Existe relação entre a vasectomia e a impotência sexual?

Estima-se que mais de 30 milhões de vasectomia já foram realizadas em todo mundo e só no Brasil, este o número pode chegar a 500 mil operados. Apesar de existir um número alto de procedimentos cirúrgicos, algumas questões se tornaram peças-chave na discussão sobre a realização da cirurgia que interrompe a circulação de espermatozoides no sistema reprodutor masculino.

A maioria dos homens chegam aos consultórios com algum desconforto sobre tema, principalmente ligado aos efeitos colaterais. Ou pela falta de informação ou até mesmo por medo. As principais dúvidas são relacionadas a vasectomia e a impotência sexual masculina. Vale a pena ressaltar que o nervo relacionado a ereção não se localiza na mesma área a ser operada e por isso não há risco de lesão.

O fato concreto é que organicamente não existe nenhum prejuízo, nem mesmo vantagem na cirurgia, em relação a potência ou performance sexual. Uma possível vantagem psicológica, no entanto, pode ocorrer depois dos três meses da cirurgia, tempo necessário, em média, para que o controle da cirurgia se mostre efetivo, confirmada a segurança da contracepção. Como não há mais a preocupação com uma possível gestação indesejada, o homem fica mais confortável psicologicamente e pode então ter um melhor desempenho sexual. Além disso, pode haver uma melhora na libido do vasectomizado, devido a essa despreocupação.

 

Referências:

– Entrevista: Vasectomia – Sami Arap – Portal Drauzio Varella

– A vasectomia causa impotência? – Portal Médico Responde

– Portal do Urologia

Dia do Homem também é dia de prevenção

Todos os anos, no dia 15 de julho, é celebrado o Dia Nacional do Homem. A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde e a busca por igualdade entre gêneros, reforçando a importância da prevenção de doenças por meio de exames e consultas periódicas com um médico.

Como o urologista é tido hoje como o médico do homem vemos a oportunidade de chamar a atenção não só dos homens, mas também das esposas, mães, filhas, irmãs desses que são os grandes provedores dos lares brasileiros, e que merecem ter sua saúde sempre em perfeita ordem.

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que os índices relacionados ao acompanhamento médico de rotina ainda estão muito abaixo do ideal. De acordo com a pesquisa, realizada em seis capitais brasileiras com 5 mil homens, 44% dos entrevistados nunca passaram em consulta com um urologista e tampouco realizaram exames preventivos.

O recomendado é que os homens em geral, desde sua infância, tenham oportunidade de diagnosticar alterações como fimose, distopia testicular, e varicocele para falar das mais comuns. Lembrar que o câncer do testículo é o câncer mais comum do adulto jovem até os 40 anos de idade. O adulto jovem tem a fertilidade como fator de atenção, sendo que a metade dos casos de infertilidade pode ter o homem como responsável.

A sexualidade está fortemente presente desde adolescência até os últimos dias de vida da população masculina. O câncer da próstata, o mais comum do homem brasileiro, tem sido alardeado há mais de 30 anos. Para esse fim, frequentar o urologista a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que possuem familiares diretos que sofrem ou já sofreram de câncer de próstata e os de raça negra devem começar as consultas por volta dos 40 anos de idade. E viva a saúde do homem.

Câncer de Bexiga – Novos conceitos para a tradicional ressecção trans-uretral

Um dos mais importantes pilares do tratamento do Câncer de Bexiga á a tradicional ressecção trans-uretral. Conceitos já sedimentodos e novo sparadigmas foram publicados na edição OnLine de Fevereiro de 2014, no Journal of Urology por Kyle A. Richards e cols.

Técnica refinada e a experiência do cirurgião mostraram-se fundamentais para a qualidade do procedimento. Ainda mais, o uso da anestesia regional e a re-ressecção nos tumores estádi o T1 mostraram-se importantes ferramentas na condução dessa doença frequente em pacientes idosos e tabagistas.

Os autores concluem que avanços recentes na técnica da ressecção endoscópica de tumores de bexiga facilitaram e aperfeiçoaram o diagnóstico e melhoraram o tratamento do câncer não invasivo da bexiga.

Imagem: Shutterstock/Piotr_pabijan

Biópsia líquida em câncer da próstata

Com as dificuldades inerentes ao métodos que hoje usamos para o diagnóstico do câncer da próstata, muito se tem tentado para substituir a biópsia da próstata. Resultados intrigantes e promissores usam o conceito novo de células tumorais circulantes, ou biópsia líquida. O método é não invasivo, é reproduzível e tem sido utilizado hoje para o monitoramento da doença prostática avançada. Autores da Universidade do Sul da Califórnia (Hu B et al) publicaram recentemente que não apenas o número dessas células circulantes, mas também características moleculares sofisticadas, podem no futuro substituir a tradicional biópsia.

Foto: Shutterstock/Maksym Dykha

Impotência não representa o fim da vida sexual

A impotência sexual afeta quase a metade dos homens brasileiros, mas, mesmo assim, são poucos os que tocam no assunto. Para desmistificar essa questão e mostrar que a disfunção erétil não é o fim da vida sexual, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) deu início a uma campanha que pretende divulgar os tratamentos disponíveis no país para esse tipo de problema.

De acordo com presidente da SBU, Carlos Eduardo Corradi Fonseca, a intenção é “desmistificar o assunto e garantir acesso à informação sobre todas as soluções disponíveis, fazendo o paciente procurar tratamento adequado”.

