Câncer de próstata: cirurgia robótica ou aberta?

Saiba qual tipo de cirurgia escolher no tratamento do câncer de próstata

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que a partir dos 50 anos, homens avaliem a saúde da próstata através do exame de sangue do antígeno prostático específico (PSA) e do exame do toque. A idade de alerta cai para 40 a 45 anos, para homens afrodescendentes ou que possuam histórico familiar de câncer de próstata. O acompanhamento deve ser anual, uma vez que, em sua fase inicial, onde as chances de cura são altas, a doença não apresenta nenhuma alteração ao paciente, ao urinar ou mesmo dor.

A maior parte dos pacientes com câncer de próstata localizado passa por cirurgia, mas a radioterapia e a chamada vigilância ativa também são alternativas.

De um modo geral, os casos menos agressivos de câncer de próstata são manejados com a vigilância ativa, e quando a expectativa de vida é superior a 10 anos, adota-se o tratamento cirúrgico

Dentre os tipos de procedimentos cirúrgicos, estão o convencional – chamado também de cirurgia aberta – laparoscópica e o robótico.

Independentemente do método, a cirurgia para o tratamento do câncer de próstata é a mesma. Se retira toda a próstata, as vesículas seminais localizadas atrás do órgão e os gânglios linfáticos da região pélvica. Como a uretra masculina passa por dentro da próstata, o médico precisa refazer a sutura da bexiga com a uretra.

A cirurgia aberta tem como pontos negativos um maior tempo de recuperação, maior tempo de internação e maiores chances de sangramento. Já como pontos positivos, o método cirúrgico para tratar o câncer de próstata apresenta baixo custo. O que é impactante no nosso meio.

O procedimento robótico tem como seu principal ponto negativo o alto custo e complexidade. Além de um tempo de hospitalização menor, fazendo com que o retorno às atividades seja mais rápido, também tem como pontos positivos o menor uso de analgésicos.

A cirurgia laparoscópica evoluiu muito nos últimos dez anos e é uma alternativa simplificada ao uso do robô. Tem apresentado também menos sangramento, menos dias de hospitalização e menos uso de analgésicos no pós-operatório, em comparação com a cirurgia aberta

Em resumo, nenhum dos três métodos cirúrgicos para tratar o câncer de próstata mostrou um controle superior à doença oncológica ou das complicações, impotência ou incontinência. Temos indicado o que de melhor pode ser aplicado em cada caso.

O mais importante é que não haja negligência por parte dos homens adiando o acompanhamento médico, já que o câncer de próstata em seu início, não apresenta sintomas. Mas caso eles já estejam presentes, é indispensável o acompanhamento médico especializado para sanar dúvidas e definir o melhor tratamento.

Ejaculação rápida: como evitar?

Confira as dicas para evitar a ejaculação rápida

Considerado um tabu por muitos homens e mulheres, a ejaculação rápida é a ocorrência de um orgasmo mais cedo do que o previsto durante o ato sexual. Quando a situação acontece eventualmente, não muitas vezes, não é considerado um real problema, mas quando tende a se repedir consideravelmente, pode se caracterizar como um problema.

Segundo o Portal Minha Saúde, a ejaculação rápida é uma condição comum e atinge um em cada três homens. No Brasil, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Urologia aponta que até 40% das queixas nos consultórios são sobre esta temática.

Na prática clínica, a denominação sobre ejaculação precoce, chamada hoje no meio médico ejaculação rápida, para fugir do estigma, não estabelece um tempo determinado e considerado normal para o orgasmo masculino. Os estudos médicos definem como a não tolerância em um nível alto de excitação sexual, chegado o homem à ejaculação num tempo em que a parceira não tenha ainda atingido o orgasmo. Biologicamente, para um casal heterossexual, interessado na procriação, o fundamental é que ocorra a ejaculação intra-vaginal, necessária à fecundação. Por isso, antes de começar qualquer tratamento, o ideal é procurar um profissional médico para acompanhar todo o procedimento.

Antes da indicação de drogas para o tratamento, há algumas atividades que ajudam a evitar o problema e melhorar o desempenho sexual. Um dos primeiros pontos é a ansiedade, comum nos portadores da ejaculação rápida. Para isso, uma avaliação psicológica é fundamental, possivelmente o principal pilar do tratamento. Ainda, a tensão muscular, que está ligada diretamente à ejaculação rápida. Para ajudar a administrar a situação, vale investir em atividades que aliviem o quadro, como ioga, alongamento e a prática de exercício físico em geral.

