Doença de Peyronie, você conhece?

As principais características da doença de Peyronie são a curvatura do pênis e a presença de uma placa fibrótica, uma cicatriz ou um nódulo na túnica albugínea do pênis, estrutura essa que envolve os corpos cavernosos. A doença compromete a elasticidade do corpo cavernoso impedindo que o mesmo se expanda normalmente durante a ereção. A consequência disso é a piora na qualidade da ereção e ainda distorções na forma do pênis, como a famosa “ampulheta” bem como curvaturas da haste peniana e ainda o encurtamento peniano em até 2 cm.

As causas dessa doença ainda não são bem definidas, mas pequenos traumatismos ocasionados durante a atividade sexual podem ser uma causa provável. A hereditariedade é considerada baixa.  Os homens precisam ficar bem atentos ao aparecimento de nódulos associados à dor e à curvatura do pênis durante a ereção. A anormalidade dor ocorre a ereção

Em 20% dos pacientes, os sintomas desaparecem sem tratamento algum, após um período de semanas a meses. No início do quadro o uso de anti-oxidantes e antinflamatórios podem mostrar resultados positivos. Caso os sintomas da doença de Peyronie persistam, outros tratamentos medicamentosos são iniciados com o objetivo de atingir o metabolismo das células produtoras de fibrose através de injeções na placa fibrótica. Se após o uso da medicação não houver melhora, o que ocorre em menos da metade dos pacientes, o caso pode vir a ser cirúrgico, principalmente se a curvatura impedir a atividade sexual normal

Ao perceber o aparecimento de qualquer nódulo, incômodo peniano e dor, agende uma consulta com um urologista.

Identifique rapidamente um câncer urológico

A especialidade de um médico oncologista urológico são os cânceres que afetam os rins, bexiga, próstata, pênis e testículo. Ou seja, ele não se limita apenas ao de próstata, o mais conhecido pela população.

Em qualquer tipo de câncer, seja ele urológico ou não, é de extrema importância o seu diagnóstico precoce, isso aumenta drasticamente as chances de cura do paciente e, em alguns casos, não é necessária a quimioterapia ou radioterapia (tratamentos muito agressivos ao corpo humano).

Veja os principais sintomas dos cânceres urológicos:

 

  • Bexiga: em cerca de 85% dos casos há sangue na urina. Fumantes, pessoas que trabalham com químicos, corantes, pixe ou asfalto, tintas, borrachas, indústria petro-química, possuem maiores chances de desenvolver a doença.
  • Pênis: é um tipo de câncer que se desenvolve em pacientes com fimose ou com algum impedimento para higienizar adequadamente o órgão. Esse tumor se caracteriza por UMA FERIDA QUE NÃO CICATRIZA, ou verruga ou tumor no corpo do pênis que não cicatriza após seis semanas! Há uma associação com o vírus do HPV, popularmente conhecido como verruga venérea, crista de galo, ou cavalo de crista. De forma geral, é uma doença que pode ser facilmente evitada com a higienização correta e frequente do pênis.
  • Próstata: é o tumor mais frequente nos homens e a segunda maior causa de morte por câncer no sexo masculino. Isso acontece devido a ausência de sintomas em sua fase inicial, por isso a importância dos exames preventivos. Nas fases mais desenvolvidas é comum ter dificuldades para urinar (jato muito fraco, dificuldade para controlar ou para manter o jato, urinar em gotas, incontinência urinária) e dores na parte baixa das costas ou na pélvis. Em casos mais raros há sangue na urina ou no esperma, dores nos testículos, pênis e na passagem da urina.
  • Rim: sintomas comuns do câncer de rim são dores lombares e sangue na urina. É mais comum em pessoas a partir dos 50 anos e seu tratamento é feito pela cirurgia de laparoscopia. Como ele é facilmente detectado precocemente por exames de imagem ou em exames de rotina, seus índices de cura são altos.
  • Testículo: esse câncer afeta, em sua maior parte, jovens e adultos entre 15 e 34 anos, que possuem criptorquidia (testículo fora da bolsa escrotal). Seu sintoma mais comum é o surgimento de um nódulo indolor, de aproximadamente o tamanho de uma ervilha, no escroto, o qual aumenta progressivamente de volume. Outros fatores como endurecimento da região, massas abdominais, sangue na urina e até sensibilidade nos mamilos ou aumento do volume da mama, podem indicar um câncer de testículo.

 

Os exames de rotina são de extrema importância e podem salvar vidas. Vá ao urologista sempre que seu médico indicar ou anualmente após os 45 de idade.

Causas da impotência sexual

A disfunção erétil ou impotência sexual é caracterizada pela dificuldade recorrente de conseguir ou de manter uma ereção satisfatória. Isso não significa que uma ou outra “falhada” caracterize a doença, mas sim quando ela acontece várias vezes.

Para tratá-la é importante conhecer suas causas, um médico urologista é o profissional mais indicado para esse primeiro diagnóstico, visto que possui maior experiência em relação ao sistema reprodutor masculino e então pode indicar o tratamento mais adequado, dependendo do quadro clínico do paciente.

