câncer de próstata se dá por meio de campanhas de conscientização para a realização periódica do exame de toque retal, o qual verifica se a glândula está aumentada ou não, bem como se há a existência de nódulos na região. Além disso, a ida frequente ao urologista é obrigação do paciente também. Por isso, agende uma consulta comigo e esteja em dia com a sua saúde: www.clinicabelluno.com.br | (41) 3242-5353.

Fonte:

CUSTOS E SOBRECARGA GLOBAIS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Estudo publicado em maio de 2018, no “Journal of Urology”, mostra aumento na incidência do câncer de próstata.

Foram publicados no fascículo de maio de 2018, no “Journal of Urology”, os resultados sobre custos e sobrecarga globais e regionais do câncer de próstata. Os dados relatam a incidência, mortalidade e custos da doença no período entre 1990 e 2015. Foram analisadas as mudanças que houveram nesse período, assim como as tendências relacionadas à doença.

Os dados foram obtidos dos sistemas de registro de mortalidade geral e por câncer de cada local, bem como os custos e a morbidade relacionada à doença e ao tratamento específico. Nesse cálculo houve análise da idade média da população, a taxa de crescimento e a incidência da doença propriamente dita.

Observou-se que a incidência da doença aumentou 3,7 vezes no período estudado. Houve também um aumento na idade específica dos pacientes nesse período.

Mostrou-se ainda um leve declínio nas mortes, o qual foi mais notável nos países de renda mais alta, embora que, somente em 2015, houve quase 365.000 mortes pela doença no mundo.

Em conclusão, a pesquisa mostrou um aumento nos custos e na incidência da doença globalmente, com um leve declínio na mortalidade. Isso ocorreu, provavelmente, por conta do avanço tecnológico e conhecimento sobre melhores técnicas cirúrgicas e de radioterapia, bem como no tratamento do bloqueio hormonal e de quimioterapia.

Esse estudo deve ser útil para reforçar a importância da prevenção, a busca pelo diagnóstico precoce e o tratamento do câncer da próstata.

 

Referência bibliográfica: https://www.jurology.com/

Câncer de próstata ganha nova tecnologia que detecta agressividade

Por conta de maior precisão, nova tecnologia garante maior segurança na hora do diagnóstico do câncer de próstata.

Muitos estudos têm sido feitos nos últimos anos acerca de diversas doenças – inclusive sobre o câncer de próstata. Recentemente, por exemplo, pesquisadores da cidade de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram uma nova técnica baseada em biologia molecular e inteligência artificial que auxilia no diagnóstico e terapia desse tipo de câncer. Segundo os estudiosos, saber como o tumor se comporta biologicamente, bem como classificá-lo quanto ao risco de metástase (migração do câncer via sanguínea ou linfática), é fundamental para definir qual o melhor tratamento para aquele estágio.

Esse estudo é importante para a ciência, uma vez que quase 60% dos pacientes com câncer de próstata são submetidos a tratamentos intensivos sem sequer sofrerem de metástase – logo, poderiam ser evitados. Diante disso, amostras são coletadas de pacientes em tratamento no Hospital de Câncer de Barretos, interior de São Paulo, analisadas e comparadas a partir de três grupos:

  • Saudáveis: células que não apresentaram recidiva bioquímica ou sinais de metástase em seis anos.
  • Recidivados: tumores que apresentaram algum tipo de recidiva bioquímica ou metástase em seis anos.
  • Metastáticos: amostras que sofreram metástase em até cinco anos.

A partir da análise dessas amostras, os pesquisadores buscam informações personalizadas de como o tumor se comporta por meio da atividade de moléculas nomeadas microRNAs – pequenos RNAs que não conseguem traduzir a informação do DNA em forma de proteína com função específica. E é justamente nesse processo que entra a nova tecnologia desenvolvida, já que o tumor do paciente é analisado através de um algoritmo que identifica qual perfil biológico ele se encaixa (saudáveis, recidivados ou metastáticos), o que gera, assim, um escore de risco.

A pesquisa conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e já apresenta resultados animadores.

Fonte:

http://jornal.usp.br/ciencias/tecnologia/tecnologia-mais-precisa-detecta-agressividade-de-cancer-de-prostata/

Estudo releva maior eficácia em tratamento para câncer de próstata

O Tratamento Anti-androgênico medicamentoso foi superior à orquiectomia para o bloqueio androgênico no tratamento do câncer de próstata metastático.