Além disso, o autoconhecimento do corpo é fundamental para o controle emocional e mental durante a relação sexual, que influência no quadro de ejaculação rápida. A masturbação faz parte de uma série de exercícios usados para ajudar o controle. Durante o processo deve-se estimular até o limiar do orgasmo e na sequência parar, antes da ejaculação. O exercício ajuda o corpo e a mente a prologarem a fase de excitação e ainda aumentar o processo de autoconfiança do homem. Praticada essa etapa, o passo seguinte é a masturbação na presença da parceira, já que ela vai precisar entender e participar dessa técnica de dessensibilização.

Outra etapa é a masturbação do homem praticada pela própria parceira, utilizando-se a mesma estratégia: suspender o ato antes da ejaculação. Nesse treinamento, acho ainda fundamental a parceira praticar também uma auto-estimulação, inclusive na presença e a participação do homem, partindo da premissa que por muitas vezes a parceira tem dificuldade ela própria de atingir o orgasmo somente com o coito tradicional vaginal.

Lembrar ainda que, na fisiologia feminina a mulher, diferentemente do homem, é multi-orgásmica. Esse fato deve ser utilizado como adjunto ao tratamento, retirando do paciente portador de ejaculação rápida toda a responsabilidade do sucesso da atividade sexual. A outra parte tem um papel fundamental para o resultado satisfatório do tratamento.

Outro fator que pode fazer diferença é a posição sexual na hora do ato. Algumas posições do coito podem deixar o indivíduo mais tenso, principalmente os movimentos dos os membros superiores, aumentando a velocidade da ejaculação. Opte por posicionamento que alivie a tensão como a parceira por cima. Além de melhorar a qualidade sexual do casal, essas dicas ajudam a evitar a ejaculação rápida.

Caso o tratamento psicológico e essas atividades descritas acima não ajudem e a ejaculação rápida seja recorrente, o ideal é procurar um profissional médico para analisar e buscar alternativas para melhorar a qualidade da vida sexual. Há uma farta quantidade de medicamentos que ajudam sobremaneira promovendo um controle adequado e o sucesso do tratamento.

Existe relação entre a vasectomia e a impotência sexual?

Estima-se que mais de 30 milhões de vasectomia já foram realizadas em todo mundo e só no Brasil, este o número pode chegar a 500 mil operados. Apesar de existir um número alto de procedimentos cirúrgicos, algumas questões se tornaram peças-chave na discussão sobre a realização da cirurgia que interrompe a circulação de espermatozoides no sistema reprodutor masculino.

A maioria dos homens chegam aos consultórios com algum desconforto sobre tema, principalmente ligado aos efeitos colaterais. Ou pela falta de informação ou até mesmo por medo. As principais dúvidas são relacionadas a vasectomia e a impotência sexual masculina. Vale a pena ressaltar que o nervo relacionado a ereção não se localiza na mesma área a ser operada e por isso não há risco de lesão.

O fato concreto é que organicamente não existe nenhum prejuízo, nem mesmo vantagem na cirurgia, em relação a potência ou performance sexual. Uma possível vantagem psicológica, no entanto, pode ocorrer depois dos três meses da cirurgia, tempo necessário, em média, para que o controle da cirurgia se mostre efetivo, confirmada a segurança da contracepção. Como não há mais a preocupação com uma possível gestação indesejada, o homem fica mais confortável psicologicamente e pode então ter um melhor desempenho sexual. Além disso, pode haver uma melhora na libido do vasectomizado, devido a essa despreocupação.

 

Referências:

– Entrevista: Vasectomia – Sami Arap – Portal Drauzio Varella

– A vasectomia causa impotência? – Portal Médico Responde

– Portal do Urologia

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

O câncer de próstata, por ser o mais comum tumor sólido que afeta os homens, é uma das doenças que mais envolvem tabus para a população e, com isso, existem diversos mitos sobre a doença, exames e tratamentos. Para auxiliar separamos alguns mitos e verdades sobre o câncer de próstata que muitos pacientes possuem dúvidas.

A vasectomia traz risco de câncer de próstata. (MITO)

Nos anos 1990, foi publicado um estudo que fazia essa associação, logo criticada por muitos. Trabalhos posteriores comprovaram que não existe nenhuma ligação entra a vasectomia e o aparecimento do câncer de próstata, por isso a vasectomia é hoje uma prática muito comum.

Todo homem precisa fazer o exame de toque retal. (VERDADE)

Apesar do exame de sangue, o PSA, ter mais especificidade e sensibilidade, a associação desse exame de sangue com o toque retal aumenta em muito a acurácia do rastreamento. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que, a partir dos 50 anos, o exame deva ser feito todo ano.