De maneira geral, as causas da impotência sexual são separadas em duas grandes categorias, as psicológicas e as orgânicas, mas um paciente pode apresentar uma mistura dos dois fatores. A disfunção erétil psicológica normalmente é causada pelo estresse crônico, ansiedade ou depressão, ainda pode ser causada por algum trauma psicológico, fatores religiosos, emocionais e é a causa mais frequente no paciente jovem. Nesse pacientes as ereções noturnas, relacionadas ao sono REM, estão presentes e podem ser notadas eventualmente quando o paciente acorda.

Já nos fatores orgânicos, a grande maioria dos casos, a impotência está relacionada a várias outras doenças e hábitos que, de maneira geral, atrapalham a circulação sanguínea, são elas: diabetes, alterações hormonais, doenças cardiovasculares, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros, medicamentos e até algumas drogas ilícitas.

Muitos homens que sofrem da doença, a atribuem como característica normal do envelhecimento, mas além da piora de qualidade de vida e do impedimento de relações sexuais, há casos em que a impotência sexual, na verdade, é um sintoma de doença vascular, incluindo das coronárias, podendo evoluir para infarto ou isquemia cardíaca. Por isso é de extrema importância consultar um especialista ao apresentar sinais da disfunção erétil, ele poderá indicar o melhor tratamento para cada paciente.

O tramamento se baseia em orientação psicológica quando a alteração é psicogênica, e nos casos orgânicos são usados os inibidores da enzima fosfodiesterase 5 (sildenafil, tadalafil, vardenafil entre outros) e ainda as injeções intra-cavernosas e as próteses penianas.

 

Feridas e manchas: cuidado com a sífilis

Sou médico há trinta anos e confesso que tenho visto mais casos de sífilis recentemente, fato comprovado pelos meus colegas infectologistas. Uma publicação recente detectou prevalência de 1,02% em mulheres grávidas brasileiras (Domingues RM, Rev Saúde Pública, Out 2014).

Essa antiga doença, conhecida como a grande imitadora, se manifesta de formas variadas, mais comumente por feridas na genitália e na região perianal, ou mesmo na boca (sífilis primária) ou por manchas avermelhadas pelo corpo, incluindo palmas e plantas dos pés (sífilis secundária). O período de incubação após o contágio é de 10 a 90 dias. Normalmente a úlcera aparece na terceira semana e persiste por quatro a seis semanas. Curiosamente as úlceras que são normalmente pouco dolorosas, duras e únicas tendem a desaparecer espontaneamente após algumas semanas. É por isso que a sífilis pode evoluir para uma grave doença sistêmica, afetando inclusive o sistema nervoso de forma irreversível.

A liberdade sexual, o HIV, a comunicação mais fácil e rápida, os aglomerados sociais e a crença do jovem de que não há um perigo realmente mortal no relacionamento sem proteção provavelmente são fatores importantes na transmissão da também conhecida como doença de Lues.

Para complicar um pouco o quadro estamos vivenciando em nosso meio uma falta da medicação usada como primeira escolha no tratamento, a penicilina Benzatina.

A principal recomendação é a prevenção, evitando-se o contacto sexual com pessoas suspeitas e desprotegido! O uso de preservativos sabidamente protegem contra essa e outras várias doenças sexualmente transmissíveis

Dia do Homem também é dia de prevenção

Todos os anos, no dia 15 de julho, é celebrado o Dia Nacional do Homem. A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde e a busca por igualdade entre gêneros, reforçando a importância da prevenção de doenças por meio de exames e consultas periódicas com um médico.

Como o urologista é tido hoje como o médico do homem vemos a oportunidade de chamar a atenção não só dos homens, mas também das esposas, mães, filhas, irmãs desses que são os grandes provedores dos lares brasileiros, e que merecem ter sua saúde sempre em perfeita ordem.

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que os índices relacionados ao acompanhamento médico de rotina ainda estão muito abaixo do ideal. De acordo com a pesquisa, realizada em seis capitais brasileiras com 5 mil homens, 44% dos entrevistados nunca passaram em consulta com um urologista e tampouco realizaram exames preventivos.

O recomendado é que os homens em geral, desde sua infância, tenham oportunidade de diagnosticar alterações como fimose, distopia testicular, e varicocele para falar das mais comuns. Lembrar que o câncer do testículo é o câncer mais comum do adulto jovem até os 40 anos de idade. O adulto jovem tem a fertilidade como fator de atenção, sendo que a metade dos casos de infertilidade pode ter o homem como responsável.

A sexualidade está fortemente presente desde adolescência até os últimos dias de vida da população masculina. O câncer da próstata, o mais comum do homem brasileiro, tem sido alardeado há mais de 30 anos. Para esse fim, frequentar o urologista a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que possuem familiares diretos que sofrem ou já sofreram de câncer de próstata e os de raça negra devem começar as consultas por volta dos 40 anos de idade. E viva a saúde do homem.

