FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À PRIMEIRA INFECÇÃO URINÁRIA

A infecção urinária é muito comum nas mulheres jovens. Até os 24 anos de idade, a grande maioria das moças já tiveram de ser medicadas para essa doença. Dez por cento da população feminina pode ser afetada no período de um ano e 60% das mulheres podem necessitar tratamento pelo menos uma vez na vida
Estudo recente, publicado em 2013 (Charles R. Vincent e cols, J Urol) relata os fatores de risco associados ao primeiro episódio de infecção urinária em mulheres jovens. Os resultados mostraram que as mulheres que tiveram atividade sexual (masturbação, uso dispositivos vaginais – vibradores, sexo vaginal e sexo oral) foram mais acometidas com infecção. Mostraram ainda correlação com a infecção o maior número de parceiros a maior frequência sexual. Um dado obtido ainda foi que o consumo de álcool esteve relacionado ao comportamento sexual específico dessas jovens.
Esses resultados são compatíveis com uma série de outras publicações e já consolidados na literatura.
Para essa população, outros fatores bem determinados que predispõe à infecção são alterações anatômicas do trato urinária que levem à obstrução, refluxo vésico-ureteral, diabetes, HIV, lesões da medula espinhal e gestação

Usar camisinha diminui o risco de infecção?

Geralmente, as pessoas relacionam o uso da camisinha apenas como sendo um método contraceptivo. Mas, na verdade, a camisinha é a maior proteção que existe para o aparelho sexual tanto de homens quanto de mulheres.

A infecção urinária acontece quando bactérias se alojam nos tratos urinários, geralmente trazidas do intestino. O índice de mulheres com infecção urinária é superior aos homens, quase 50% das mulheres se não tiveram, terão essa infecção futuramente. Isso ocorre pelo órgão sexual feminino ser mais exposto do que o masculino.

Vários motivos levam à infecção urinária como a higiene inadequada, uma predisposição do próprio indivíduo (as células do revestimento uretral têm receptores para essas bactérias), muito tempo sem esvaziar a bexiga, e também o ato sexual.

Se um dos parceiros no ato sexual for portador de uma bactéria que cause principalmente a uretrite, ou vulvovaginite, e sem a proteção da camisinha, as chances de contaminar o(a) parceiro(a) são altas. As infecções relacionadas mais comuns são por Chlamydia, Gonococo, Trichomonas, entre outras. Vale a pena ressaltar que, por vezes, pessoas são portadoras assintomáticas desses micro-organismos.

A camisinha não só previne a gravidez como também protege contra todas as doenças sexualmente transmissíveis.  Atualmente, há um crescente número de casos de sífilis, gonorréia, HPV e Herpes simples genital. Sexo seguro é com camisinha.

Consulte sempre um urologista para uma orientação correta.

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Diferença entre a uretra masculina e a feminina

A uretra é um canal membranoso, que faz parte do sistema urinário, que é parte importante do trabalho do médico urologista. O órgão se inicia na bexiga e termina no pênis ou na vulva. É a última parte das vias urinárias e por onde a urina é eliminada. Nas mulheres, a uretra tem apenas a função de levar a urina para fora do corpo. Já nos homens, há ainda a função reprodutiva.

A uretra feminina é mais simples que a masculina: localiza-se logo atrás do púbis e antes da vagina. Na mulher, a uretra é mais curta com certa de 5 cm de comprimento e 8 mm de diâmetro. Enquanto que a uretra masculina é mais complexa e tem cerca de 16 cm e de 8 e 10 mm de diâmetro, desde a bexiga até o final do pênis.

A uretra masculina tem três partes: prostática, membranosa e esponjosa. A primeira inicia-se logo após a saída do colo vesical até a extremidade inferior da próstata, atravessando a glândula prostática. A segunda está envolvida por uma densa camada de músculo esquelético, que constitui o esfíncter externo uretral (o esfíncter voluntário), e vai desde a próstata até a raiz do pênis. A terceira é a mais longa, segue o corpo esponjoso do pênis e termina no meato da glande.

No homem, a uretra é a parte final do sistema reprodutor. Na região média, os espermatozoides passam até chegar à próstata. Já na mulher, a uretra desce em direção reta até a vulva, sem passar pelos órgãos reprodutores.

Patologias relacionadas comuns nas mulheres são: incontinência urinária; as infecções, chamadas uretrites; as fístulas; os divertículos, que são saculações da parede do órgão, e mais raramente as estenoses.

Nos homens vemos mais comumente as estenoses; uretrites; condilomas virais (HPV); estenose do meato uretral, hipospádias.

Lembre-se: o médico urologista cuida do sistema urinário de homens e mulheres. Consultas periódicas podem prevenir complicações.