Para fazer o diagnóstico da doença, além de analisar hábitos do paciente, o urologista pode solicitar exames de dosagem hormonal e ultrassonografia peniana, para verificar o fluxo sanguíneo.

Uma das causas mais comuns da impotência é a diabetes, que pode danificar vasos que controlam o fluxo de sangue para o pênis. Alcoolismo, tabagismo, depressão, doenças cardiovasculares, uso de medicamentos, problemas hormonais e cirurgias na próstata e no reto também fazem parte da lista de fatores causadores do problema.

Fonte: O Dia

Imagem: Shutterstock/Luchschen

Pesquisa no RS pode resultar em vacina para o câncer de próstata

Uma descoberta realizada há 14 anos levou um pesquisador da PUC-RS, de Porto Alegre, a desenvolver uma pesquisa inovadora, que pode resultar em uma vacina para controlar o avanço do câncer de próstata.

O médico responsável pela descoberta conseguiu fazer com que células que antes ficavam escondidas do sistema imunológico no organismo mudassem de cor e se tornassem visíveis, ao misturar em algumas células doentes umas substâncias chamadas “modulador do sistema imunológico”.

Diversos testes vêm sendo realizados e os dados obtidos têm sido positivos, porém a produção da vacina ainda não tem data prevista.

Fonte: G1

Imagem: Shutterstock/Luiscar74

Testosterona em forma de desodorante chega ao país

Uma nova droga para o tratamento da DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino) chegou recentemente ao mercado em forma de solução alcoólica. Até recentemente havia apenas as apresentações injetáveis e em gel. O remédio é aplicado nas axilas, o que diminui riscos de contaminar outras pessoas com o hormônio, como por exemplo, a parceira sexual. A reposição hormonal só é indicada para homens com níveis de testosterona abaixo do normal e com sintomas que comprometam a qualidade de vida, como baixa libido, perda da massa muscular e osteoporose.

Imagem: Shutterstock/Maridav

Dieta saudável pode aumentar sobrevida de homens com câncer de próstata

Homens que adotam uma dieta baseada na ingestão de mais gorduras saudáveis encontradas em vegetais como frutas, nozes e azeite de oliva têm taxas de sobrevida maiores após um diagnóstico de câncer de próstata do que aqueles cujas dietas se mantém inalteradas.

As descobertas, publicadas no Journal of the American Medical Association (Jama) Internal Medicine, sugerem que mudanças na qualidade da dieta podem ser importante para reduzir o risco de morte entre os homens cujo câncer de próstata ainda não se disseminou para outros órgãos.

“O consumo de óleos saudáveis e nozes aumenta os antioxidantes de plasma e reduz a insulina e a inflamação, que podem deter o avanço do câncer de próstata”, afirmou o principal autor do estudo, Erin Richman, bolsista de pós-doutorado do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística da Universidade da Califórnia em São Francisco.

O estudo foi feito com 4.577 homens diagnosticados com câncer de próstata não-metastático entre 1986 e 2010.

Os cientistas descobriram que os homens que substituíram 10% do total das calorias diárias ingeridas com gorduras vegetais saudáveis no lugar de carboidratos tiveram um risco 29% menor de desenvolver um câncer de próstata letal. Eles também apresentaram um risco 26% menor de morrer consideradas causas diversas.

 

Fonte: Uol Notícias
Imagem: Shutterstock/Anna Maltseva

Novo Tratamento para a Próstata

Em novembro de 2013 o Conselho Federal de Medicina aprovou o procedimento chamado “Embolização Seletiva das Artérias da Próstata” como opção terapêutica em pacientes portadores de Hiperplasia Prostática Benigna.
Esse tratamento não é novo, tendo sido descrito em 2000, pela primeira vez. A maior experiência publicada até hoje foi de 238 pacientes. Nesse estudo os parâmetros objetivos de Fluxometria  mostraram pouca melhora, e o número de pacientes seguidos por 3 anos foi de apenas 8. Novos estudos estão em andamento e novos resultados serão publicados até 2019.
Na nossa opinião, que se espelha no parecer de várias Sociedades Médicas do Brasil e Exterior, incluindo Sociedade Brasileira de Urologia, Associação Americana de Urologia, Associação Européia de Urologia esse tratamento não deve ser recomendado! Apesar de haver outros bons tratamentos cirúrgicos para essa doença, como coagulação à plasma e laser, o padrão ouro é o chamado Ressecção Trans-Uretral da próstata, a qual utiliza eletro-coagulação, é comprovadamente eficaz, e minimamente invasiva.

Uso de laptop no colo pode prejudicar a qualidade do esperma, diz estudo

Usar um computador laptop, como o nome sugere – “lap” significa “colo” -, pode não ser bom para a saúde reprodutiva masculina. E não há muita coisa que se possa fazer a respeito, exceto usar o computador numa mesa, disse Yelim Sheynkin, urologista da Universidade Estadual de Nova York e líder do estudo publicado no periódico Fertility and Sterility.

No estudo, termômetros foram usados para medir a temperatura nos testículos de 29 jovens que equilibravam laptops nos joelhos. Mesmo com uma almofada por baixo do computador, os testículos superaqueceram rapidamente.

“Milhões e milhões de homens estão usando laptops agora, especialmente o que estão numa faixa de idade reprodutiva”, disse Sheynkin. “Com dez ou 15 minutos, sua temperatura escrotal já está acima do que se considera seguro, mas eles não sentem”.

Fonte: Reuters