Causas da impotência sexual

A disfunção erétil ou impotência sexual é caracterizada pela dificuldade recorrente de conseguir ou de manter uma ereção satisfatória. Isso não significa que uma ou outra “falhada” caracterize a doença, mas sim quando ela acontece várias vezes.

Para tratá-la é importante conhecer suas causas, um médico urologista é o profissional mais indicado para esse primeiro diagnóstico, visto que possui maior experiência em relação ao sistema reprodutor masculino e então pode indicar o tratamento mais adequado, dependendo do quadro clínico do paciente.

De maneira geral, as causas da impotência sexual são separadas em duas grandes categorias, as psicológicas e as orgânicas, mas um paciente pode apresentar uma mistura dos dois fatores. A disfunção erétil psicológica normalmente é causada pelo estresse crônico, ansiedade ou depressão, ainda pode ser causada por algum trauma psicológico, fatores religiosos, emocionais e é a causa mais frequente no paciente jovem. Nesse pacientes as ereções noturnas, relacionadas ao sono REM, estão presentes e podem ser notadas eventualmente quando o paciente acorda.

Já nos fatores orgânicos, a grande maioria dos casos, a impotência está relacionada a várias outras doenças e hábitos que, de maneira geral, atrapalham a circulação sanguínea, são elas: diabetes, alterações hormonais, doenças cardiovasculares, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros, medicamentos e até algumas drogas ilícitas.

Muitos homens que sofrem da doença, a atribuem como característica normal do envelhecimento, mas além da piora de qualidade de vida e do impedimento de relações sexuais, há casos em que a impotência sexual, na verdade, é um sintoma de doença vascular, incluindo das coronárias, podendo evoluir para infarto ou isquemia cardíaca. Por isso é de extrema importância consultar um especialista ao apresentar sinais da disfunção erétil, ele poderá indicar o melhor tratamento para cada paciente.

O tramamento se baseia em orientação psicológica quando a alteração é psicogênica, e nos casos orgânicos são usados os inibidores da enzima fosfodiesterase 5 (sildenafil, tadalafil, vardenafil entre outros) e ainda as injeções intra-cavernosas e as próteses penianas.

 

Feridas e manchas: cuidado com a sífilis

Sou médico há trinta anos e confesso que tenho visto mais casos de sífilis recentemente, fato comprovado pelos meus colegas infectologistas. Uma publicação recente detectou prevalência de 1,02% em mulheres grávidas brasileiras (Domingues RM, Rev Saúde Pública, Out 2014).

Essa antiga doença, conhecida como a grande imitadora, se manifesta de formas variadas, mais comumente por feridas na genitália e na região perianal, ou mesmo na boca (sífilis primária) ou por manchas avermelhadas pelo corpo, incluindo palmas e plantas dos pés (sífilis secundária). O período de incubação após o contágio é de 10 a 90 dias. Normalmente a úlcera aparece na terceira semana e persiste por quatro a seis semanas. Curiosamente as úlceras que são normalmente pouco dolorosas, duras e únicas tendem a desaparecer espontaneamente após algumas semanas. É por isso que a sífilis pode evoluir para uma grave doença sistêmica, afetando inclusive o sistema nervoso de forma irreversível.

A liberdade sexual, o HIV, a comunicação mais fácil e rápida, os aglomerados sociais e a crença do jovem de que não há um perigo realmente mortal no relacionamento sem proteção provavelmente são fatores importantes na transmissão da também conhecida como doença de Lues.

Para complicar um pouco o quadro estamos vivenciando em nosso meio uma falta da medicação usada como primeira escolha no tratamento, a penicilina Benzatina.

A principal recomendação é a prevenção, evitando-se o contacto sexual com pessoas suspeitas e desprotegido! O uso de preservativos sabidamente protegem contra essa e outras várias doenças sexualmente transmissíveis

Varicocele no adolescente: Operar ou não operar?

A varicocele atinge 15% da população masculina e é a principal causa detectável de infertilidade masculina.

Como no adolescente a análise seminal pode não ser um dado confiável resta usar o volume testicular, dosagens hormonais e a presença ou não de dor como parâmetros para indicar a cirurgia.Porém, a controvérsia entre operar ou não operar persiste há décadas.

Artigo de ponto e contraponto publicado no J Urol Set 2014 traz o depoimento de dois experts americanos defendendo posições opostas e embasados em farta literatura(Kolon TF X Glassberg KI e Batavia JP). Na nossa formação, fomos treinados a postergar o procedimento, indicando a cirurgia apenas no início da vida adulta, após dois ou mais espermogramas mostrando número e função deprimida dos espermatozoides.

Resta aguardar o futuro para então termos uma recomendação mais científica.