Impotência não representa o fim da vida sexual

A impotência sexual afeta quase a metade dos homens brasileiros, mas, mesmo assim, são poucos os que tocam no assunto. Para desmistificar essa questão e mostrar que a disfunção erétil não é o fim da vida sexual, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) deu início a uma campanha que pretende divulgar os tratamentos disponíveis no país para esse tipo de problema.

De acordo com presidente da SBU, Carlos Eduardo Corradi Fonseca, a intenção é “desmistificar o assunto e garantir acesso à informação sobre todas as soluções disponíveis, fazendo o paciente procurar tratamento adequado”.

Para fazer o diagnóstico da doença, além de analisar hábitos do paciente, o urologista pode solicitar exames de dosagem hormonal e ultrassonografia peniana, para verificar o fluxo sanguíneo.

Uma das causas mais comuns da impotência é a diabetes, que pode danificar vasos que controlam o fluxo de sangue para o pênis. Alcoolismo, tabagismo, depressão, doenças cardiovasculares, uso de medicamentos, problemas hormonais e cirurgias na próstata e no reto também fazem parte da lista de fatores causadores do problema.

Fonte: O Dia

Imagem: Shutterstock/Luchschen

Pesquisa no RS pode resultar em vacina para o câncer de próstata

Uma descoberta realizada há 14 anos levou um pesquisador da PUC-RS, de Porto Alegre, a desenvolver uma pesquisa inovadora, que pode resultar em uma vacina para controlar o avanço do câncer de próstata.

O médico responsável pela descoberta conseguiu fazer com que células que antes ficavam escondidas do sistema imunológico no organismo mudassem de cor e se tornassem visíveis, ao misturar em algumas células doentes umas substâncias chamadas “modulador do sistema imunológico”.

Diversos testes vêm sendo realizados e os dados obtidos têm sido positivos, porém a produção da vacina ainda não tem data prevista.

Fonte: G1

Imagem: Shutterstock/Luiscar74

Testosterona em forma de desodorante chega ao país

Uma nova droga para o tratamento da DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino) chegou recentemente ao mercado em forma de solução alcoólica. Até recentemente havia apenas as apresentações injetáveis e em gel. O remédio é aplicado nas axilas, o que diminui riscos de contaminar outras pessoas com o hormônio, como por exemplo, a parceira sexual. A reposição hormonal só é indicada para homens com níveis de testosterona abaixo do normal e com sintomas que comprometam a qualidade de vida, como baixa libido, perda da massa muscular e osteoporose.

Imagem: Shutterstock/Maridav

Dieta saudável pode aumentar sobrevida de homens com câncer de próstata

Homens que adotam uma dieta baseada na ingestão de mais gorduras saudáveis encontradas em vegetais como frutas, nozes e azeite de oliva têm taxas de sobrevida maiores após um diagnóstico de câncer de próstata do que aqueles cujas dietas se mantém inalteradas.

As descobertas, publicadas no Journal of the American Medical Association (Jama) Internal Medicine, sugerem que mudanças na qualidade da dieta podem ser importante para reduzir o risco de morte entre os homens cujo câncer de próstata ainda não se disseminou para outros órgãos.

“O consumo de óleos saudáveis e nozes aumenta os antioxidantes de plasma e reduz a insulina e a inflamação, que podem deter o avanço do câncer de próstata”, afirmou o principal autor do estudo, Erin Richman, bolsista de pós-doutorado do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística da Universidade da Califórnia em São Francisco.

O estudo foi feito com 4.577 homens diagnosticados com câncer de próstata não-metastático entre 1986 e 2010.

Os cientistas descobriram que os homens que substituíram 10% do total das calorias diárias ingeridas com gorduras vegetais saudáveis no lugar de carboidratos tiveram um risco 29% menor de desenvolver um câncer de próstata letal. Eles também apresentaram um risco 26% menor de morrer consideradas causas diversas.

 

Fonte: Uol Notícias
Imagem: Shutterstock/Anna Maltseva

Novo Tratamento para a Próstata

Em novembro de 2013 o Conselho Federal de Medicina aprovou o procedimento chamado “Embolização Seletiva das Artérias da Próstata” como opção terapêutica em pacientes portadores de Hiperplasia Prostática Benigna.
Esse tratamento não é novo, tendo sido descrito em 2000, pela primeira vez. A maior experiência publicada até hoje foi de 238 pacientes. Nesse estudo os parâmetros objetivos de Fluxometria  mostraram pouca melhora, e o número de pacientes seguidos por 3 anos foi de apenas 8. Novos estudos estão em andamento e novos resultados serão publicados até 2019.
Na nossa opinião, que se espelha no parecer de várias Sociedades Médicas do Brasil e Exterior, incluindo Sociedade Brasileira de Urologia, Associação Americana de Urologia, Associação Européia de Urologia esse tratamento não deve ser recomendado! Apesar de haver outros bons tratamentos cirúrgicos para essa doença, como coagulação à plasma e laser, o padrão ouro é o chamado Ressecção Trans-Uretral da próstata, a qual utiliza eletro-coagulação, é comprovadamente eficaz, e minimamente invasiva.