Ejaculação rápida: como evitar?

Confira as dicas para evitar a ejaculação rápida

Considerado um tabu por muitos homens e mulheres, a ejaculação rápida é a ocorrência de um orgasmo mais cedo do que o previsto durante o ato sexual. Quando a situação acontece eventualmente, não muitas vezes, não é considerado um real problema, mas quando tende a se repedir consideravelmente, pode se caracterizar como um problema.

Segundo o Portal Minha Saúde, a ejaculação rápida é uma condição comum e atinge um em cada três homens. No Brasil, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Urologia aponta que até 40% das queixas nos consultórios são sobre esta temática.

Na prática clínica, a denominação sobre ejaculação precoce, chamada hoje no meio médico ejaculação rápida, para fugir do estigma, não estabelece um tempo determinado e considerado normal para o orgasmo masculino. Os estudos médicos definem como a não tolerância em um nível alto de excitação sexual, chegado o homem à ejaculação num tempo em que a parceira não tenha ainda atingido o orgasmo. Biologicamente, para um casal heterossexual, interessado na procriação, o fundamental é que ocorra a ejaculação intra-vaginal, necessária à fecundação. Por isso, antes de começar qualquer tratamento, o ideal é procurar um profissional médico para acompanhar todo o procedimento.

Antes da indicação de drogas para o tratamento, há algumas atividades que ajudam a evitar o problema e melhorar o desempenho sexual. Um dos primeiros pontos é a ansiedade, comum nos portadores da ejaculação rápida. Para isso, uma avaliação psicológica é fundamental, possivelmente o principal pilar do tratamento. Ainda, a tensão muscular, que está ligada diretamente à ejaculação rápida. Para ajudar a administrar a situação, vale investir em atividades que aliviem o quadro, como ioga, alongamento e a prática de exercício físico em geral.

Além disso, o autoconhecimento do corpo é fundamental para o controle emocional e mental durante a relação sexual, que influência no quadro de ejaculação rápida. A masturbação faz parte de uma série de exercícios usados para ajudar o controle. Durante o processo deve-se estimular até o limiar do orgasmo e na sequência parar, antes da ejaculação. O exercício ajuda o corpo e a mente a prologarem a fase de excitação e ainda aumentar o processo de autoconfiança do homem. Praticada essa etapa, o passo seguinte é a masturbação na presença da parceira, já que ela vai precisar entender e participar dessa técnica de dessensibilização.

Outra etapa é a masturbação do homem praticada pela própria parceira, utilizando-se a mesma estratégia: suspender o ato antes da ejaculação. Nesse treinamento, acho ainda fundamental a parceira praticar também uma auto-estimulação, inclusive na presença e a participação do homem, partindo da premissa que por muitas vezes a parceira tem dificuldade ela própria de atingir o orgasmo somente com o coito tradicional vaginal.

Lembrar ainda que, na fisiologia feminina a mulher, diferentemente do homem, é multi-orgásmica. Esse fato deve ser utilizado como adjunto ao tratamento, retirando do paciente portador de ejaculação rápida toda a responsabilidade do sucesso da atividade sexual. A outra parte tem um papel fundamental para o resultado satisfatório do tratamento.

Outro fator que pode fazer diferença é a posição sexual na hora do ato. Algumas posições do coito podem deixar o indivíduo mais tenso, principalmente os movimentos dos os membros superiores, aumentando a velocidade da ejaculação. Opte por posicionamento que alivie a tensão como a parceira por cima. Além de melhorar a qualidade sexual do casal, essas dicas ajudam a evitar a ejaculação rápida.

Caso o tratamento psicológico e essas atividades descritas acima não ajudem e a ejaculação rápida seja recorrente, o ideal é procurar um profissional médico para analisar e buscar alternativas para melhorar a qualidade da vida sexual. Há uma farta quantidade de medicamentos que ajudam sobremaneira promovendo um controle adequado e o sucesso do tratamento.

Dia do Homem também é dia de prevenção

Todos os anos, no dia 15 de julho, é celebrado o Dia Nacional do Homem. A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde e a busca por igualdade entre gêneros, reforçando a importância da prevenção de doenças por meio de exames e consultas periódicas com um médico.

Como o urologista é tido hoje como o médico do homem vemos a oportunidade de chamar a atenção não só dos homens, mas também das esposas, mães, filhas, irmãs desses que são os grandes provedores dos lares brasileiros, e que merecem ter sua saúde sempre em perfeita ordem.

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que os índices relacionados ao acompanhamento médico de rotina ainda estão muito abaixo do ideal. De acordo com a pesquisa, realizada em seis capitais brasileiras com 5 mil homens, 44% dos entrevistados nunca passaram em consulta com um urologista e tampouco realizaram exames preventivos.

O recomendado é que os homens em geral, desde sua infância, tenham oportunidade de diagnosticar alterações como fimose, distopia testicular, e varicocele para falar das mais comuns. Lembrar que o câncer do testículo é o câncer mais comum do adulto jovem até os 40 anos de idade. O adulto jovem tem a fertilidade como fator de atenção, sendo que a metade dos casos de infertilidade pode ter o homem como responsável.

A sexualidade está fortemente presente desde adolescência até os últimos dias de vida da população masculina. O câncer da próstata, o mais comum do homem brasileiro, tem sido alardeado há mais de 30 anos. Para esse fim, frequentar o urologista a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que possuem familiares diretos que sofrem ou já sofreram de câncer de próstata e os de raça negra devem começar as consultas por volta dos 40 anos de idade. E viva a saúde do homem.

Saiba quais são os objetos de estudo da urologia

A urologia é a especialidade da medicina que estuda o aparelho urinário de ambos os sexos. Muitas pessoas acham que o urologista é um médico apenas para homens, pois este trata o sistema reprodutor masculino e desconhecem que ele também é responsável por analisar doenças do trato urinário.

Os órgãos estudados pela urologia são: rins, bexiga, uretra, ureteres e também aqueles que fazem parte do sistema reprodutor masculino: testículos, epidídimos, ducto deferente, vesículas seminais, pênis e próstata, e as glândulas supra-renais.

Entre as doenças mais comuns encontradas em laudos de pacientes dos urologistas estão:

– A disfunção erétil que consiste na dificuldade encontrada pelo homem há pelo menos mais de um mês de manter ou alcançar a ereção em tentativas sexuais.

– A infecção de urina ou cistite, causa muita dor ao urinar pois ela é a inflamação do aparelho urinário que foi causada por bactérias que se colonizaram na urina.

– Hematúria, uma doença muito comum entre a população em geral, é a presença de sangue na urina, consequencia de infecções ou inflamações na bexiga ou na próstata.