Sabemos desde a década de 40 que o bloqueio androgênico é eficaz no tratamento do Câncer de Próstata Metastático. Na década de 90 surgiu a castração bioquímmica, com os análogos do LHRH, e mais recentemente antagonistas do LHRH.
Um artigo publicado no J Urol, de Junho de 2017 por Ostergreen et al, mostra, pela primeira vez, a superioridade da castração bioquímica quando comparada à castração cirúrgica.
Nesse estudo, os autores estudaram 58 pacientes e utilizaram a triptorelina injetável e a orquiectomia (castração cirúrgica) e os níveis de castração, os quais devem ser os mais baixos possíveis. Os pacientes tratados com a medicação tiveram  valores menores do que os pacientes tratados com a cirurgia.
Aguardemos para ver os desdobramentos clínicos desse interessante estudo.

Câncer de próstata: cirurgia robótica ou aberta?

Saiba qual tipo de cirurgia escolher no tratamento do câncer de próstata

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que a partir dos 50 anos, homens avaliem a saúde da próstata através do exame de sangue do antígeno prostático específico (PSA) e do exame do toque. A idade de alerta cai para 40 a 45 anos, para homens afrodescendentes ou que possuam histórico familiar de câncer de próstata. O acompanhamento deve ser anual, uma vez que, em sua fase inicial, onde as chances de cura são altas, a doença não apresenta nenhuma alteração ao paciente, ao urinar ou mesmo dor.

A maior parte dos pacientes com câncer de próstata localizado passa por cirurgia, mas a radioterapia e a chamada vigilância ativa também são alternativas.

De um modo geral, os casos menos agressivos de câncer de próstata são manejados com a vigilância ativa, e quando a expectativa de vida é superior a 10 anos, adota-se o tratamento cirúrgico

Dentre os tipos de procedimentos cirúrgicos, estão o convencional – chamado também de cirurgia aberta – laparoscópica e o robótico.

Independentemente do método, a cirurgia para o tratamento do câncer de próstata é a mesma. Se retira toda a próstata, as vesículas seminais localizadas atrás do órgão e os gânglios linfáticos da região pélvica. Como a uretra masculina passa por dentro da próstata, o médico precisa refazer a sutura da bexiga com a uretra.

A cirurgia aberta tem como pontos negativos um maior tempo de recuperação, maior tempo de internação e maiores chances de sangramento. Já como pontos positivos, o método cirúrgico para tratar o câncer de próstata apresenta baixo custo. O que é impactante no nosso meio.

O procedimento robótico tem como seu principal ponto negativo o alto custo e complexidade. Além de um tempo de hospitalização menor, fazendo com que o retorno às atividades seja mais rápido, também tem como pontos positivos o menor uso de analgésicos.

A cirurgia laparoscópica evoluiu muito nos últimos dez anos e é uma alternativa simplificada ao uso do robô. Tem apresentado também menos sangramento, menos dias de hospitalização e menos uso de analgésicos no pós-operatório, em comparação com a cirurgia aberta

Em resumo, nenhum dos três métodos cirúrgicos para tratar o câncer de próstata mostrou um controle superior à doença oncológica ou das complicações, impotência ou incontinência. Temos indicado o que de melhor pode ser aplicado em cada caso.

O mais importante é que não haja negligência por parte dos homens adiando o acompanhamento médico, já que o câncer de próstata em seu início, não apresenta sintomas. Mas caso eles já estejam presentes, é indispensável o acompanhamento médico especializado para sanar dúvidas e definir o melhor tratamento.

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

O câncer de próstata, por ser o mais comum tumor sólido que afeta os homens, é uma das doenças que mais envolvem tabus para a população e, com isso, existem diversos mitos sobre a doença, exames e tratamentos. Para auxiliar separamos alguns mitos e verdades sobre o câncer de próstata que muitos pacientes possuem dúvidas.

A vasectomia traz risco de câncer de próstata. (MITO)

Nos anos 1990, foi publicado um estudo que fazia essa associação, logo criticada por muitos. Trabalhos posteriores comprovaram que não existe nenhuma ligação entra a vasectomia e o aparecimento do câncer de próstata, por isso a vasectomia é hoje uma prática muito comum.

Todo homem precisa fazer o exame de toque retal. (VERDADE)

Apesar do exame de sangue, o PSA, ter mais especificidade e sensibilidade, a associação desse exame de sangue com o toque retal aumenta em muito a acurácia do rastreamento. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que, a partir dos 50 anos, o exame deva ser feito todo ano.