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Beber bastante água evita casos leves de infecção urinária

A infecção urinária é mais comum em mulheres do que em homens pelo fato de a uretra feminina ser mais curta e ainda localizada numa região mais próxima ao ânus, quando comparamos com a uretra masculina. Isso facilita o acesso de entrada, bem como a subida e propagação de bactérias no trato urinário, predispondo à infecção urinária. Mas, saiba que é possível evitar a infecção urinária leve com o simples hábito de ingerir bastante água, e ainda urinar de uma maneira periódica e frequente.

Quando a infecção atinge a uretra, é chamada de uretrite. Ao chegar à bexiga, é cistite. A cistite é a infecção urinária mais comum, causada por uma bactéria presente no perínea da mulher. Entenda que as várias bactérias que habitam o intestino e o canal anal, como a Escherichia coli, e outras (Serratia, Klebsiella, Proteus, Enterococo, Pseudomonas, outras). Já a forma mais grave de infecção atinge os rins e é chamada de pielonefrite, um quadro bem mais grave, caracterizada por bacteremia: febre, tremores e calafrios, e um quadro sistêmico tóxico.

A partir do momento que a bexiga está colonizada, por via ascendente a infecçâo pode afetar os rins. O fato de beber muita água e urinar com uma frequência considerada normal (a cada duas horas) faz com que o agente causador da infecção seja levado para fora, fazendo com que a uretra e a bexiga permaneçam limpas e livres das bactérias. Assim, você mantém os órgãos do trato urinário saudáveis.

Veja que possivelmente o fato ainda mais importante que o volume ingerido seja o volume de produzido de urina. Isso varia de acordo com a temperatura ambiente e a atividade física, entre outros. Um mode fácil de avaliar essa questão é medir o volume de urina produzido em 24 horas. Com o auxílio de um recipiente graduado anote o volume de cada micção. Se esse volume alcançar 2.000 ml você provavelmente estará bem hidratado e protegido.

Entenda que com a vida atribulada de hoje por vezes as pessoas não urinam frequentemente. Então preste atenção ainda para não reter a urina na bexiga por muito tempo, pois isso pode predispor a cistite. Lembre que “a água parada se estraga”. Assim, procure esvaziar a bexiga a cada 2 horas. Se você sentir dores ou notar qualquer alteração na sua urina, procure um urologista.

Atendemos homens e mulheres de todas as idades.

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Sangue na urina? O que pode ser?

Fique atento à coloração da sua urina, pois se houver sangue pode ser sinal de problemas no sistema urinário ou nos rins. Mas, pode acontecer que a alteração de cor seja proveniente de medicamentos ou alimentos ingeridos e não contenha sangue.

A hematúria – sangue na urina – há diversas causas, entre as quais: câncer na bexiga ou do urotélio, câncer renal, cálculo urinário, insuficiência renal (glomerulonefrites), infecção urinária, cistite intersticial, pólipos vesicais, doença renal policística. Ou ainda pode ter sido causada por algum trauma ou procedimento prévio, cirurgia ou mesmo uma biópsia que o paciente tenha realizado recentemente. Mulheres no período menstrual podem vir a apresentar sangue na urina sem que isso represente doença alguma

Não ignore qualquer sinal de sangue na urina e busque um especialista para receber o diagnóstico e o tratamento adequado, principalmente, se houver perda de peso, desconforto, dor ou urgência ao urinar.

Para confirmar que a urina realmente tem sangue é necessário fazer exames. A investigação laboratorial irá verificar a quantidade de hemácias que há na urina. A hematúria é confirmada quando há mais de 10.000 hemácias por mililitro de urina.

Medicamentos como fenitoína, rifampicina, fenazopiridina (Pyridium) e nitrofurantoína deixam a urina avermelhada, assim como alimentos avermelhados com a beterraba. Por isso, a coloração nem sempre significa sangue.

Consulte um urologista de confiança para um tratamento eficaz.

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Evite ficar muitas horas sem urinar

Na rua, longe de banheiros e com vontade de urinar, o que fazer?  Segurar a urina até não conseguir mais é um comportamento que pode contribuir para o aparecimento de uma infecção urinária, tanto nos homens como nas mulheres. O esvaziamento frequente da bexiga é um mecanismo que serve para eliminar as bactérias da uretra, assim evitando uma possível infecção urinária. Dessa forma quanto mais tempo se fica sem ir ao banheiro, maior o risco.Além de facilitar o surgimento de uma infecção urinaria, o ato de reter a urina por muito tempo pode facilitar a formação de cálculos (pedra) no interior da bexiga.

A dor sentida quando não se vai ao banheiro é resultante da pressão que a urina provoca pela distensão das paredes da bexiga. O perigo está quando sentimos essa pressão, vamos ao banheiro e não liberamos toda a urina acumulada na bexiga. Isso eleva as chances das infecções que surgirem serem ainda piores. Além disso a hiper-distensão do músculo vesical é associada a uma dificuldade na contração do mesmo!

