Existe relação entre a vasectomia e a impotência sexual?

Estima-se que mais de 30 milhões de vasectomia já foram realizadas em todo mundo e só no Brasil, este o número pode chegar a 500 mil operados. Apesar de existir um número alto de procedimentos cirúrgicos, algumas questões se tornaram peças-chave na discussão sobre a realização da cirurgia que interrompe a circulação de espermatozoides no sistema reprodutor masculino.

A maioria dos homens chegam aos consultórios com algum desconforto sobre tema, principalmente ligado aos efeitos colaterais. Ou pela falta de informação ou até mesmo por medo. As principais dúvidas são relacionadas a vasectomia e a impotência sexual masculina. Vale a pena ressaltar que o nervo relacionado a ereção não se localiza na mesma área a ser operada e por isso não há risco de lesão.

O fato concreto é que organicamente não existe nenhum prejuízo, nem mesmo vantagem na cirurgia, em relação a potência ou performance sexual. Uma possível vantagem psicológica, no entanto, pode ocorrer depois dos três meses da cirurgia, tempo necessário, em média, para que o controle da cirurgia se mostre efetivo, confirmada a segurança da contracepção. Como não há mais a preocupação com uma possível gestação indesejada, o homem fica mais confortável psicologicamente e pode então ter um melhor desempenho sexual. Além disso, pode haver uma melhora na libido do vasectomizado, devido a essa despreocupação.

 

Referências:

– Entrevista: Vasectomia – Sami Arap – Portal Drauzio Varella

– A vasectomia causa impotência? – Portal Médico Responde

– Portal do Urologia

Causas da impotência sexual

A disfunção erétil ou impotência sexual é caracterizada pela dificuldade recorrente de conseguir ou de manter uma ereção satisfatória. Isso não significa que uma ou outra “falhada” caracterize a doença, mas sim quando ela acontece várias vezes.

Para tratá-la é importante conhecer suas causas, um médico urologista é o profissional mais indicado para esse primeiro diagnóstico, visto que possui maior experiência em relação ao sistema reprodutor masculino e então pode indicar o tratamento mais adequado, dependendo do quadro clínico do paciente.

De maneira geral, as causas da impotência sexual são separadas em duas grandes categorias, as psicológicas e as orgânicas, mas um paciente pode apresentar uma mistura dos dois fatores. A disfunção erétil psicológica normalmente é causada pelo estresse crônico, ansiedade ou depressão, ainda pode ser causada por algum trauma psicológico, fatores religiosos, emocionais e é a causa mais frequente no paciente jovem. Nesse pacientes as ereções noturnas, relacionadas ao sono REM, estão presentes e podem ser notadas eventualmente quando o paciente acorda.

Já nos fatores orgânicos, a grande maioria dos casos, a impotência está relacionada a várias outras doenças e hábitos que, de maneira geral, atrapalham a circulação sanguínea, são elas: diabetes, alterações hormonais, doenças cardiovasculares, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros, medicamentos e até algumas drogas ilícitas.

Muitos homens que sofrem da doença, a atribuem como característica normal do envelhecimento, mas além da piora de qualidade de vida e do impedimento de relações sexuais, há casos em que a impotência sexual, na verdade, é um sintoma de doença vascular, incluindo das coronárias, podendo evoluir para infarto ou isquemia cardíaca. Por isso é de extrema importância consultar um especialista ao apresentar sinais da disfunção erétil, ele poderá indicar o melhor tratamento para cada paciente.

O tramamento se baseia em orientação psicológica quando a alteração é psicogênica, e nos casos orgânicos são usados os inibidores da enzima fosfodiesterase 5 (sildenafil, tadalafil, vardenafil entre outros) e ainda as injeções intra-cavernosas e as próteses penianas.

 

Dia do Homem também é dia de prevenção

Todos os anos, no dia 15 de julho, é celebrado o Dia Nacional do Homem. A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde e a busca por igualdade entre gêneros, reforçando a importância da prevenção de doenças por meio de exames e consultas periódicas com um médico.

Como o urologista é tido hoje como o médico do homem vemos a oportunidade de chamar a atenção não só dos homens, mas também das esposas, mães, filhas, irmãs desses que são os grandes provedores dos lares brasileiros, e que merecem ter sua saúde sempre em perfeita ordem.

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que os índices relacionados ao acompanhamento médico de rotina ainda estão muito abaixo do ideal. De acordo com a pesquisa, realizada em seis capitais brasileiras com 5 mil homens, 44% dos entrevistados nunca passaram em consulta com um urologista e tampouco realizaram exames preventivos.

O recomendado é que os homens em geral, desde sua infância, tenham oportunidade de diagnosticar alterações como fimose, distopia testicular, e varicocele para falar das mais comuns. Lembrar que o câncer do testículo é o câncer mais comum do adulto jovem até os 40 anos de idade. O adulto jovem tem a fertilidade como fator de atenção, sendo que a metade dos casos de infertilidade pode ter o homem como responsável.

A sexualidade está fortemente presente desde adolescência até os últimos dias de vida da população masculina. O câncer da próstata, o mais comum do homem brasileiro, tem sido alardeado há mais de 30 anos. Para esse fim, frequentar o urologista a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que possuem familiares diretos que sofrem ou já sofreram de câncer de próstata e os de raça negra devem começar as consultas por volta dos 40 anos de idade. E viva a saúde do homem.

Incapacidade de ereção tem tratamento

A Impotência sexual consiste na incapacidade de obter e manter ereção satisfatória para o ato sexual. Disfunção erétil é o termo médico para tal condição. É importante reconhecer que esse problema pode estar presente mesmo quando o desejo e o orgasmo (ejaculação) estejam presentes.

É a doença mais comum do sexo masculino e infelizmente, a menos tratada do mundo. Vale a pena ressaltar a importância de procurar um especialista para o tratamento. A causa para tal déficit pode ser psicológica, neurológica, hormonal, ou até mesmo pelo uso de drogas, álcool e antidepressivos.