Feixe vásculo-nervoso: qual o efeito em mantê-lo na cirurgia do câncer de próstata?

A preservação do feixe vásculo-nervoso durante a cirurgia do câncer de próstata é de suma importância – entenda o porquê.

A próstata é uma glândula localizada logo abaixo da bexiga e que produz parte da substância que compõe o esperma. Ela é a glândula que desenvolve o principal tipo de tumor sólido nos homens – popularmente conhecido como câncer de próstata, condição tratada, na maioria das vezes, por meio de cirurgia (que pode ou não preservar o feixe vásculo-nervoso da região).

Muitos indivíduos diagnosticados com a doença ficam receosos quanto às consequências que ela pode trazer – como a incontinência urinária e a impotência. Em primeiro lugar, a cirurgia do câncer de próstata sempre vai almejar três pontos: o controle do câncer, a preservação da ereção e também da continência urinária. É por isso que, durante o procedimento, a preservação do feixe-vásculo nervoso da região da próstata é muito importante, uma vez que é um cordão por onde passam os nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela ereção.

Atualmente, muitos trabalhos e estudos estão sendo desenvolvidos sobre essa questão, como o CEASAR, um estudo prospectivo, populacional e observacional com pacientes diagnosticados com a doença e tratados cirurgicamente entre 2011 e 2012. No momento da operação, foi observado a preservação ou não de um ou ambos feixes vásculo-nervosos da próstata de 91 homens e, a partir disso, constatou-se que tanto a função sexual como a continência urinária foram preservadas quando os dois feixes vásculo-nervosos foram mantidos.

A prevenção do câncer de próstata se dá por meio de campanhas de conscientização para a realização periódica do exame de toque retal, o qual verifica se a glândula está aumentada ou não, bem como se há a existência de nódulos na região. Além disso, a ida frequente ao urologista é obrigação do paciente também. Por isso, agende uma consulta comigo e esteja em dia com a sua saúde: www.clinicabelluno.com.br | (41) 3242-5353.

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Câncer de próstata ganha nova tecnologia que detecta agressividade

Por conta de maior precisão, nova tecnologia garante maior segurança na hora do diagnóstico do câncer de próstata.

Muitos estudos têm sido feitos nos últimos anos acerca de diversas doenças – inclusive sobre o câncer de próstata. Recentemente, por exemplo, pesquisadores da cidade de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram uma nova técnica baseada em biologia molecular e inteligência artificial que auxilia no diagnóstico e terapia desse tipo de câncer. Segundo os estudiosos, saber como o tumor se comporta biologicamente, bem como classificá-lo quanto ao risco de metástase (migração do câncer via sanguínea ou linfática), é fundamental para definir qual o melhor tratamento para aquele estágio.

Esse estudo é importante para a ciência, uma vez que quase 60% dos pacientes com câncer de próstata são submetidos a tratamentos intensivos sem sequer sofrerem de metástase – logo, poderiam ser evitados. Diante disso, amostras são coletadas de pacientes em tratamento no Hospital de Câncer de Barretos, interior de São Paulo, analisadas e comparadas a partir de três grupos:

  • Saudáveis: células que não apresentaram recidiva bioquímica ou sinais de metástase em seis anos.
  • Recidivados: tumores que apresentaram algum tipo de recidiva bioquímica ou metástase em seis anos.
  • Metastáticos: amostras que sofreram metástase em até cinco anos.

A partir da análise dessas amostras, os pesquisadores buscam informações personalizadas de como o tumor se comporta por meio da atividade de moléculas nomeadas microRNAs – pequenos RNAs que não conseguem traduzir a informação do DNA em forma de proteína com função específica. E é justamente nesse processo que entra a nova tecnologia desenvolvida, já que o tumor do paciente é analisado através de um algoritmo que identifica qual perfil biológico ele se encaixa (saudáveis, recidivados ou metastáticos), o que gera, assim, um escore de risco.

A pesquisa conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e já apresenta resultados animadores.

Fonte:

http://jornal.usp.br/ciencias/tecnologia/tecnologia-mais-precisa-detecta-agressividade-de-cancer-de-prostata/