A inibição do desejo miccional pode levar a um desconforto, já que a sensação de repleção passa das células nervosas da parede da bexiga aos gânglios e nervos pélvicos, chegando até o nosso cérebro, comunicando-se ainda com um sistema ligado a emoção. Esse estímulo faz com que o desejo da micção seja ativado. Então, somente ouvir o barulho de uma descarga ou torneira, a manipulação de água, ou saber que há um banheiro por perto, faz com que a vontade de urinar seja por vezes incontrolável.

A quantidade ideal de ingestão diária de líquido é ao redor de 2 litros. Esse volume leva à necessidade de ir ao banheiro entre 6 a 7 vezes ao dia. Quando o indivíduo perde mais água pelo suor ou respiração, em climas tropicais como o nosso, por vezes é necessário um volume maior. Uma boa dica é a de medir o volume urinado em 24 horas. O ideal é que essa quantidade esteja ao redor de 1,5 a 2 litros.

Dia do Homem também é dia de prevenção

Todos os anos, no dia 15 de julho, é celebrado o Dia Nacional do Homem. A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde e a busca por igualdade entre gêneros, reforçando a importância da prevenção de doenças por meio de exames e consultas periódicas com um médico.

Como o urologista é tido hoje como o médico do homem vemos a oportunidade de chamar a atenção não só dos homens, mas também das esposas, mães, filhas, irmãs desses que são os grandes provedores dos lares brasileiros, e que merecem ter sua saúde sempre em perfeita ordem.

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que os índices relacionados ao acompanhamento médico de rotina ainda estão muito abaixo do ideal. De acordo com a pesquisa, realizada em seis capitais brasileiras com 5 mil homens, 44% dos entrevistados nunca passaram em consulta com um urologista e tampouco realizaram exames preventivos.

O recomendado é que os homens em geral, desde sua infância, tenham oportunidade de diagnosticar alterações como fimose, distopia testicular, e varicocele para falar das mais comuns. Lembrar que o câncer do testículo é o câncer mais comum do adulto jovem até os 40 anos de idade. O adulto jovem tem a fertilidade como fator de atenção, sendo que a metade dos casos de infertilidade pode ter o homem como responsável.

A sexualidade está fortemente presente desde adolescência até os últimos dias de vida da população masculina. O câncer da próstata, o mais comum do homem brasileiro, tem sido alardeado há mais de 30 anos. Para esse fim, frequentar o urologista a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que possuem familiares diretos que sofrem ou já sofreram de câncer de próstata e os de raça negra devem começar as consultas por volta dos 40 anos de idade. E viva a saúde do homem.

Infecção urinária na gestação

A infecção urinária é um incômodo comum durante a gravidez, atingindo cerca de 5% a 15% das gestantes. Seus sintomas podem aparecer desde o inicio da gestação e se não tratada corretamente, a infecção pode resultar em complicações sérias. Uma das causas para explicar a infecção urinária é a alteração hormonal que modifica a imunidade da gestante e causa dilatação, juntamente com o concepto dos ureteres e dos rins, favorecendo o ataque de bactérias na região. Uma diurese efetiva de pelo menos 1,2 litros ao dia e micções frequentes, a cada 2 horas durante o dia, podem ajudar a prevenir o quadro.

Os tormentos da infecção urinária

Ao sentir dor ou ardência ao urinar, fique atento. Essa sensação que parece um simples desconforto pode ser sinal de um problema sério, que atinge principalmente as mulheres: a infecção urinária. A doença é causada por bactérias que se proliferam nas vias urinárias e causam infecção na região.

Esta é a segunda infecção mais comum e fica atrás apenas da gripe, que é causada por vírus. Entre as infecções causadas por bactérias, a infecção urinária está em primeiro lugar, segundo o Centro de Referência da Saúde do Homem.

Saiba quais são os objetos de estudo da urologia

A urologia é a especialidade da medicina que estuda o aparelho urinário de ambos os sexos. Muitas pessoas acham que o urologista é um médico apenas para homens, pois este trata o sistema reprodutor masculino e desconhecem que ele também é responsável por analisar doenças do trato urinário.

Os órgãos estudados pela urologia são: rins, bexiga, uretra, ureteres e também aqueles que fazem parte do sistema reprodutor masculino: testículos, epidídimos, ducto deferente, vesículas seminais, pênis e próstata, e as glândulas supra-renais.

Entre as doenças mais comuns encontradas em laudos de pacientes dos urologistas estão:

– A disfunção erétil que consiste na dificuldade encontrada pelo homem há pelo menos mais de um mês de manter ou alcançar a ereção em tentativas sexuais.

– A infecção de urina ou cistite, causa muita dor ao urinar pois ela é a inflamação do aparelho urinário que foi causada por bactérias que se colonizaram na urina.

– Hematúria, uma doença muito comum entre a população em geral, é a presença de sangue na urina, consequencia de infecções ou inflamações na bexiga ou na próstata.