Diminuição da libido e disfunção erétil em pacientes tratados para hiperplasia da próstata

Homens portadores do aumento benigno da próstata necessitam passar por tratamentos com remédios que podem levar a efeitos indesejáveis.

O tratamento para homens portadores do aumento benigno da próstata progrediu muito nos últimos anos. Medicações conhecidas como inibidores da enzima 5-Alfa-Redutase (Finasterida, Dutasterida) e também outra categoria, os bloqueadores alfadrenérgicos (Doxazosina, Tansulosina, entre outros) têm sido usados exclusivamente ou em associação.

Um estudo publicado em 2016 por um grupo italiano (Favilla V; Aging Male 2016; 19: 175–181) analisou os efeitos dessas medicações sobre a libido e ereção, tanto em separado como em associação. Os autores compilaram várias publicações que incluíram mais de 6.000 pacientes. A taxa de disfunção erétil foi maior no grupo que usou as duas medicações, no total 7,9% dos pacientes. A taxa de diminuição da libido foi maior também nesse mesmo grupo, somando 3,7%.

Considerando os benefícios que o tratamento traz, com melhora da micção e da qualidade de vida relacionada, a que se balancear entre o custo e o benefício do tratamento clínico. Portanto, mesmo que nem sempre soe bem, a melhor alternativa para esses casos é a cirurgia!

Existe relação entre a vasectomia e a impotência sexual?

Estima-se que mais de 30 milhões de vasectomia já foram realizadas em todo mundo e só no Brasil, este o número pode chegar a 500 mil operados. Apesar de existir um número alto de procedimentos cirúrgicos, algumas questões se tornaram peças-chave na discussão sobre a realização da cirurgia que interrompe a circulação de espermatozoides no sistema reprodutor masculino.

A maioria dos homens chegam aos consultórios com algum desconforto sobre tema, principalmente ligado aos efeitos colaterais. Ou pela falta de informação ou até mesmo por medo. As principais dúvidas são relacionadas a vasectomia e a impotência sexual masculina. Vale a pena ressaltar que o nervo relacionado a ereção não se localiza na mesma área a ser operada e por isso não há risco de lesão.

O fato concreto é que organicamente não existe nenhum prejuízo, nem mesmo vantagem na cirurgia, em relação a potência ou performance sexual. Uma possível vantagem psicológica, no entanto, pode ocorrer depois dos três meses da cirurgia, tempo necessário, em média, para que o controle da cirurgia se mostre efetivo, confirmada a segurança da contracepção. Como não há mais a preocupação com uma possível gestação indesejada, o homem fica mais confortável psicologicamente e pode então ter um melhor desempenho sexual. Além disso, pode haver uma melhora na libido do vasectomizado, devido a essa despreocupação.

 

Referências:

– Entrevista: Vasectomia – Sami Arap – Portal Drauzio Varella

– A vasectomia causa impotência? – Portal Médico Responde

– Portal do Urologia

Causas da impotência sexual

A disfunção erétil ou impotência sexual é caracterizada pela dificuldade recorrente de conseguir ou de manter uma ereção satisfatória. Isso não significa que uma ou outra “falhada” caracterize a doença, mas sim quando ela acontece várias vezes.

Para tratá-la é importante conhecer suas causas, um médico urologista é o profissional mais indicado para esse primeiro diagnóstico, visto que possui maior experiência em relação ao sistema reprodutor masculino e então pode indicar o tratamento mais adequado, dependendo do quadro clínico do paciente.

De maneira geral, as causas da impotência sexual são separadas em duas grandes categorias, as psicológicas e as orgânicas, mas um paciente pode apresentar uma mistura dos dois fatores. A disfunção erétil psicológica normalmente é causada pelo estresse crônico, ansiedade ou depressão, ainda pode ser causada por algum trauma psicológico, fatores religiosos, emocionais e é a causa mais frequente no paciente jovem. Nesse pacientes as ereções noturnas, relacionadas ao sono REM, estão presentes e podem ser notadas eventualmente quando o paciente acorda.

Já nos fatores orgânicos, a grande maioria dos casos, a impotência está relacionada a várias outras doenças e hábitos que, de maneira geral, atrapalham a circulação sanguínea, são elas: diabetes, alterações hormonais, doenças cardiovasculares, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros, medicamentos e até algumas drogas ilícitas.

Muitos homens que sofrem da doença, a atribuem como característica normal do envelhecimento, mas além da piora de qualidade de vida e do impedimento de relações sexuais, há casos em que a impotência sexual, na verdade, é um sintoma de doença vascular, incluindo das coronárias, podendo evoluir para infarto ou isquemia cardíaca. Por isso é de extrema importância consultar um especialista ao apresentar sinais da disfunção erétil, ele poderá indicar o melhor tratamento para cada paciente.

O tramamento se baseia em orientação psicológica quando a alteração é psicogênica, e nos casos orgânicos são usados os inibidores da enzima fosfodiesterase 5 (sildenafil, tadalafil, vardenafil entre outros) e ainda as injeções intra-cavernosas e as próteses penianas.

 

Novo alento para impotência sexual

Estudo publicado por um grupo americano (Mulhall e cols, J Urol, Jun 2013) relata boa resposta com a nova droga Avanafil em pacientes submetidos à prostatectomia radical para o tratamento do câncer da próstata e portadores de disfunção erétil. Foram estudados 298 homens e a resposta foi positiva em 85% do grupo tratado. Apesar dessa medicação ainda não estar disponível para uso clínico, é mais um alento para essa população grande de pacientes.