O ritmo sexual elevado aumenta o risco de câncer de próstata? (MITO)

A doença está mais relacionada a outros fatores predisponentes, como, por exemplo, a raça negra. Quanto à frequência da atividade sexual não há comprovação de associação.

A única doença que atinge a próstata é o câncer. (MITO)

O câncer é a doença mais divulgada, mas existem outras doenças que podem afetar a próstata, como prostatite e hiperplasia benigna, doença mais comum que o câncer.

Nem todo tumor na próstata é câncer e precisa ser tratado. (VERDADE)

Alguns tumores de baixo potencial agressivo podem ser apenas acompanhados, o que se chama hoje de vigilância ativa. Isso é possível já que a doença atinge uma população já idosa e porque o tumor, de um modo geral, progride lentamente. Nesses casos o acompanhamento médico semestral, ou anual é fundamental.

Câncer de próstata é hereditário. (VERDADE)

Pacientes com parentes que tiveram câncer de próstata apresentam 2,5 vezes mais de chances de apresentar a doença e vai aumentando conforme o número de casos na família.

Após a biópsia da próstata o tumor pode se espalhar pelo corpo (“se mexer pode espalhar”) (MITO)

Está muito bem comprovado que a biópsia da próstata é muito segura nesse sentido, não havendo risco da doença “espalhar”. Se houver indicação, a biópsia deve ser realizada.

PSA que aumenta anualmente mais que 20% pode estar relacionado à câncer (VERDADE)

É o que se chama de velocidade do PSA. Se a cada ano consecutivo há um aumento progressivo de 20% ou mais, há uma chance razoável de a biópsia se fazer necessária

Causas da impotência sexual

A disfunção erétil ou impotência sexual é caracterizada pela dificuldade recorrente de conseguir ou de manter uma ereção satisfatória. Isso não significa que uma ou outra “falhada” caracterize a doença, mas sim quando ela acontece várias vezes.

Para tratá-la é importante conhecer suas causas, um médico urologista é o profissional mais indicado para esse primeiro diagnóstico, visto que possui maior experiência em relação ao sistema reprodutor masculino e então pode indicar o tratamento mais adequado, dependendo do quadro clínico do paciente.

De maneira geral, as causas da impotência sexual são separadas em duas grandes categorias, as psicológicas e as orgânicas, mas um paciente pode apresentar uma mistura dos dois fatores. A disfunção erétil psicológica normalmente é causada pelo estresse crônico, ansiedade ou depressão, ainda pode ser causada por algum trauma psicológico, fatores religiosos, emocionais e é a causa mais frequente no paciente jovem. Nesse pacientes as ereções noturnas, relacionadas ao sono REM, estão presentes e podem ser notadas eventualmente quando o paciente acorda.

Já nos fatores orgânicos, a grande maioria dos casos, a impotência está relacionada a várias outras doenças e hábitos que, de maneira geral, atrapalham a circulação sanguínea, são elas: diabetes, alterações hormonais, doenças cardiovasculares, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros, medicamentos e até algumas drogas ilícitas.

Muitos homens que sofrem da doença, a atribuem como característica normal do envelhecimento, mas além da piora de qualidade de vida e do impedimento de relações sexuais, há casos em que a impotência sexual, na verdade, é um sintoma de doença vascular, incluindo das coronárias, podendo evoluir para infarto ou isquemia cardíaca. Por isso é de extrema importância consultar um especialista ao apresentar sinais da disfunção erétil, ele poderá indicar o melhor tratamento para cada paciente.

O tramamento se baseia em orientação psicológica quando a alteração é psicogênica, e nos casos orgânicos são usados os inibidores da enzima fosfodiesterase 5 (sildenafil, tadalafil, vardenafil entre outros) e ainda as injeções intra-cavernosas e as próteses penianas.

 

Câncer de testículo, altas chances de cura com um diagnóstico precoce

O câncer de testículo afeta, na maioria das vezes, homens entre 15 e 50 anos – sendo o tumor sólido mais comum dos homens até os 45 anos de idade. Pode ser facilmente detectado e possui um baixo nível de mortalidade. As causas desse mal não são plenamente conhecidas, porém ela é mais recorrente em homens brancos. A criptorquidia (a permanência do testículo fora da bolsa escrotal após o nascimento, é quando o testículo “não desce”) é outro fator predisponente. O trauma escrotal pode ainda estar relacionado, e é comum a descoberta após um trauma, já que esse chama a atenção para possíveis alterações no testículo.

O sintoma mais perceptível e comum é a presença de um nódulo indolor na região, porém outros sinais também são aparentes, como o aumento ou de volume escrotal, dor ou crescimento nos mamilos e, em estados mais avançados, massas ou dores abdominais e tosse.