O ritmo sexual elevado aumenta o risco de câncer de próstata? (MITO)

A doença está mais relacionada a outros fatores predisponentes, como, por exemplo, a raça negra. Quanto à frequência da atividade sexual não há comprovação de associação.

A única doença que atinge a próstata é o câncer. (MITO)

O câncer é a doença mais divulgada, mas existem outras doenças que podem afetar a próstata, como prostatite e hiperplasia benigna, doença mais comum que o câncer.

Nem todo tumor na próstata é câncer e precisa ser tratado. (VERDADE)

Alguns tumores de baixo potencial agressivo podem ser apenas acompanhados, o que se chama hoje de vigilância ativa. Isso é possível já que a doença atinge uma população já idosa e porque o tumor, de um modo geral, progride lentamente. Nesses casos o acompanhamento médico semestral, ou anual é fundamental.

Câncer de próstata é hereditário. (VERDADE)

Pacientes com parentes que tiveram câncer de próstata apresentam 2,5 vezes mais de chances de apresentar a doença e vai aumentando conforme o número de casos na família.

Após a biópsia da próstata o tumor pode se espalhar pelo corpo (“se mexer pode espalhar”) (MITO)

Está muito bem comprovado que a biópsia da próstata é muito segura nesse sentido, não havendo risco da doença “espalhar”. Se houver indicação, a biópsia deve ser realizada.

PSA que aumenta anualmente mais que 20% pode estar relacionado à câncer (VERDADE)

É o que se chama de velocidade do PSA. Se a cada ano consecutivo há um aumento progressivo de 20% ou mais, há uma chance razoável de a biópsia se fazer necessária

Câncer de próstata: quando saber, quando não saber

Você já deve ter ouvido diversas vezes que todo homem com idade entre 50 e 70 anos deve fazer uma avaliação anual da próstata. Mas, há estudos que questionam a real eficácia dessa estratégia na prevenção do câncer de próstata, como a “U.S Preventive Services Task Force” e a Associação Americana de Urologia.

O médico urologista, Manoel Guimarães, esclarece esse dilema no artigo “Câncer de próstata: quando saber, quando não saber”, publicado no caderno Viver Bem, da Gazeta do Povo. Acesse o texto completo aqui.

Cirurgia para o câncer da próstata localmente avançado e de alto risco

Nos dias 12 a 14 de março pudemos participar do já tradicional congresso de Uro-Oncologia coordenado pelo oncologista paulista Fernando Maluf. Todos os mais importantes aspectos do cotidiano da oncologia urológica foram intensamente discutidos, entre vários especialistas nacionais e estrangeiros. O câncer da Próstata mereceu destaque especial. Aproveitei em demasia da visão, conhecimento e experiência do médico marroquino, radicado em Nova York, no Memorial Sloan Kettering, Karim Tuijer (na foto à esquerda). Dr Touijer defendeu a crescente tendência do tratamento cirúrgico no câncer da próstata de alto risco e localmente avançado.

Nova lei garantirá o exame de detecção precoce do câncer de próstata

No último dia 26, em Diário Oficial da União, foi publicada a Lei 13.045. Ela garante a detecção precoce do câncer de próstata pelo SUS.

Isso significa que quando houver a suspeita ou um quadro promissor ao desenvolvimento da doença, um médico do SUS deverá encaminhar o procedimento clínico para o bem da saúde do paciente.

Segundo o Inca, esse é o sexto câncer mais recorrente do mundo (é tamanha a frequência dele que, mesmo afetando apenas homens, ainda é um dos líderes em incidência) e com a representação de 10% dos canceres em homens ou seja, o mais prevalente de todos os tipos. Ainda segundo o Instituto Nacional de Câncer, só nesse final de ano, estima-se que cerca de 68 mil casos de câncer de próstata serão registrados.

Mesmo que a doença seja mais recorrente em idosos, o exame preventivo deve ser feito pelo menos uma vez ao ano após os 40 anos de idade. Outra dica é a ingestão de licopeno, presente em grandes quantidades em tomates cozidos (o cozimento facilita a absorção da substância).

Fique atento a qualquer mudança em sua região genital ou no funcionamento do seu corpo e consulte o mais rápido possível um médico para diagnosticá-lo cedo e aumentar suas chances de cura, independente da doença apresentada.