Previna-se: faça o autoexame mensalmente, basta tocar os testículos, um de cada vez, com os dedos indicador, médio e polegar. Alguns homens acham que a hora do banho é apropriada para essa manobra. Conheça bem seu próprio corpo. A presença de algo estranho, um endurecimento no interior do escroto, sentir um nódulo duro, pétreo, “lenhoso”, aumento de volume, mudança da forma ou asensação de peso no escroto seriam sinais de alerta. Procure seu urologista de confiança para tirar qualquer dúvida.

Se houver a suspeita de câncer de testículo, uma ultrassonografia escrotal poderá identificar a situação do câncer. Também podem ser feitos exames de sangue (Alfafetoproteína, Beta-HCG, LDH) que servem para diagnosticar e ainda estadiar a doença.

O tratamento pode ser feito cirurgicamente, com a retirada do testículo doente. É comum, hoje, a colocação de uma prótese para se preservar a imagem corporal. Em quadros avançados da doença, é necessária a quimioterapia, acompanhada ou não de radioterapia. Em qualquer caso, desde que se mantenha um dos testículos saudáveis, as funções reprodutivas e sexuais não são comumente afetadas.

No tratamento de tumores metastáticos pode sim, ocorrer a infertilidade. Por isso um urologista deve ser consultado para que possa coletar esperma se, posteriormente, o paciente desejar ter filhos.

O autoexame é a melhor arma contra esse mal, ele é de fácil identificação e tratamento, porém deve ser tratado o quanto antes possível para que não ocorram danos permanentes ou até mesmo a morte.

Fumante? Cuidado com o câncer de bexiga

Também conhecido como carcinoma urotelial, o câncer de bexiga surge, em 90% dos casos, no revestimento interno da bexiga (órgão onde fica armazenada a urina). Não se sabe ao certo quais são as causas desse mal, porém se tem evidências de que em cerca de metade dos casos em pessoas do sexo masculino há um histórico de vício em tabagismo; outro grupo de risco são aqueles que trabalham, ou entram em contato direto, com materiais que são cancerígenos, como corantes, borracha, couro, alumínio e pesticidas.

Os sintomas mais comuns podem ser apresentados em outras doenças do trato urinário, por isso sempre consulte um urologista para a avaliação da sua saúde. A mais recorrente em cerca de 80% dos casos, é a presença de sangue visível a olho nu na urina; além disso, também podem ocorrer dores abdominais, dor ou sensibilidade nos ossos, fadiga, dor ao urinar, aumento de frequência de urinar, assim como a urgência em urinar, perda de peso e incontinência urinária.

O diagnóstico é feito por exames que podem incluir a cistoscopia (exame da parte interior da bexiga com uma câmera); a biópsia, que geralmente é feita com a cistoscopia; tomografias; ou análise de urina. Caso exista a confirmação, serão feitos mais exames para determinar em que estágio de progressão o câncer está, ele varia de 0 a 4, e assim determinar o melhor tratamento para cada caso.

Nos estágios 0 e 1, é indicada a remoção do tumor sem remover a bexiga e a quimioterapia aplicada diretamente na região afetada. Nos 2 e 3, há a remoção total ou parcial do órgão, acompanhado de quimioterapia. Já no último estágio, as chances de sobrevivência do paciente são extremamente reduzidas e uma cirurgia é um processo muito agressivo a eles, por isso a indicação é usar apenas a quimioterapia.

De maneira geral, o câncer de bexiga tem um prognóstico melhor a medida que seja detectado mais precocemente.  Apesar de nos primeiros estágios a chance de reincidência seja alta, o tratamento tem uma boa resposta. Para se prevenir, afaste-se de cigarros ou ambientes muito esfumaçados e da exposição a produtos químicos cancerígenos.

Câncer peniano, é fácil se prevenir

O câncer de pênis é pouco comum na população masculina aqui no sul do Brasil, porém é frequente em homens do norte e nordeste. A baixa frequência, no entanto, não exclui a atenção que lhe deve ser dada. A incidência dessa patologia, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), representou 2% de todos os cânceres registrados no Brasil, em 2010. O tratamento é bastante eficaz, mas as chances de aparecimento são aumentadas em pessoas que não tem acesso à chuveiros para o banho diário e por isso não cuidam da higiene de maneira correta.

O principal sinal da doença é uma ferida que não cicatriza após 2 a 3 meses! Sintomas podem ser identificados com a observação de alguma dessas outras alterações: nódulos na glande (cabeça do pênis), no prepúcio (pele que recobre a glande) ou no corpo do pênis; mudança de cor ou textura da pele, alteração da cor da pele da região, presença de placas vermelho-vivo ou verrugas. O esmegma, secreção branca resultante da descamação celular e tem cheiro forte, é um fator predisponente.

O diagnóstico é feito pelo exame da ferida  e confirmado por biópsia. Quanto mais cedo houver a confirmação da doença, mais rápido e fácil é o tratamento. A prevenção do câncer está bastante associada aos hábitos de higiene pessoal, deve-se lavar o pênis com água e sabão diariamente e depois de relações sexuais, assim como utilizar preservativos.

Há uma considerável redução da incidência em pessoas circuncidadas, chegando a 0% em países em que a religião predominante estimula a prática da circuncisão em crianças. Homens que já possuem algum vírus da família HPV estão mais sujeitos a desenvolverem esse câncer. Em áreas rurais, pode ser comum homens terem relações sexuais com animais (zoofilia) e essa prática possivelmente aumente as chances do surgimento do câncer peniano.

O tratamento irá depender da gravidade da situação, em diagnósticos precoces uma cirurgia de remoção de tecido canceroso ou ressecção a laser pode ser feita. Já em casos graves, pode ser necessária a amputação parcial ou total do pênis (penectomia). Devido à função sexual e reprodutiva, qualquer procedimento para tratar esse câncer é feito com a premissa de preservar a maior quantidade possível de tecido, com retirada de toda a lesão, deixando uma margem livre de pelo menos 5 a 20 mm. De uma maneira geral, desde que o caso não seja grave, a função sexual fica preservada após o tratamento.

O cuidado com a higiene pessoal, a atenção com a região peniana e a visita frequente a um urologista são os fatores necessários para uma vida saudável e livre desse mal.

Lembre-se, o médico urologista é um profissional que deve usar seu conhecimento para tratar e orientar os pacientes, e não ridicularizá-los. Por isso, não tema em consultá-lo ao perceber sinais estranhos.

Dia do Homem também é dia de prevenção

Todos os anos, no dia 15 de julho, é celebrado o Dia Nacional do Homem. A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde e a busca por igualdade entre gêneros, reforçando a importância da prevenção de doenças por meio de exames e consultas periódicas com um médico.

Como o urologista é tido hoje como o médico do homem vemos a oportunidade de chamar a atenção não só dos homens, mas também das esposas, mães, filhas, irmãs desses que são os grandes provedores dos lares brasileiros, e que merecem ter sua saúde sempre em perfeita ordem.

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que os índices relacionados ao acompanhamento médico de rotina ainda estão muito abaixo do ideal. De acordo com a pesquisa, realizada em seis capitais brasileiras com 5 mil homens, 44% dos entrevistados nunca passaram em consulta com um urologista e tampouco realizaram exames preventivos.

O recomendado é que os homens em geral, desde sua infância, tenham oportunidade de diagnosticar alterações como fimose, distopia testicular, e varicocele para falar das mais comuns. Lembrar que o câncer do testículo é o câncer mais comum do adulto jovem até os 40 anos de idade. O adulto jovem tem a fertilidade como fator de atenção, sendo que a metade dos casos de infertilidade pode ter o homem como responsável.

A sexualidade está fortemente presente desde adolescência até os últimos dias de vida da população masculina. O câncer da próstata, o mais comum do homem brasileiro, tem sido alardeado há mais de 30 anos. Para esse fim, frequentar o urologista a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que possuem familiares diretos que sofrem ou já sofreram de câncer de próstata e os de raça negra devem começar as consultas por volta dos 40 anos de idade. E viva a saúde do homem.

Câncer de Bexiga – Novos conceitos para a tradicional ressecção trans-uretral

Um dos mais importantes pilares do tratamento do Câncer de Bexiga á a tradicional ressecção trans-uretral. Conceitos já sedimentodos e novo sparadigmas foram publicados na edição OnLine de Fevereiro de 2014, no Journal of Urology por Kyle A. Richards e cols.

Técnica refinada e a experiência do cirurgião mostraram-se fundamentais para a qualidade do procedimento. Ainda mais, o uso da anestesia regional e a re-ressecção nos tumores estádi o T1 mostraram-se importantes ferramentas na condução dessa doença frequente em pacientes idosos e tabagistas.

Os autores concluem que avanços recentes na técnica da ressecção endoscópica de tumores de bexiga facilitaram e aperfeiçoaram o diagnóstico e melhoraram o tratamento do câncer não invasivo da bexiga.

Imagem: Shutterstock/Piotr_pabijan